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Festa Beatnik, A Obra, 17/9

cartaz Festa beatnik

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Vale um CD!

Por Eduardo Curi

Revoluções na música são feitas a partir de boas ideias. A banda paulistana Portnoy está dando sua contribuição à mudança de padrão que está em curso hoje na indústria fonográfica. Seu primeiro trabalho, intitulado simplesmente de “O Disco” está à disposição para download gratuito no site da banda.

Até aí nada demais, mas se você quiser ter a versão física, basta você mandar qualquer coisa para a banda que eles te enviam um CD. Pode ser uma foto, um desenho, uma música, outro disco, um quadro, qualquer coisa, desde que seja um trabalho feito por você. Inclusive, este post vai me render um CD deles!

Conversei com o guitarrista e vocalista, Conrado, que conta como surgiu a banda e a ideia.

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Conrado
: O Portnoy surgiu no final de 2007. Eu e meu irmão Caio nos juntamos ao Lefê, baixista de primeira, que já conhecíamos do circuito alternativo. O nome da banda é uma referência ao Alexander Portnoy, o personagem hilário do livro “Complexo de Portnoy”, do escritor norte-americano Phillip Roth. Montamos o repertório e fomos pro estúdio pra gravar o disco de estreia que foi produzido pelo gaúcho Iuri Freiberger. O Caio deixou a banda logo depois. Na mesma noite em que ele anunciou sua intenção de largar a bateria pra tocar violão e cantar, o Lefê, que é baiano, me apresentou um conterrâneo dele que estava dando sopa aqui em São Paulo, o Kleber Kruschewsky. Fomos, no dia seguinte, pra um estúdio e ensaiamos das quatro da tarde às oito da manhã. Estava concluído o processo e assim foi: eu na guitarra e na voz, Lefê no baixo e Kleber na bateria.

Pegada: Como surgiu a ideia de trocar o disco por outros produtos?

Conrado: Acho que cobrar por música gravada é um sistema velho, pra um modelo velho de relação artista/ouvinte. O símbolo máximo desse modelo, inclusive, acaba de morrer. Acho que Michel Jackson leva pro túmulo (se o corpo dele for um dia pro túmulo) essa relação monárquica com rei, rainha, corte e seus súditos. A internet deu um xeque-mate na questão. Como ter um retorno pra pagar as cordas da guitarra que quebram? Fazendo show. E pra fazer show é preciso expandir o trabalho. O primeiro passo era fazer o que muita gente já faz: disponibilizar de graça as músicas pra download no site da banda. Também tínhamos na mão uma edição com encarte caprichado do CD. Pensei, então, numa forma de aproximar as pessoas da banda e tentar reproduzir com o disco físico o que já é feito via web. E como dinheiro não tinha nada a ver com isso, fechamos na ideia: a gente dá o CD e recebe em troca alguma coisa produzida por quem quer ouvi-lo. Isso incentiva a circulação de cultura, sempre dando crédito. Nem temos pretensão de reproduzir um Creative Commons, por exemplo. É uma coisa bem intimista, do Portnoy com seu público. A mesma relação que a gente busca ter por meio de outro canal do site, o LAB, onde colocamos músicas que acabam de ser feitas, tudo gravado na hora, em casa, pra que as pessoas ouçam e acompanhem a evolução de um trabalho que vai resultar no segundo disco do Portnoy.

Pegada: O que já foi recebido até agora, quantas trocas já fizeram?

Conrado: Já recebemos vídeo, desenho e até assinatura de revista. Algumas coisas mais elaboradas e outras bem simples, como a de um cara que mandou uma foto da estante de CDs dele com um espaço vago para o disco do Portnoy. Tá tudo bem no começo, na casa da dezena. Mas espero que passe rápido pra casa da centena, até que os discos que eu tenho aqui acabem. Começamos a colocar algumas coisas que chegaram no site da banda, no espaço do ESCAMBE!.

