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Fora do Eixo divulga relatório do Grito Rock 2009

O núcleo de mapeamento do Circuito Fora do Eixo lançou nesta segunda o Relatório de Perfil de Realizadores do Grito Rock 2009. O documento traz informações sobre as características dos festivais em cada cidade e região, bem como dados referentes aos produtores.

Em 2009, ao todo, 49 realizadores se cadastraram, oriundos das mais diversas cidades brasileiras. A maior parte está localizada na região Sudeste (43%); seguido pela Norte (21%), Sul (18%); Centro-Oeste (10%) e Nordeste (8%).

O estado campeão de GRs cadastrados em 2009 é São Paulo. Ao todo foram onze festivais, o que corresponde a 22,45% do total. Minas Gerais aparece na segunda posição com 9 produções computadas; seguido por Santa Catarina (4) e Rio Grande do Sul (3).

Além da balanço logístico, o relatório traz também dados sobre a natureza jurídica dos realizados, o período de inscrições,e as atividades as quais os se dedicam ao longo do ano.

Essa é a primeira etapa do mapeamento realizado junto aos realizadores do GR. O relatório completo será apresentado na íntegra em outubro, quando será lançado oficialmente a ediçào de 2010 do festival.

Sobre o Grito Rock

O Grito Rock é um festival conhecido em todo o Brasil sobretudo pelo seu aspecto colaborativo. O festival acontece em quase cinquenta cidades distintas no período o carnaval, e movimenta mais de cinquenta mil pessoas em todo o Brasil.

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Nuda com Pegada

A banda Nuda (PE), que esteve por aqui no Grito Rock 2009 veste a camisa e mostra quem tem Pegada!

Confira!

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Cobertura de Pegada – Grito Rock Vespasiano e Sabará

No último fim-de-semana, dias 7 e 8 de março, tivemos Grito Rock em
Vespasiano e Sabará. Este texto fala sobre os eventos de maneira
geral, sem entrar em detalhes das apresentações; a grande quantidade
de bandas torna muito difícil falar de cada show. Assim, vamos ao que
interessa:

– Vespasiano 07/03/2009

azimute

O Grito 2009, primeiro da cidade, foi organizado pelo coletivo Azimute. É impressionante a garra do pessoal: superando vários imprevistos (alguns deles realmente terríveis), conseguiram colocar o evento de pé com um som decente, boa estrutura, iluminação, projeções… teve até uma apresentação surpresa da banda da cidade tocando marchinhas de carnaval, muito bem recebida pelos presentes. O evento começou com um atraso relativamente grande, mas quem ficou até o final do Grito Rock Vespasiano foi recompensado com apresentações muito boas das bandas que participaram.

A princípio, dez atrações tocariam: Aura, Cães do Cerrado, Cinco Rios, Gritare, Híbrida, Junkbox, Lupe de Lupe, Rafael Barbedo, Ricardo
Koctus e Rock Nova
. Digo ‘tocariam’ porque nem todo mundo tocou: foram ao todo oito apresentações. Uma das bandas teve a atitude absurda de decidir não tocar porque o evento estava vazio, uma grande falta de respeito com o público, com as outras bandas e com a organização do evento. É triste ver uma banda independente agir como as piores estrelinhas do mainstream, mas sabemos que esse tipo de coisa ainda acontece. Tomara que esse tipo de coisa não desanime o pessoal de Vespasiano, porque muita coisa legal ainda pode rolar por lá.

Todas as bandas que, de fato, tocaram fizeram bonito no palco, cada uma dentro de seu estilo. Fora do palco, uma atitude um pouco diferente
por parte dessas mesmas bandas poderia ter deixado o Grito Vespasiano
ainda melhor. Com dez bandas e uma média de cinco integrantes por
banda seria de se esperar ao menos cinquenta pessoas na plateia durante os shows, sem contar convidados e amigos.

Infelizmente, as bandas prestigiaram muito pouco as apresentações umas
das outras, o que deixou o ambiente meio vazio. Pessoas que passavam na porta do evento se interessavam pelo som, mas desistiam de entrar ao ver que não tinha muita gente. Com a presença continuada dos integrantes das bandas, tudo teria sido melhor para todos.

– Sabará 7/3 e 8/3


forceps

O Grito, organizado pelo pessoal do coletivo Fórceps, aconteceu no sábado e domingo, oferecendo ao público dezoito atrações ao todo. É bastante ousado fazer um evento de música independente dessa grandeza, ainda mais em uma cidade menor… mas o Fórceps sabe o que está fazendo e o resultado foi foda!

