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Qual a melhor rede social para divulgar música?

Lançamos o debate na lista Uai Rock: qual a melhor rede social para divulgar música?

Veja algumas respostas que recebemos:

Paulo Malibu
Cães do Cerrado / Pegada

A melhor eu não sei, mas garanto que não é o Myspace.

Ultimamente temos usado o Bandcamp. Ele não é um canal tão conhecido, mas oferece uma diversidade de serviços que não vemos em outros lugares. Você separa as músicas por álbum e faz o upload do arquivo de música sem compressão. O próprio Bandcamp comprime e oferece opções de qualidade para os usuários, você pode escolher se cobrará, quanto cobrará e o usuário também pode escolher quanto irá pagar. A banda, se quiser, pode liberar uma qualidade baixa gratuitamente e cobrar pelo arquivo de qualidade maior também.

Ele fornece estatísticas completas sobre os acessos e como as pessoas escutaram a sua música. Dá pra saber de onde elas vieram, quantas vezes escutaram cada música e se escutaram ela toda ou não. Possui opção de distribuição em outros meios, dando mais liberdade para a banda e o usuário. Ou seja, você não precisa fazer distribuição casada da sua música. O usuário pode ter acesso sem se filiar à rede.

Acho que o ponto negativo (pra mim nem tanto, mas pode ser pra outros), é que o Bandcamp não e uma rede social. Mas acreditem, e com as estatísticas do site, você pode perceber isso. Quando o cara curte a sua música, ele vai atrás. Independentemente de onde ela esteja. Nós nunca divulgamos site em nossos shows e, mesmo assim, todo show que a gente faz o número de acessos cresce exponencialmente. Isso é o legal das estatísticas, ligar datas e eventos aos acessos e perceber o que dá certo e o que não dá.

Tudo vai depender do público que você que atingir. Talvez seja mais importante partir daí pra saber qual a melhor ferramenta. O Cães, por exemplo, não se interessa pela visibilidade do Faustão ou do Myspace, portanto a gente nada contra a maré até o fim. Acho muito mais interessante uma pessoa querer ouvir nosso som várias vezes, do que várias pessoas nos escutarem apenas um a vez.

Apesar das aparências, as pessoas vão atrás do que elas gostam… no Myspace ou não.

Leo Santiago /
Fórceps

Discordo quanto ao Myspace por um fato: o grande número de usuários (músicos e produtores) o torna importante pra divulgação. Mas o melhor modelo na minha opinião é o do Trama Virtual. Pena que ele seja difícil de navegar e confuso.

Raul Mariano

Tratando-se de divulgação, o mais importante é usar ferramentas que sejam, sobretudo, populares. Ainda não vejo opção melhor que o Myspace.

Victor b.
Hotel Tofu

O Myspace é bom pelo nome, é fácil de memorizar e já cai no pressuposto que toda banda possui um. É o mais fácil de divulgar em um show, por exemplo. O Trama eu acho bem confuso, demorei três meses pra conseguir cadastrar lá!

Apesar de eu não usar muito, recomendo o Palco MP3, ele tem uma excelente ferramenta de analytcs pra saber quem são seus ouvintes e de onde eles vêm, exibindo gráficos completos de acesso, e disponibilizando um ‘divulgômetro’ pra saber seu rankeamento comparando com outras bandas do mesmo gênero, cidade, estado, etc.
Pra quem sabe usá-lo, indo atrás de comentários, fãs, divulgando, etc, a ferramenta é bem poderosa.

Cezar
Horizonte Terminal

Bom pelo visto não sou o único que acha a Trama Virtual uma ideia muito boa, mas que não funciona na prática. Acho que o download remunerado é muito interessante, mas o layout do site não ajuda. Já passei o link para diversas pessoas do nosso som lá e as pessoas ficam desanimadas de criar login e tal. Mas há uma reformulação da Trama em pauta…quem sabe agora.

Roger Deff
Julgamento / Pegada

Ainda acho que o melhor é o Myspace. As pessoas já esperam que qualquer banda tenha um Myspace, então funciona muito bem como ferramenta de divulgação do trabalho, dos shows e ajuda a manter contato com outros músicos. Tudo bem que outras, como Palco MP3, possuem as mesmas funções, mas não a mesma popularidade.

