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Cobertura de Pegada – Conexão 2009

Julgamento agradece o público do Conexão 2009

Julgamento agradece o público do Conexão 2009

O público de Belo Horizonte é muito tradicionalista, não está acostumado a ouvir coisas novas e prefere prestigiar o bom, velho, seguro e conhecido cover. Mentira!

A Conexão, que está acontecendo no Parque Municipal e vai até o domingo, 26/4, prova que BH tem espaço para coisas novas. Bandas pouco conhecidas do público mescladas a artistas de renome têm produzido um grande espetáculo musical durante esses dias no parque. Há também uma enorme diversidade de estilos. A organização conseguiu uma mistura equilibrada de rock, hip hop, MPB, samba e várias outras vertentes da música. De uma maneira geral, a Conexão conseguiu atingir um dos seus objetivos, trazendo para o mesmo espaço artistas diferentes e que representam a nova cara da música nacional e consolidando o Estado do Mato Grosso como um dos principais pólos desse novo mercado musical.

Entre eles está o rapper Renegado que tocou na sexta-feira, junto com Marku Ribas e Cubanito, da Black Sonora e falou com o Pegada sobre a importância da diversidade na música. Clique aqui e ouça!

The Hell´s Kitchen Project: trabalhando duro

The Hell´s Kitchen Project: trabalhando duro

Indo além da conversa artística, os selecionados para o festival representam o período de transição que a música está passando hoje, com relação à forma de se trabalhar nesse novo modelo de mercado. Há artistas consagrados (e outros nem tanto), que ainda insistem no modelo antigo de trabalho com a música. Temos artistas em que a banda foi responsável por tudo sozinha, como o The Hell´s Kitchen Project, que conta apenas com o próprio trabalho para atingir os objetivos. Há ainda representantes da nova economia solidária, como o Macaco Bong, que vem para representar o Circuito Fora do Eixo e o trabalho de dezenas de coletivos em todo o país. Graças a esse trabalho cooperativo em rede, a banda conseguiu ter o seu disco de estreia, “Artista Igual Pedreiro”, eleito como o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone. O reconhecimento da grande mídia a uma banda instrumental mostra o quão eficiente é essa nova forma de trabalhar e Ney Hugo (baixo) e Ynaiã Bertholdo explicaram para o Pegada as razões desse sucesso. Ouça aqui!

Macaco Bong: artista igual pedreiro

Macaco Bong: artista igual pedreiro

Festas no Parque Municipal sempre são sucesso de público, devido a vários fatores, como localização, preço camarada e boa organização. Este festival não está sendo diferente, mas um fato chama a atenção, uma grande parte do público está indo para assistir aos shows e não apenas “ir a uma festa”. Essa tese pode ser comprovada logo no show de abertura de cada dia, que já conta com um público expressivo às 18h30. As bandas Rocknova, Julgamento (do nosso colaborador Roger Deff), que abriram os dois primeiros dias, tocaram para um público que foi à festa para assistir aos seus shows, mostrando que a nova música de BH está formando público. Outra banda que inaugurou a noite e já contava com um público razoável foi a banda paraibana Burro Morto, que trouxe a lisergia instrumental do Nordeste para o gramado do parque.

Outro destaque dos shows foi a confirmação de que o público precisa cultuar alguém. Há alguns anos, o posto de banda mais idolatrada do país vinha sendo ocupado pelos Los Hermanos. A julgar pela reação do público, na primeira noite do festival, durante o show do Vanguart, essa lacuna acabou de ser preenchida. Plateia ensandecida, cantando todas as músicas e corrida ao camarim depois do show preenchem todos os requisitos de banda cult. Apesar de toda a idolatria, o Vanguart surgiu em Cuiabá, fazendo parte do mesmo cenário que o Espaço Cubo formenta. Após anos de trabalho duro, a banda saiu do Centro-Oeste brasileiro e se mudou para São Paulo, onde tem se dado muito bem. Clipes com veiculação constante na MTV, aparições na Globo e um DVD gravado pelo canal a cabo Multishow mostram a boa fase da banda. Mas apesar de todo o sucesso, o caminho percorrido não difere muito da maioria das bandas independentes do país, como explica o tecladista da banda, Luiz Lazarotto. Ouça aqui!