Como estávamos em Vespasiano no sábado, não vimos os shows de Aura,
Elephas, Seu Juvenal, Radiotape, 4, The Melt, Maquiladoras, Soprones e Isso
. Mas no domingo, pudemos ver as apresentações sólidas de Lupe de Lupe, StereoTaxiCo, O Melda, HCR, Pelos de Cachorro, Cajaba,
Slama, Cães do Cerrado e RockNova
.

Em Sabará se via bandas prestigiando mais umas às outras, o que deixou
tudo mais legal, e a maioria das bandas levou seu publico também. O
evento aconteceu em um pequeno sítio com jardinzinhos e até piscina;
não havia um palco propriamente dito e as bandas tocavam tête-à-tête
com o público. Isso criou um clima diferente para os shows, algo
intimista, como se fossem amigos tocando na casa de alguém. Muitos
amigos tocando muito bem na casa de alguém. O som estava bom na
maioria dos shows. As bandas e a organização conseguiram fazer um evento muito bacana em Sabará.

Que venham mais!

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Com reportagem de Dinamite, que ralou joelhos e cotovelos em Sabará.

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Áudio de pegada – Gravando um bootleg

Por Eduardo Curi

Como dissemos anteriormente, o Grito Rock BH 2009 fez surgir a nossa frente de sonorização. Nosso primeiro trabalho foi tentar gravar o primeiro dia de apresentações, n´A Obra. O trabalho começou algumas semanas antes, com uma troca intensa de e mails, com todo mundo fazendo um mutirão para juntar o equipamento necessário para fazer uma gravação razoável.

Após várias conversas conseguimos juntar o seguinte equipamento:

– um lap top e um HD externo
– fones de ouvido
– um shure sm57
– uma di box
– pedestais
– um par de Samson co1 pra overheads de bateria
– duas mesas behringer de quatro canais cada uma
– uma interface ESI 610 de 4 canais
– cabos, cabos e cabos!

Além desse equipamento, pudemos contar também com os d´A Obra, como mics para voz, bumbo e amplificadores de baixo e guitarra, além do equipamento de PA, que usamos para puxar o bumbo e a voz.

Montagem

Chegamos lá por volta das 8h30 e começamos a montar o equipamento. Primeiro, instalação de softwares e drivers (que, obiviamento, deu pau, fazendo a gente ter que ir em uma lan house pra baixar o driver da interface). Enquanto isso, ligávamos os canais da mesa d´A Obra na nossa mesa.

Montamos os eguinte esquema:

– Ligamos a cozinha em uma mesa: dois canais de overhead nos canais amplificados da mesa + o bumbo na entrada de linha + o baixo, saindo do send do cabeçote, direto na linha (um conselho pra quem for gravar lá fazendo isso: corte todos os agudos do baixo no ampli, senão distorce e fica horrível). Dessa mesa, tiramos o L / R, cada canal com um instrumento, e jogamos na interface.

– Na outra mesa, ligamos o mic de guitarra e a saída de voz da mesa d´a Obra nos canais amplificados, tirando o L / R, novamente, cada um com um instrumento, na interface.

Gravação

Não tivemos tempo de testar o equipamento durante a passagem de som, então aproveitamos o show do 4, de Sabará, pra fazermos isso. Conseguimos acertar razoavelmente, os instrumentos, mas um problema na captação do teclado nos impediu de aproveitarmos as gravações.

O show do !Slama começou e conseguimos gravá-lo. Porém um erro fez com que o bumbo vazasse pro canal de baixo, sendo corrigido mais pro final, mas nada que arruinasse a gravação. Outro problema foi o baixo, que estava passando direto pelo equalizador do cabeçote, fazendo com que toda hora ele distorcesse.

No show do Stereotáxico, os problemas foram corrigidos. Os agudos do baixo foram cortados e ele não distorceu mais. O som ficou muito bom (sempre em termos relativos) e você pode conferir o resultado aqui!