Leo Braca
The Hell´s Kitchen Project

Não existe nenhuma ferramenta perfeita, que tenha um design agradável, seja fácil de utilizar (sendo usuário ou visitante) e, de quebra, seja popular, fazendo com que várias pessoas tenham acesso à sua música. Minha opinião é: defina o seu objetivo em primeiro lugar.

Se o que interessa para banda é estar num meio onde a maioria está, o Myspace hoje é top of mind, mesmo tendo problemas (sérios) de usabilidade e design. Caso você queira um espaço para divulgar a sua música, não importando se o canal é popular, o Pure Volume é uma ótima pedida, pois ganha no design e na usabilidade. Oi Novo Som é uma porta de entrada para a (bem falada) Oi FM, mas sofre de problemas em relação à navegação interna e atualização dos dados, mas que (felizmente) não chega ao nível do famigerado Trama Virtual, que de longe é o pior de todos.

E caso a banda decida usar mais de um (que é o caso da minha banda), fique com aqueles que você consegue atualizar e mexer. Tentar abraçar o mundo com as pernas e ficar em todos, mas com uma presença nula é uma escolha bem errada, pois não dá muito resultado.

Lucas Mortimer
StereoTaxico / Pegada

Acho que a ideia do download remunerado da Trama é fantástica. No entanto, concordo com o Léo que é a pior plataforma. Gosto de tentar ao máximo estar presente em todas as redes. No entanto, acho que, às vezes, perco o foco e concordo com o Malibu e com o Léo de que devemos utilizar somente as ferramentas com as quais nós e o nosso público mais se identificam.

Camila Cortielha
Pegada

Acho que o mais importante quando pensarmos em redes sociais é que, em todas que estivermos, temos que estar atualizadas. Ou com um sinal claro de que não utilizamos com frequência, para que ninguém fique achando péssimo de “ah, fulano nem me autorizou”.

Outra coisa muito importante é ter um lugar que agregue todos os seus endereços na rede. O ideal é um site como fazem os THKProject e os Cães do Cerrado. Eu tenho um meadiciona.com/cortielha, que também serve para a mesma coisa.

Michel
Coletivo Dinamite

Quando foi perguntado sobre Rede Social, necessariamente se falou em rede social mediada por computador? Na minha opinião, existe rede social fora da rede de computadores. Eu sei que a internet tem todas as milhões de vantagens, que nem precisa de citar aqui, mas queria ressaltar que certas questões do dia a dia e do carne e osso são extremamente importantes para a divulgação e troca de informações entre indivíduos. Acho que o trabalho de divulgação de uma banda ou coletivo muitas vezes passa pelo boca à boca, pelo tete a tete, pela vida real. Internet sem a rua é quase nada. Acho q o principal desafio é como juntar a rede da vida real com a rede de computadores, independentemente se você usa Myspace, Orkut, tuíter ou sei lá o quê.

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StereoTaxiCo + Pública, A Obra, 15/7

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Áudio de Pegada – StereoTaxiCo no estúdio (3)

Por Giordano Cícero

De uma vez só. Ou quase isso. Eu quase poderia dizer que as gravações dos baixos do EP vindouro do StereoTaxiCo aconteceram “num tapa”. Mas, foram dois dias – seguidos – de gravação. Dois dias sentado (ou em pé) ao lado do grande sound engineer Lucas Mortimer – esse cara vai longe!

Tudo começou com a pesquisa e timbragem do som de baixo que nós queríamos. Mas as referências eram tantas e tão diferentes que serviram mais para eu o Lucas ficarmos extasiados e cheios de ideias mirabolantes do que pra firmar algum conceito de uma sonoridade desejada – eu particularmente acho que “conceito” e “som” quase nunca funcionam muito bem na mesma frase. Só pra se ter uma ideia, escutamos sons de baixo que vão do fabuloso som do Ian no CD do Diesel (viva!) até o som funk do Flea, passando pelo som mais indie do Arcade Fire e da sonzeira do baixo do The Slip. Então, resolvemos deixar a coisa rolar e ver no que dava. Aí, era só eu e o Toninho (meu baixo, OLP – Tony Levin Signature) entrarmos em ação!

