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Enne – “Lugar Comum”

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Os independentes invadiram o VMB!

por Camila Cortielha

Impressionante observar a lista dos indicados ao VMB 2009.  Tem independente concorrendo nas categorias Revelação, Aposta, Rock, Hardcore, MPB, Reggae, Rap e Instrumental, isso contando só quem não tem contrato de lançamento nem de distribuição, se for contar todo mundo que trabalha independentemente do selo/gravadora que prensa seus discos, os independentes só ficam fora de três categorias de música.

Impressionante.

Mais boquiaberta fiquei ao reparar nas  bandas frequentes do Circuito Fora do Eixo que ganharam indicações. Além da banda-símbolo do circuito, maior expoente da filosofia Artista Igual Pedreiro: Macaco Bong (foto), muitos nomes no circuito foram indicados. A categoria instrumental, inclusive, só tem banda “nossa”: Eu serei a hiena (da Travolta Discos), Retrofoguetes (já resenhado no blog), Pata de Elefante (também da Monstro) e Hurtmold (talvez a banda mais antiga da categoria).

Voltando a que está sempre vinculado a eventos do Fora do Eixo, ainda tem Móveis Coloniais de Acaju, Black Drawing Chalks,  Cérebro Eletrônico, Autoramas, Curumin, Devotos, Garotas Suecas e a lista continua.

Tão ampla inserção em um dos prêmios mais conceituados da TV brasiliera só prova: os independentes são os donos do futuro, é daqui que sai o que é bom e novo. Então vá lá e vote nos artistas independentes, vote em quem precisa e faz por merecer com muito sangue, suor e disposição, apoie quem não pode pagar estagiário pra votar sem parar, ajude quem está mais perto de você e sigamos juntos por uma cadeia produtiva independente, autônoma e sustentável.

p.s.: Banda nossa a gente pode fazer propaganda, né?! Colocamos ali do lado a propaganda do Macaco Bong, banda a Agência Fora do Eixo, para vocês lembrarem de votar todos os dias que entrarem aqui no blog! 😉

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Concorra ao Vídeo Music Brasil da MTV

Com informações do Fora do Eixo

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A MTV, que promove todo ano o Vídeo Music Brasil, está com as inscrições abertas até o dia 1/9 para quem quiser concorrer ao prêmio. O email pra inscrição é labbr@mtvbrasil.com.br. A equipe retornará com um contrato e autorização de uso de imagem. O prêmio será realizado 1/10.

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Pegada Recomenda – Paralaxe “Under Pop Pulp Fiction”

Por Roger Deff

Imagine um trabalho musical recheado de referências, que vão desde os quadrinhos norte americanos, seriados de heróis japoneses, desenhos animados, aos personagens que permeiam o nosso imaginário cotidiano, como a “Loira do Bonfim”. Difícil? Mas não inconcebível. Resumindo, mal e toscamente, isso é Paralaxe. Para quem perdeu este que, na minha opinião, é um dos mais, importantes e singulares trabalhos do cenário independente, fica a dica.

O primeiro disco deste trio composto por Fredhc (voz, letras e arranjos), Rafael Carneiro (guitarra) e VJ Impar (inserção de imagens) saiu em 2005 com o título de “Paralaxe”, e já indicava as particularidades que definiriam o trabalho do grupo. O álbum trazia um clima meio retrô, com vocal em clima oitentista, mas com uma roupagem que mesclava rock e elementos eletrônicos. Havia algo de New Order com Kraftwerk.

As letras já traziam metáforas bem sacadas como a ótima “Dr Gory Versus Spectreman”. A referência não fica tão clara aqui, mas Spectreman foi um seriado produzido no Japão no final dos anos 70, com produção capenga, mas com histórias interessantes. O herói enlatado enfrentava o vilão Dr Gory. A música do Paralaxe usa os personagens para criar uma espécie de alegoria em que Spectreman é Carlos Marighela (guerrilheiro durante os anos de ditadura no Brasil) e seu algoz, Dr Gory é o general Golbery do Couto e Silva, uma das figuras mais importantes do regime militar brasileiro (1964 – 1985). Veja um trecho da letra:

Spectreman subversivo, alvo do alto comando, tinha um aparelho em Goiás e um míssil lituano,um esconderijo no Uruguai era amigo do Jânio fazia um Guevara-Style de charuto cubano

Mas, o primeiro disco, apesar de bem feito, é apenas um ensaio para o que estava por vir. Under Pop Pulp Fiction saiu exatamente um ano depois e surpreendeu. O disco tinha muito mais qualidade sonora e apresentava um Paralaxe mais experimental e ousado. Não havia, de forma alguma, a sensação de que o trio estava se procurando, tateando terrenos na tentativa de achar um norte definitivo, como aconteceu no primeiro trabalho.