Pegada: Vocês conhecem o Circuito Fora do Eixo e a filosofia de economia solidária adotada dentro do circuito?

Conrado: Não conhecia e nunca participamos do Circuito Fora do Eixo. Vi o site e achei sensacional. É o tipo de coisa que eu mais gosto. Ao invés de ficar se moldando pra entrar num esquema que já existe, você cria seu próprio esquema. É como fazer punk rock. Se nos permitirem, o Portnoy tá dentro!

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Grave de graça no Acústico Estúdio!

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Quase Coadjuvante lança EP no Minueto, 12/9

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Cobertura de Pegada – Garimpo 2009

O coletivo Pegada se desdobra, mais uma vez, em um grande esforço de cobertura para trazer a melhor informação sobre o que rola nos principais eventos de música independente em Belo Horizonte. Desta vez, estamos oobrindo o Festival Garimpo 2009, produzido pelo pessoal do Alto Falante. Veja o que rolou no primeiro fim de semana do festival.

Sexta 4/9
Por Eduardo Curi

Com um formato diferente, dividido em dois fins de semana, começou o Garimpo 2009, que acontece, neste ano, no Stúdio Bar. O festival começou esta edição cheia de gás e trouxe, na primeira noite, as bandas Julgamento, Deco Lima e o Combinado e o cantor alagoano Wado.

Julgamento dá o pontapé inicial no Garimpo 2009

Julgamento dá o pontapé inicial no Garimpo 2009

O Julgamento, do vocalista Roger Deff, colaborador do nosso blog, entrou no palco com a missão de começar os trabalhos e o fez de forma competente. Já tinha assistido ao show deles no Conexão, em abril deste ano, mas quando o espaço diminui, a banda parece crescer em empolgação. Com uma apresentação explosiva, o Julgamento mostrou que rock e hip hop podem caminhar juntos muito bem.

Em seguida veio Deco Lima e o Combinaodo, mostrando o trabalho de seu primeiro álbum, “Volume 1”, lançado recentemente. Muito suíngue, percussão e uma cozinha afiada, além da participação de Roger Deff, pontuaram um show competente, que parece ter sido talhado para ser a apresentação do meio em uma noite com três bandas, mantendo a vertente da primeira apresentação ao mesmo tempo em que abre o caminho para o show seguinte.

Wado fechou a noite de forma magistral, com um show longo, mas de forma nenhuma demorado. Com uma banda simples de baixo guitarra e bateria, o alagoano despejou sua mistura sonora com arranjos bem diferentes dos ouvidos nos discos. a nova roupagem deu sangue novo às ótimas canções, com o público cantando junto em várias delas, mostrando que está antenado também com a música que rola fora do eixo.

Sábado, 5/9

Supercordas, experimental (Foto: Hudson caldeira

Supercordas, experimental (Foto: Hudson caldeira)

A segunda noite de um festival sempre tem uma árdua missão, assegurar a consistência do evento. Provando que a diversidade é a tônica do Garimpo, a noite começou com o post rock do Supercordas do Rio de Janeiro. Com nítida influência de Mogwaii, apesar de não ser instrumental, a banda fez um show no mesmo ritmo do da banda britânica, alternando momentos de tímida empolgação com passagens mais introspectivas. Composta por três guitarristas, a banda segue uma linha mais experimental, sem canções que irão grudar na sua cabeça.

Em seguida foi a vez do rock and roll dos alagoanos do Mopho tradicional e competente. Um show pesado, com boas canções e alguns covers no final fizeram com que quem gostasse do bom e velho hard rock saísse de lá satisfeito.

Fechando a noite, os belo-horizontinos do Monno, em franca ascensão ao jet set do pop mineiro. Veteranos da primeira edição do festival, a banda mostrou como fazer um show profissional, em que até os cabos dos instrumentos casavam com a atmosfera das músicas e com Bruno Miari assumindo a postura de vocalista / guitarrista inquieto no palco, prendendo a atenção do espectador.