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Quem for ao Parque Municipal hoje à noite poderá conferir a barraca do Circuito Mineiro de Música Independente, com CDs e produtos de vários coletivos de todo o estado.

Confira a programação dos shows até domingo:

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Além disso, a partir das 14h de hoje, começa o Seminário Música e Movimento, no teatro do Museu Inimá de Paula, veja a programação:

Tema 23/04 – MÚSICA, TECNOLOGIA & MOBILIDADE
Tema 24/04 – DIREITOS AUTORAIS
Tema 25/04 – MOVIMENTO
Tema 26/04 – INTERNACIONAL

Mais informações aqui!

Equipe de Pegada:

Coordenação:
Eduardo Curi

Redação:
Flávio Charchar
Luciano Viana
Renata Almeida

Fotos:
Lucas Mortimer
Marco Aurélio Prates

Vídeo:
Adriano Singolani

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Sai lista de aprovados no Conexão Vivo 2009 em Belo Horizonte

O power trio sem guitarra The Hell’s Kitchen Project e o grupo de hip-hop Julgamento continuam suas trajetórias de destaque no cenário mineiro da música independente com uma ótima conquista. Depois de serem selecionados por curadoria e se apresentarem em Governador Valadares, as bandas agora se apresentam no Conexão Vivo 2009 em Belo Horizonte.

The Hells Kitchen Project após o show em Governador Valadares

The Hell's Kitchen Project após o show em Governador Valadares

Segundo o site do evento, a presença de palco foi um critério essencial para escolha dos 12 selecionados que se apresentam na capital mineira ao lado de artistas patrocinados pela Vivo e seus convidados. O coletivo Pegada já sabia da qualidade de show dos caras, que foram eleitos entre os cinco melhores shows que o coletivo assistiu em 2008.

Entre os 12 artistas selecionados figuram Madame Saatan e Transmissor, bandas que também foram mencionadas na elaboração da lista de 2008.

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As Horas em Montes Claros, 4/4

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As Horas, banda colaboradora de Pegada, vai se apresentar em Montes Claros no próximo sábado, ao lado da banda Sofia, pelo Circuito Catrumano de Música Independente.

O evento é uma parceria entre o BH Indie Music e o Instituto Geraes, que estão promovendo um intercâmbio de bandas entre as duas cidades. Os próximos grupos belo-horizontinos que participarão do projeto são The Hell’s Kitchen Project (dia 9/5) e Ram (dia 11/7).

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Camisetas de Pegada

Camiseta sabor asfalto + chocolate + morango

O próximo Evento de Pegada acontecerá na sexta-feira, dia 14 de novembro. O coletivo Pegada virou a noite de ontem produzindo o material de divulgação. Fizemos todos os cartazes e algumas camisetas para passear por aí. Como ficou tudo tão lindo, resolvemos deixar vocês comprarem também!

Para garantir uma camiseta: Deposite R$20 no Banco do Brasil, AG 3610-2, CC 18791-7, favorecido Lucas de Áliva Carvalho Fleury Mortimer. Até quarta-feira, 12 de novembro, 18h. Mande o código de depósito ou a imagem do comprovante para coletivopegada@gmail.com, com o nome completo de quem vai pegar a camiseta. A entrega vai ser feita no dia da festa, dia 14 de novembro, lá na Obra.