As guitarras de Rafael Carneiro estão mais encorpadas e encontraram o equilíbrio perfeito com os samplers. A primeira faixa “Li no Linux o Celton”, deixa isso bem claro. Totalmente rock, com riffs bem marcados, e em harmonia com os beats criados por Fredhc. Não dá para deixar de comentar o título da música. Fantástico. Uma homenagem clara à cultura undergrownd. Embora todos saibam o que é o Linux, o contraponto open source do Windows, nem todos conhecem Celton. Trata-se do personagem de quadrinhos criado pelo belo-horizontino Lacarmélio Alfeu. O cara ficou conhecido por vender as revistas que ele mesmo produzia rodando pela cidade com a sua moto, e conseguiu sobreviver da própria arte. Mais independente impossível! De volta à música, essa faixa conta ainda com trechos de fala do próprio Lacarmélio explicando “quem é” o seu personagem Celton.

“Bin Laden é Bruce Wayne”, outra das metáforas amalucadas e geniais de Fredhc. Segundo ele, a associação é óbvia pelo fato de ambos morarem em cavernas, serem milionários e combaterem o mal, de acordo com seus pontos de vista. Boa música e talvez uma das mais assimiláveis de todo o CD. Outra curiosidade, a faixa se inicia com a fala de Adam West e Burt Ward (respectivamente Batman e Robin) na abertura do seriado debochado dos anos 60.

“Catch a Rising Star” é uma verdadeira ópera, não pela estática sonora, mas por ser uma faixa de 7 minutos (!!!) que conta – sem refrão – a história de uma aluna da Guignard que resolve ganhar o mundo. A música não é cansativa em momento algum. Aqui, as guitarras estão mais sutis, na maior parte do tempo, criando a ambientação para o enredo. Não dá para falar de todo o universo que é abordado no disco, tarefa quase impossível ou extensa demais, mas outras faixas também merecem atenção como “O Home azul de OA”, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, e o repeteco do primeiro disco, a impagável “Dr Gory vs Spectreman”.

O disco, como deu para notar, é um verdadeiro caldeirão de referências da cultura pop e underground, o que explica o título da obra. O ouvinte não precisa, necessariamente conhecer tudo o que é usado no disco, ou mesmo ser uma espécie de nerd para apreciar a audição. Claro que as pessoas que sacarem vão se divertir mais a cada citação percebida, mas o importante aqui é a música que está muito bem feita por sinal.

Outro detalhe importante. A parte gráfica deste CD está mais bem cuidada, o que, principalmente no caso do Paralaxe, é primordial. Os shows utilizam imagens inseridas pelo Vj Impar que dialogam perfeitamente com as músicas, é um trabalho audiovisual, na falta de melhor definição. O encarte, desta vez, tenta trazer esse universo estético. Enquanto você acompanha as letras pode ver figuras muito legais como o um dos cartazes de “O dia em que a terra parou” (o filme clássico, de 1952), alguns dos monstros de látex, oriundos diretamente dos seriados japoneses, entre outras. É arte para os olhos também. É um álbum diferente de qualquer coisa já ouvida no cenário nacional e pode causar tanto estranheza em alguns, quanto afinidade em outros, mas ninguém poderá acusá-los de falta de originalidade.

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Um Outro Olhar

Nosso videomaker de Pegada, Adriano Singolani emplacou mais um vídeo no projeto Outro Olhar da TV Brasil, confira:

Além desse, Adriano já levou ao ar outro vídeo no projeto da TV Brasil que abre espaço para produções independentes em diversos formatos.

Você pode produzir seus vídeos em câmaeras profissionais ou no seu celular que o espaço estará sempre aberto às novas ideias. Veja aqui como participar.

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Inscrições abertas para o Festival de Vídeo Tela Digital

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A TV Brasil, em parceria com a Associação Cultural Kinoforum, está inaugurando o Festival Tela Digital, que selecionará vídeos enviados pela internet para exibição no canal. Para participar, basta enviar peças inéditas de 3 a 8 minutos de duração, gravadas com qualquer tipo de equipamento, até o dia 31/5. O programa é para todos os públicos e a classificação indicativa dos vídeos deve ser livre, sem material de caráter pornográfico, institucional, promocional ou publicitário, não promovendo também formas de preconceito ou a violação da privacidade de outras pessoas.

Serão distribuídos R$ 500 para cada trabalho que for ao ar e R$ 60 mil em prêmios para os melhores vídeos, de acordo com a curadoria. A premiação será anunciada no programa de encerramento da série, no dia 1/8.

Para mais informações, acesse o site: www.teladigital.org.br

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