Monno (F

Monno (Foto: Hudson Caldeira

Domingo 6/9
Por Luciano Viana

Depois do encontro com amigos e companheiros do Pegada, e ver pela TV de um buteco copo sujo o Atlético-MG ganhar de virada sobre o Santo André, foi hora de rumar ao Studio Bar para ver a terceira noite do Festival Garimpo. Desta vez, com a presença caseira marcada pelo Blue Satan e recebendo os visitantes do Rockz (RJ) e do Violins (GO) que após encerrar as atividades por duas vezes, faz sua volta aos palcos neste festival.

Abrindo a noite, os mineiros do Blue Satan empolgam apenas uma pequena parte do público, apresentando suas músicas que mesclam o punk, pós-punk e elementos do eletrônico e alguns covers, como de “Personal Jesus”, do Depeche Mode. A banda conta com alguns integrantes “medalhões” da cena rockeira da capital, como o guitarrista Ronaldo Gino e o baterista Luís Bambam, que entre outros bons projetos musicais pelos quais passaram, destaca-se o Virna Lisi, banda ícone da década de 90. Mas o Blue Satan foi uma banda que ficou aquém das demais atrações da noite, e se não fosse pelo pequeno revival da lendária Virna Lisi, após o convite para que o ex-vocalista César Maurício subisse ao palco, teriam um risco de passarem despercebido de boa parte do público naquela noite.

Rockz (Foto: Lucas Mortimer)

Rockz (Foto: Lucas Mortimer)

Em seguida é a vez de outra banda com outros “medalhões” da cena rockeira, mas dessa vez da cena carioca. O Rockz tem na sua formação integrantes que já passaram pelo Funk Fuckers, Planet Hemp, Lobão e Seletores de Frequência. Mas, ao contrário da primeira banda da noite, eles não chegaram nem perto de passarem despercebidos. Fizeram um grande show, vigoroso, com uma grande e intensa presença de palco que reforçou ainda mais a carga de energia de suas canções, que segundo os próprios, são influências de “rock´n roll de todos os tempos”. E são mesmo. Em todo o repertório do grupo, via-se pitadas de grunge, indie rock, pós-punk, stoner e por aí vai. Showzão, com algumas músicas ainda sendo cantadas por boa parte do público.

Fechando a noite, e reabrindo suas atividades, os “veteranos” do Violins (GO). Voltando aos palcos depois de um bom tempo parados, a banda teve no Garimpo 2009, a sua reestreia nos palcos. A banda tem quatro discos lançados, prepara o quinto disco e desde o lançamento do primeiro trabalho, “Aurora Prisma, 2003”, não tocava na capital mineira. O público esperou tão ansiosamente por esse show, que a banda acabou jogando com o torcida toda a favor, já que o público praticamente carregou-os nas mãos, cantando alto e intensamente todas as músicas e ainda esboçando enormes sorrisos na cara ao ouvir algumas inéditas que eles preparam para o próximo disco.

Violins, explosão no palco (Foto: Lucas Mortimer)

Violins (Foto: Lucas Mortimer)

Com isso, ficou fácil para a banda fazer uma apresentação histórica, levando o público ao êxtase com músicas do repertório dos últimos três discos como “Festa Universal da Queda”, “Grupo de Extermínios de Aberrações”, “Atriz”, entre outras. A cada canção, o público se empolgava mais, levava a banda junto e os Violins se viam cada vez mais à vontade no palco, comandando de forma magistral até o fim do show, onde os pedidos de “mais um” foram entoados em um volume maior ainda do que se cantava as músicas. A banda foi atendendo até onde a memória da sua recém união conseguiu.

Provavelmente após esse show, os integrantes do Violins tiveram a certeza de que tomaram a decisão certa ao se reunirem novamente, e ao contrário do que diz a letra uma sarcástica música suas, eles ainda terão muito o que dizer e muito a acrescentar para a música nacional.

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Enne – “Lugar Comum”

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Black Broder, setembro, Cineclube Savassi

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