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Fechamento do II BH Indie

Como dito abaixo, o Pegada esteve presente no fechamento das atividades do II BH Indie Music. O evento teve início na primeira semana de setembro e promoveu, no total, 97 shows de bandas da região e de outras localidades (RJ, SP, DF, PR, SC), em cinco palcos alternativos de Belo Horizonte. O clima era de comemoração, e a festa, realizada no Matriz, contou com a presença de diversos membros de grupos que participaram da iniciativa.

Com certo atraso, o evento foi iniciado pelo Manolos Funk, banda pegadora de plantão, que fez um show agitado com o seu repertório autoral, marcado pela mistura de soul, indie rock e jazz. A apresentação seguinte foi a da banda Junkbox, que brindou o público com canções do disco “Florais” e releituras dos grupos Dmor e Cães do Cerrado, além de contar com a participação do guitarrista Rodolfo Gullar (ex-4º do Sebastião) nas duas músicas finais.

Em seguida, o trio Jonas! subiu ao palco e fez um show curto, baseado no seu repertório próprio e em uma cover de Roberto Carlos (“Eu te amo, eu te amo, eu te amo”), com arranjo adequado à sua característica weezeriana. Pouco depois, foi a vez da banda Os 4 Ventos e sua “bossa nova do mal”. Destaque para a performance enérgica e a improvisação do vocalista Cacá Ribeiro. Coube aos pegadores da As Horas o fechamento do evento, mesclando canções autorais e releituras com a participação de convidados. Jubão, guitarrista da também pegadora Curved, acompanhou o grupo em canções do StereoTaxiCo. e The Hell’s Kitchen Project, enquanto Malu Aires, organizadora do BH Indie, fez vocais em um mashup de Aldan e Junkbox.

Em breve, fotos do evento!

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Valeu a pena sair de casa na Quarta (sem lei)

Subversão é sempre bom. Pode ser em qualquer área; política, social, entre quatro paredes… Mas quando ela acontece na música, o resultado sempre surpreende.

O conceito de carreira solo foi, ontem, levado ao extremo pel´O Melda, Claudão Pilha. Uma guitarra, um ampli, um microfone, um capacete e um CD com bateria gravada. Totalmente punk. Totalmente Faça-você-mesmo. Só n´A Obra pra esse tipo de coisa acontecer em BH. Quando é o próximo show, hein?

Falando em subversão, outro conceito distorcido na noite foi o de Power Trio. A Factory Records saiu da Manchester dos anos 80 e foi parar na Quarta sem lei, graças ao Hell´s Kitchen. Esqueceram de levar a guitarra, mas e daí? O que importa é o groove, o que bate no peito é o grave do bumbo com o baixo. Ou quando a gente dança a gente liga tanto assim pra melodia? A banda é, realmente, uma cozinha dos infernos.

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5 motivos para sair de casa quarta

quarta-sem-lei 01/10/2008

The Hell's Kitchen Project + O Melda

PRIMEIRO
É dia de quarta-sem-lei, que é um projeto demais: abre as portas dA Obra para quem está começando, valoriza o trabalho autoral, dá uma estrutura decente e alguma divulgação etc.

SEGUNDO
Claudão Pilha, sócio-propietário dA Obra, músico, agitador cultural, DJ, indicado a Personalidade do Ano no Prêmio Dynamite 2008, vai mostrar a nova “tag” de seu currículo: monobanda. Claudão substitui as baquetas que sempre lhe acompanharam por um CD com bateria gravada e, para O Melda, empunha a guitarra, encara o microfone e arrisca “pagar o mico sozinho”, como ele mesmo diz.

TERCEIRO
Ao contrário do destaque que tem no O Melda, a guitarra sequer aparece no show da segunda atração da noite. The Hell’s Kitchen Project só precisa de bateria, baixo e vocal para mostrar seu rock cru e direto.

QUARTO
O Melda + The Hell’s Kitchen Project + Ramones. O resultado a gente vê no palco.

QUINTO
Tem pegador fazendo aniversário! Membro do coletivo Pegada e guitarrista da Curved, Juliano Jubão.

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