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Lançamento, www.coletivopegada.org, Uzina, HOJE!

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#niverpegada – Top 5 DJs / Normau

Foto: Clarissa Miranda

Foto: Clarissa Miranda

Carou Araújo é uma das DJs de maior destaque na cena noturna de Belo Horizonte. Sob o pseudônimo de Normau, se apresenta nas casas mais badaladas da capital mineira. Com um set variado, mesclando novidades e clássicos do pop de décadas passadas, sem esquecer, é claro, dos mais dançantes hits do rock nacional. Atualmente, se dedica ao seu projeto Underground, uma festa hits de inferninho que criou com a parceira Cris Foxcat.

Top 5

#1 Metric – Combat Baby

#2 Cake – Short Skirt/Long Jacket

#3 Architecture In Helsinki – Debbie

#4 Loser Manos – Um Par

#5 The Boy Least Likely To – Be Gentle With Me

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Pegada Recomenda – Colorido Artificialmente e “A Tradicional Família Mineira” nada tradicional…

Por Flávio Charchar

Em meados de 2009, a banda Colorido Artificialmente (Belo Horizonte) lançou seu álbum de estreia, “A Tradicional Família Mineira”. Formada por João Guilherme Dayrell (guitarra e voz), Manuel Horta (guitarra), Bruno Faleiro (baixo) e Fernando Monteiro (bateria), em 2007, o grupo vem apresentando seu trabalho na medida do possível devido a questões geográficas (alguns membros se encontram morando fora da nossa capital). Mesmo com poucas apresentações, as várias horas de estúdio e ensaios valeram a pena. Com duas participações especiais, surge um trabalho nada tradicional feito por essas figurinhas ja presentes há algum tempo na cena de Belo Horizonte. Manuel Horta, por exemplo, ja apareceu aqui mesmo com seu trabalho solo, “Pequeno Céu”.

Uma construção comum no grupo, preenchendo todas as lacunas com muita intensidade, são os rebuscados arranjos de guitarra, muito coesos melodicamente, com a simplicidade marcante das linhas de baixo que sustentam as harmonias. Já as letras, remetem a antigas memórias, relacionamentos e pontos de vista muito pessoais, em que João (que com exceção de “Estrangeiro”, escrita em parceria com o baixista Bruno, escreveu todas as letras) se expressa poeticamente, em um texto fragmentado que caracteriza e se identifica muito com o som da banda, envolvendo as mudanças de tempo e clima existente nas canções.

Embalando o clima melancólico e poético do disco, a primeira faixa, “Distopia”, é um prato cheio para guitarras com notas em timbres bem claros e levemente distorcidos, além de partes muito díspares entre si, porém casadas de forma bem trabalhada e entrando no clima do título da música. Seguindo ainda a linha do indie rock, “Vai Ver” surge com uma levada mais rápida e a primeira surpresa é a bateria, bem estruturada e criativa, mas sem exagerar ao rebuscar um pouco mais, trazendo mais peso pra banda. Destaque para o final, muito bem executado e estimulante. “Volta de São Paulo” ja marca uma mudança na linha de composição, com muitas dissonâncias, quebras de tempo mais complexas e mais presa às guitarras, o que deixa o baixo mais solto no conjunto.

Enfim, chegamos a minha faixa favorita: “A Casa e o Sol”. Com uma bela harmonia, mais simples e direta do que aparece no restante do álbum, a voz de Jeniffer Souza (convidada, vocalista das bandas Cinza e Transmissor) se destaca, mas a conversa entre ela e João torna o conjunto ainda mais interessante, preenchendo com um violão e pequenas vocalizações, descansando a velha fórmula das guitarras, baixo e bateria (exceto no final apoteótico).

Ja na metade do caminho, entra “Novena (Duas Vozes)”, mais sombria e voltando com peso à onda indie rock das primeiras faixas, além de um longo instrumental ao final. Já “Babel”, com participação de Lucas Diniz, entra com o clima de “A Casa e o Sol”, porém na veia indie rock, menor e mais direta, com uma construção mais simples que suas outras “irmãs”, além da valorização dos vocais contracenando juntos. “Estrangeiro” volta a diminuir o andamento dessa viagem pelas minúncias de Minas Gerais. Mais calma e de um dinamismo bem dosado, além de uma ideia semântica um pouco mais direta se comparada às outras letras, possivelmente pela coautoria de João e Bruno, a faixa ganha seu destaque, abrindo caminho para o final do disco, com “1948”. Encerrando de forma icônica (o título é uma referência clara a “1984”, de George Orwell), a faixa resume todas as linhas de trabalho da banda, abrandando o andamento, mas não descendo até o ponto de “Estrangeiro” e sem chegar à tempestuosa “Novena (Duas Vozes)”, culminando em um belo final instrumental extenso e explosivo, do jeito que o álbum pede e de forma já característica da banda.

Muito coeso e bem trabalhado, com uma qualidade de gravação que surpreende, “A Tradicional Familia Mineira” é uma viagem nada tradicional por vários fragmentos dessa terrinha, embalada por harmonias de boa qualidade e muita poesia e sentimento. Com destaque para as faixas “A Casa e o

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Increva-se no Festival Coletânea de Bandas

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Programação Alternativo Rock Festival 2009, Itabirito

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Cobertura de Pegada – Garimpo (2)

No último fim de semana rolou a segunda parte do Festival garimpo 2009. Flávio Charchar e Luciano Viana deram uma conferida e nos contam como foi, confira!