Gravamos em linha e usamos o combo (Hartke A100. Fizemos uma equalização pra pegar mais médio e agudo do amp e deixamos o grave pra pegar da linha) dos caras do Junkie Dogs, que também estão gravando no estúdio dos Mortimer. Aproveito pra agradecer os Junkie Dogs e o Ivan; valeu, caras. O amp é muito massa.

Foram 2 mics pegando a sonzeira do combo, Shure BETA 52A no centro e
Neumann TLM-103 afastado na borda e ainda o line out do amp com Ultra-DI da Behringer. São 4 opções de captação dos baixos a serem mixadas… esperamos que alguma delas sirva!

Entre as gravações rolou de tudo: o Ivan chegando felizão com um contrabaixo acústico de um cara que eu indiquei pra ele, tiros(?!) de zarabatana, disputa entre mim e o Lucas pra ver quem é mais Obama, biscoito Maria (do mais fino, impossível) e uma notícia ótima sobre a mixagem das músicas!

Então é isso. Aguardem, acho que o nosso EP vai ficar honesto!

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Filho Pródigo com Pegada nos 40 anos do Coltec, 13/6

flyer_filho prodigo coltec

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StereoTaxiCo no estúdio – parte 2: mixando duas músicas

Por Lucas Mortimer

Após a gravação das baterias para o primeiro EP do StereoTaxiCo, decidimos gravar duas músicas completas para enviar para o Edital de Circulação Nacional do Programa Música Minas.

Foi um trampo corrido, com muita ralação. Gravamos o baixo em linha, diretasso, utilizando o pre ISA-220 da Focusrite. O baixo utilizado foi o próprio baixo do Giordano, um OLP Tony Levin.

O baixo até foi tranqüilo de gravar; o difícil mesmo foram as guitarras do Arthur. Testamos vários equipamentos emprestados. Testamos um Fender De Ville e um amp handmade, o Horizon da Lifesound (que possui dois canais, um limpo estilo Fender e um com alto ganho estilo Mesa Boogie).  

Horizon microfonado com dois Shure SM-57

Horizon microfonado com dois Shure SM-57

O Horizon possibilitou uma variedade maior de timbres e optamos por ele nas gravações. Utilizamos ainda um Direct Drive para algumas distorções e um pedal StereoVibe (também handmade) para algumas modulações. Microfonamos o amp com dois SM-57 (um no centro e um na borda) e um Neumann TLM-103 pra tentar captar a ambiência (que não funcionou legal). Tudo foi executado na Squier Telecaster Custom do Arthur.

Arthur Vinícius e sua Telecaster Custom

Arthur Vinícius e sua Telecaster Custom

As vozes foram gravada com o TLM-103 no ISA-220 com um pouco de compressão e de-esser.

Voz no Neumann TLM-103

Voz no Neumann TLM-103

Passando rapidamente para a mixagem, fizemos tudo no Nuendo e a monitoração foi feita através de um par de Yamaha HS-80M (com Room Control no -2dB por causa do tamanho da sala). Tive que começar a mixar sozinho, sem a presença do nosso produtor Davi Bretâs. Fiquei meio inseguro, mas mandei bala. A princípio fiz uma mix alterando pouco as gravações e utilizando muito das ambiências. No entanto, essa mix se mostrou muito bonita, mas bem fraca. Voltei ao começo e comecei a ativar os compressores e os simuladores de válvulas, para dar mais força e brilho aos instrumentos. Tirei as ambiências que estavam deixando o som um pouco embolado e apliquei alguns reverbs “room” e “plate” do Roomworks.

Davi no comando

Davi no comando

Feita a mixagem, o Davi se juntou novamente a mim para tentarmos fazer a masterização. A pouca experiência em masterizar dificultou muito o processo e gastamos horas testando vários parâmetros para chegar ao som que queríamos. Utilizamos o Ozone iZotope para equalizar, comprimir, excitar harmônicos e maximizar. No final o resultado não foi o que esperávamos, mas esta aí pra galera ouvir e criticar.

Luzes da Cidade já está no myspace da banda e também pode ser baixada nesse link.