Mixagem

Fiquei a cargo de mixar o show do StereotaxiCo. A mixagem foi feita em Pro Tools LE. Importei o áudio para a sessão, cortei cada música de modo que cada uma fosse uma faixa separada e comecei a ouvir os canais separados. O de baixo, como era em linha, não possuía vazamentos e só equalizei um pouco para tirar as sobras de graves e o topo dos agudos. Comprimi um pouco, mais para limitar e joguei um Amplitube pro som ficar um pouco melhor (som de linha não dá!). Na guitarra, novamento, apenas equalizei e limitei e não mexi mais. A bateria já veio toda pronta, então apenas equalizei para eliminar a sobra de agudos. Na voz foi impossível mexer, devido ao grande volume de vazamentos, principalmente dos pratos da bateria.

Foi ótima a experiência e mal posso esperar para fazer mais bootlegs!

Um abraço a todos e até a próxima!

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Grito Rock Vespasiano, 7/3

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Grito Rock 2009 Sabará

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Cobertura de Pegada – Grito Rock BH 2009

!Slama, na primeira noite do Grito Rock BH 2009

!Slama, na primeira noite do Grito Rock BH 2009

O Grito Rock BH 2009 foi um divisor de águas para o Pegada. Há meses trabalhando na realização do festival, todo o trampo realizado serviu para amadurecer a estrutura do coletivo, que viu o surgimento de uma nova frente essencial a qualquer coletivo musical, a de sonorização. Com a junção de esforços fomos capazes de gravar alguns dos shows do festival com uma qualidade razoável e em breve faremos mais gravações.

Ouça StereotaxiCo “Assim Só”, gravada ao vivo durante o Grito Rock BH 2009!

http://dc118.4shared.com/download/89728234/9a32d490/Stereotaxico_-_02_-_Assim_S.mp3?tsid=20090304-204146-2827dcbe

A nossa comunicação também está se desenvolvendo. Nossa produção gráfica está crescendo com a entrada de novos colaboradores. O núcleo de imprensa conseguiu uma exposição fantástica na mídia da cidade, com entrevistas em rádio, TVs e jornais e muita divulgação na internet, além de conseguir atrair a equipe da Rock News para cobrir o evento no domingo. A frente de jornalismo entrevistou todas as bandas que tocaram no festival e nas prévias de BH, apresentando-as ao público de modo que, quem quisesse, poderia ter acesso ao material delas antes de cair de paraquedas n´A Obra, que realizou o Grito junto com a gente. Nos desdobramos e cobrimos todos os shows realizados nas Prévias Integradas de BH e também alguns das prévias de Sabará, fotografando, entrevistando, analisando e resenhando tudo o que acontecia!

Assista o Nuda ao vivo no Grito Rock 2009!

Nossa frente de marketing está amadurecendo e se estruturando cada vez mais. Tivemos divulgação organizada por meio de street teams e web teams que deram duro para levar um bom público aos shows. Infelizmente a casa não ficou tão cheia quanto nas prévias, mostrando que a proximidade de um feriado nem sempre ajuda o rock independente.

Tivemos a nossa loja de Pegada presente em todas as etapas do festival, estamos melhorando a nossa contabilidade, desenvolvendo sistemas antifurto (infelizmente sofremos alguns furtos de CDs na barraquinha, prejuízo para todos) e desenvolvendo estratégias para divulgar o que está à venda. A proposta para o futuro é de continuar aumentando a variedade de produtos, principalmente com os lançamentos das bandas de Pegada que estão por vir em 2009. Além disso, iremos disponibilizar tudo na internet, para que as pessoas possam comprar e receber em casa. Fiquem ligados!

Para completar, o GR 2009, em BH, finalmente foi adequado à estrutura sugerida pelo Circuito Fora do Eixo, com a realização das prévias e promovendo a circulação de bandas em várias cidades do estado e, indo ainda mais longe, de uma turnê com bandas do Nordeste e de BH pelo Centro-Oeste brasileiro.

Você pode acompanhar os relatos da turnê no blog Pegada na Estrada, confira!

Realizações como essas nos fazem crer no Pegada como algo viável para a cena da cidade e nos motivam a continuar trabalhando duro, sem receber nem um centavo em troca, pela consolidação da cena da cidade. Porque sabemos que no fim vai valer a pena o esforço e a satisfação de vermos as nossas bandas conterrâneas se destacando Brasil afora.

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Equipe de cobertura

Coordenação e edição geral: Eduardo Curi
Textos: Arthur Vinícius, Camile Cortielha, Lucas Mortiner, Renata Almeida
Vídeo, câmera e edição: Adriano Singolani
Gravação de Áudio: Davi Bretas e Eduardo Curi (19/2), Gilson (22/2)
Fotografia e edição: Stephanie Boaventura e André Persechini

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