Sexta-feira, 11/9

Por Flávio Charchar

No último dia 11 de setembro, já marcado pelo atentado ao World Trade Center em 2001, outro evento tomou conta de Belo Horizonte: a invasão Pernanbucana do Festival Garimpo 2009. Muito bem representada pelas bandas Nuda (PE) e Eddie (PE), acompanhadas de um dos destaques da cena local, a banda Graveola e o Lixo Polifônico (BH). Um Studio Bar cheio parou para ouvir muito rock da terra do frevo, além de dançar bastante com todas as apresentações.

Quem abriu a calorosa sexta-feira foram os rapazes do Graveola e o Lixo Polifônico(BH). Com um som muito eclético e despretencioso, envolvendo referências que vão do samba ao tango e ao rock, os músicos mostraram um bom humor impecável no palco. No show, além de músicas ja conhecidas do seu último trabalho, o homônimo “Graveola e o Lixo Polifônico” (2009), a banda mostrou novas composições, lembrando uma espécie de combo, onde Mutantes encontra Móveis Coloniais de Acajú e Los Hermanos, com direito a muita experimentação. Além de técnica e várias demonstrações de multi-instrumentismo, o grupo surpreendeu com um público cativo e vários pedidos de bis, esses atendidos com muito prazer.

(Foto: Lucas Mortimer)

Graveola e o Lixo Polifônico (Foto: Lucas Mortimer)

A seguir, começa a dobradinha pernambucana da noite: a banda Nuda (PE) sobe ao palco com energia e uma pegada rock mais pesada. Marcados pelo familiar sotaque e letras que remetem aos elementos da cidade e experiências pessoais, os rapazes fizeram um excelente show. Muito suíngue tomou conta do público, que começou a esquentar de vez o Studio Bar. Um rock alternativo com a cara do som da cena de Pernambuco, incluindo levadas regionalistas e samba.

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Nuda botando fogo no Garimpo (Foto: Lucas Mortimer)

Por último e nada menos importante, a veterana Eddie(PE) não deixou pedra sobre pedra na casa. O que se pode chamar de “frevo-rock” não deixou ninguém parado e o que se viu foi uma banda emocionada e feliz com tamanha resposta de público. Os rapazes circularam por todo seu trabalho ja conhecido na cena nacional, além de alguma releituras de sucessos de conhecidos do público, como Nação Zumbi e Ramones. Sem perder o humor e com participação inusitada do percussionista do Nuda entre outras, o Eddie fez um show inesquecível para ser lembrado em várias futuras edições do Garimpo e fechou uma noite, que ja não deixava nada a desejar, com chave de ouro e jeitinho pernambucano.

Sábado 12/9

Por Luciano Viana

Última noite do Festival Garimpo no Studio Bar, e a festa contou com a presença dos mineiros do Pêlos de Cachorro e Transmissor, recebendo os convidados acreanos do Los Porongas.

O público já era bem numeroso quando subiu ao palco o Pêlos de Cachorro, que fez um competente show e acabou despertando curiosidade de boa parte do público que não os conhecia até aquela noite. É justamente esse um dos propósitos de um festival, fazer com que uma banda cative o público de outras e que lhe apresente novidades, e o Pêlos pareceu ter sido uma boa novidade para muitos ali. Para os que já conheciam a banda, não foi surpresa a competência do show.

Pêlos de Cachorro: surpresa do festival (Foto: Lixo e Corrupção)

Pêlos de Cachorro: surpresa do festival (Foto: Lixo e Corrupção)

Em seguida foi a vez dos visitantes da noite se apresentarem. O Los Porongas, banda acreana, mas atualmente residente em São Paulo, encheu os olhos, os ouvidos e a boca de muitos que tinham algumas de suas letras na ponta da língua e ajudaram a banda, soltando a voz durante o show. Uma banda agora sem discurso, mas com a musicalidade mais presente do que nunca, os Porongas fizeram um dos melhores shows do festival, alimentando o público com o seu rock que recebe influências sonoras de Stone Roses a Los Hermanos, com elementos de sua origem do Norte do Brasil, presentes, mais nitidamente, nas letras do grupo.

Fechando a noite e o festival, a banda mineira que mais se destaca no cenário independente desde o meio do ano passado. O Transmissor, único grupo que tocou, também, na edição do Garimpo de 2008, fez um show pra todo mundo cantar junto as músicas do seu álbum “Sociedade do Crivo Mútuo” (2008). Mas quando parte do público já sabe cantar até mesmo as novas músicas que ainda não foram gravadas pela banda, é um bom indício de que respirar novos ares é uma boa pedida, seja colocando um novo disco na praça ou levando o antigo trabalho a públicos que ainda não tiveram contato com ele. Ainda não foi dessa vez que o público se viu saturado das belas canções do Transmissor, que fez um ótimo show, sem rodeios, utilizando-se somente do que eles tem de melhor: as músicas. Enquanto muitas bandas precisam de elementos secundários para se destacar e compor seu conceito artístico, o Transmissor deixa que as músicas falem sozinhas por eles mesmo. Bonito show, encerrando com chave de ouro o Garimpo 2009.

Transmissor: Standards (Foto Lixo e Corrupção)

Transmissor: Standards (Foto Lixo e Corrupção)

Fica aqui nosso parabéns à produção do festival, a todas as bandas que por lá passaram e ao público, não só pelos números, mas também pela participação e envolvimento intenso durante muitos dos shows.

Expediente:
Coordenação de Jornalismo: Eduardo Curi
Redação: Flávio Charchar, Luciano Viana
Fotos: Hudson Caldeira, Lixo e Corrupção, Lucas Mortimer

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Mês de Pegada @ Uzina, 16/9

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