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StereoTaxiCo + Dead Lover´s Twisted Heart, Nafta, 8/5

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Áudio de Pegada – StereoTaxiCo no estúdio – Parte 1

Por Lucas Mortimer
Fotos: Camila Cortielha

O StereoTaxiCo está no estúdio gravando seu primeiro EP. O disco vai contar com 7 músicas que retratam o primeiro ano de trabalho da banda. A gravação está sendo feita no estúdio caseiro do baterista Lucas Mortimer. Todos os domingos a banda e os amigos do Coletivo Pegada se reunem lá para trabalhar nessa empreitada.

No primeiro domingo (5/4) seriam realizadas a gravação das guias. Tivemos até a presença dos amigos do Enne (Luciano e Jay), mas o computador não funcionou e o início foi adiado. No domingo seguinte, regado a biscoito maizena e suco tropical, realizamos a gravação das guias. Estamos utilizando o software Nuendo 3.2 da Steinberg. A função “tempo track” foi muito útil para fazermos algumas dinâmicas de tempo em algumas músicas.

Com as guias prontas, chegou a hora de montar a bateria. Gastamos um dia inteiro só pra montar, afinar e posicionar e conectar os microfones. Nesse dia, contamos com a ajuda do guitarrista da Aldan, Davi Brêtas, que deu uma super força e foi chamado para produzir o EP junto com a gente.
Segue o esquema de microfones e seus inputs:

Passando pelo pré Digimax 96 da Presonus
– Bumbo: Shure Beta 52A
– Caixa Esteira: ElectroVoice NDM-42
– Tom: CAD ND-11
– Surdo: Samson Q3
– Ambiente: Neumann TLM-103

Passando pelo pré Tube ART

– Caixa: Shure SM-57

Passando pelo pré ISA-220 Focusrite

– Caixa: AKG C-1000

Passando pelo Tube Pre da Presonus
– Chimbal: AKG C-1000

Passando pelo Tube Ultragain da Behringer
– Overs: Shure KSM-141 (stereo pair)

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Tudo isso foi conectado ao computador através de uma placa (DAW) Firestudio da Presonus. Pouca regulagem de compressão ou limiter foi aplicada. Apenas chegou-se aos níveis para não “clipar”. O microfone ambiente deu uma sonoridade muito orgânica à bateria, aproveitando a boa acústica do novo tratamento acústico que o a sala de gravação recebeu recentemente.

À tarde, contamos com a presença dos meninos do Macaco Bong de Cuiabá que curtiram muito o som da batera e deram alguns conselhos sobre afinação. No fim do dia conseguimos acertar tudo, entre microfonação e afinação, e fazer um take de “A Sua Causa” que será faixa bônus do EP.

O pessoal do Macaco Bong, que faria um show no Matriz segunda à noite na festa do CMMI, se ofereceu para dar mais uma força na gravação da batera na segunda à tarde. Ynaiã Bertholdo levou seus pratos para testarmos algumas sonoridades. Ficamos horas regulando o tom e o surdo. Em seguida começamos a testar os pratos do Ynaiã. O ride 22′ série Twenty da Paiste é maravilhoso. Decidi nem testar o hi-hat Quick-beat da Zildjian, pois já conhecia esse prato do set do Jean Dolabella (Sepultura, Udora) e sabia que ia ficar triste quando o Ynaiã fosse embora horas mais tarde. Fizemos mais um take de “A Sua Causa” para virar uma faixa bônus especial.

Voltamos ao estúdio domingo cedo para terminar a gravação das baterias. Reajustamos alguns níveis e mandamos bala. Realmente tocar com o metrônomo não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Uma dica é ensaiar bem antes de entrar no estúdio. Quando não se tem um cronômetro regressivo fica mais fácil, mas se você estiver pagando o estúdio, não estar acostumado com o metrônomo pode resultar em uma perda significativa de horas de estúdio. Outra dica é fazer a guia bem feita. Quando a guia está perfeita, você quase não precisa prestar atenção no metrônomo e deixa a música fluir mais naturalmente. Além disso, uma boa monitoração nos fones ajuda a não se perder no meio da música e perder o tempo.

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Ainda tivemos que nos encontrar (Lucas e Davi) numa quarta-feira à tarde para finalizamos todas as bateras. Mas conseguimos! O resultado ficou muito bom! Agora que venha o Giordano com seu Tony Levin para mandar os baixos!

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