Arquivo da tag: tempo plástico

Um ano de Pegada!

niverpegada_cartazgrande

Anúncios

6 Comentários

Arquivado em Festa

Entrevista de Pegada – Cahue Silva – Queijo Elétrico

quejo_eletrico_color2
Você conhece o Queijo Elétrico? Com uma proposta de trabalhar a cena musical de forma diferente, este selo já vem executando alguns trabalhos em Belo Horizonte. Cahue Silva, um dos agitadores do selo, conversou com nosso repórter Marcus Vinícius e nos conta um pouco mais sobre essa empreitada:

Pegada: O que é o Queijo Elétrico? Como surgiu a ideia de formá-lo?

Cahue Silva:
O Queijo Eletrico é um selo de musica independente interessado em divulgar a música produzida atualmente, sem covers e, preferencialmente, em português. Montamos o selo inicialmente para dar suporte ao Tempo Plástico, e seguimos a mesma linha para lidar com outras bandas. A criação do selo é uma forma de desenvolver nossas ideias em relação à música e a cidade.

Pegada: Quais as ações principais que vocês desenvolvem?

CS:
Buscamos aumentar a interação ente o público e as bandas, através dos shows e das mídias de divulgação. Usamos meios que às vezes extrapolam o convencional para divulgar e shows em espaços pouco explorados, como vias públicas e bares que fazem cara feia para música autoral, além dos lugares que já nos recebem sempre bem, como A Obra. Temos o Manifesto do Queijo, que resume nossas idéias e é distribuído nos eventos do Queijo.

manifesto-do-queijo

Também usamos muito a internet como meio de comunicação, vamos fazer uma rádio e uma TV para web.

Pegada: Como funciona a organização do Queijo Elétrico (reuniões, blog, estúdio…)?

CS: O estúdio fica junto ao escritório, onde produzimos o Queijo e fazemos alguns trabalhos. Algumas ideias que surgem são conversadas e planejadas, e cada um ocupa sua função de forma natural. O estúdio funciona para gravações, além dos ensaios do Tempo Plástico e do Modz. Às vezes recebemos também a banda Maitê. O blog é a forma mais direta de contato com as pessoas enquanto não concluímos o site.

Pegada:
Como vocês veem o Queijo Elétrico no futuro?

CS:
Com um estúdio gigante, e usando a internet. De alguma forma que não seja gordo, careca e velho!

Pegada:
Como vocês entendem o termo “música independente”?

CS: Música.

1 comentário

Arquivado em coletivopegada, Entrevistas

Cobertura de Pegada – 3ª prévia do Grito Rock Sabará

Lupe de Lupas

Lupe de Lupe

No último sábado, 17/1, acompanhamos a terceira prévia do Grito Rock Sabará, realizado no Matriz em Belo Horizonte. Cinco bandas, de estilos diferenciados, se apresentaram almejando seu lugarzinho ao sol. Todos os shows foram muito bons e a seleção do Fórceps, não facilitou a tarefa de escolher apenas uma banda. Mais uma vez, o coletivo Pegada estava presente armando a barraca (no sentido bíblico da expressão), oferecendo ao público camisetas, bottons, adesivos e CDs da cena independente.

Quem abriu a noite foi a banda belo-horizontina Junkbox. A caixa de bagunças, liderada pela vocalista e guitarrista, Malu Aires, fez uma apresentação extremamente competente e mostrou ao público que conhece bem o palco onde pisa. A banda embalou o início do evento com um ótimo rock, introspectivo e beirando a esquisitice. Proposta bem executada por sinal. Em seguida foi a vez do Tempo Plástico tomar espaço. Também originada nesse “Buraco do Queijo” (uma de suas canções), a banda mandou um funk rock nervoso e teve o show marcado pelas batidas quebradas, efeitos de teclado e pela entorpecida presença do vocalista e tecladista Fábio Gruppi, despertando a curiosidade e a simpatia do público.

Tempo Plástico

Tempo Plástico

Na terceira apresentação da noite, entra em cena a banda Seu Juvenal. Filha das cidades de Uberaba e Ouro Preto, a banda executou um showzasso. Não literalmente, explodiu as mentes frágeis de alguns presentes na platéia, apresentando um som pesado e experimental. No Myspace deles, encontra-se a seguinte descrição: “Rock / Experimental / Indie”, a brincadeira um pouco mais ao lado traduz bem o trabalho: “Punk Roça!!!”. A banda que tocou logo depois foi Lupe de Lupe, escolhida pelo voto do público para tocar no Grito Rock Sabará. Foi uma boa apresentação, o som lembra uma mistura Los Hermanos e Artic Monkeys, com boas dosagens de distorções e efeitos sujos nas músicas.

O fechamento das prévias ficou nas mãos, ou melhor, na cozinha do The Hells Kitchen Project. A banda impôs respeito e, nos ultimos tempos, vem ganhando atenção ao mostrar que sabe fazer rock sem guitarra. Show intenso e dançante, viajando pelo soul e e pelo funk, ao provar definitivamente que menos também pode ser mais.

The Hell´s Kitchen Project

The Hell´s Kitchen Project


Com reportagem de Paulo Souza
Fotos: Marco Aurélio Prates
Edição: Eduardo Curi

3 Comentários

Arquivado em Cobertura de Pegada, coletivopegada, Festival, Seletivas, Show