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ARF 2009 em Itabirito

Este fim de semana em Itabirito será dedicado à música. Hoje, de 20 às 22h, acontece o 3° Fórum de Produção Musical. O evento faz parte da programação do Alternativo Rock Festival vai discutir este importante setor da área cultural. Nomes importantes participam da mesa de discussão, como o Garbo (Diretor Temático da SIM – Sociedade Independente da Música e primeiro vocalista da banda Jota Quest), Rodrigo Brasil (produtor de eventos e bandas) e Juliano Jubão (músico, cineasta, produtor e organizador de eventos), com mediação do jornalista e músico Thelmo Lins. O fórum acontece na Casa de Cultura Maestro Dungas, na Rua Carlos Michel, 01, Centro, em Itabirito. A entrada é franca, com cerca de 200 vagas. Mais informações pelo telefone (31) 9686-2875.

E no sábado as bandas sobem ao palco durante todo o dia. É o Alternativo Rock Festival 2009, confira a programação!

De 14 às 22h.
Local: Travessa Domingos Pereira

15h00 Etros
15h40 Curved
16h20 Maquiladora
17h10 Eiza
18h10 Rocknova
19h10 Scarcéus
20h40 Transmissor

O ARF 2009 tem o apoio do coletivo Pegada.

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Áudio de Pegada – Produção Musical

Por Eduardo Curi
Música: James Pratt

Antes de começar a trabalhar com música, eu sempre tive dúvida sobre o que era o trabalho de um produtor musical e acredito que muitos tenham essa dúvida também. Afinal o que faz um produtor?

Pode-se compará-lo à figura de um editor em uma redação de jornal. O repórter é quem escreve o texto (no caso o músico compõe a canção) e o editor lapida o seu trabalho de forma a ficar mais palatável. No caso de um produtor, “ficar mais palatável” não significa, necessariamente, fazer a música ficar “comercial”, naquele sentido de estourar no rádio e vender (?) milhões, mas fazer com que a música passe a ter sentido, que pode ter se perdido na explosão de criatividade do autor.

Pois bem, vou dar um exemplo do que o trabalho de um produtor musical pode fazer. Ouça esta gravação. É de um amigo meu, que achava que estava bem ruim, não só a gravação, como a canção em si, pois é toda feita com a mesma sequência de acordes, o que torna a música repetitiva se não for arranjada com criatividade.

O primeiro passo foi gravar uma guia para que pudéssemos fixar uma estrutura. Logo após, começamos a sequenciar a bateria, mas acabou que o resultado não ficou do nosso agrado, pois estava muito intrincada, cheio de quebras e acabamos descartando o que fizemos.

Feito isso, gravei o baixo, já valendo, que serviria de referência para a sonoridade da música. Usando um POD, gravei usando dois canais, um limpo, para os graves e outro um pouco distorcido para dar definição. Depois foi a vez do meu amigo gravar as bases de guitarra. Ele gravou três canais ao todo, duas bases e um com algumas melodias e riffs. Esse terceiro canal foi gravado sem preocupação de em qual ponto da música as melodias iriam entrar, isso seria decidido durante a edição.

Depois foi a vez dos vocais. Foram gravados dois canais. Por último, ele gravou uma cabaça. Fizemos todas as gravações dentro do meu quarto, e o único microfone que usamos, tanto para o vocal quanto para a cabaça foi o Shure SM58. A guitarra foi gravada com um POD, usando um simulador de amplificador limpo e outro um pouco distrocido.

Com todos os canais gravados fui olhar para a bateria. Usando o Xpand! (instrumento virtual que vem no Pro Tools), sequenciei uma bateria com seis peças: bumbo, caixa, hi hat, tom, crash e ride. Se antes a bateria era toda quebrada, agora ela está linear, dando ritmo à canção.

Como a música tem apenas a mesma sequência de acordes durante todo o tempo, eu precisava de formas de torná-la interessante ao ouvinte. Uma das formas que usei para fazer isso foi tirar e colocar elementos da bateria ao longo da canção.

Outro recurso foi a retirada das guitarras na primeira estrofe, deixando apenas um bloco sonoro de bumbo, caixa, baixo e cabaça servindo de base para os vocais. Além disso, pus algumas automações de volume para colocar à frente partes diferentes da harmonia vocal gravada, assim como automações de delay.

Como a letra tem apenas duas partes, há uma grande passagem instrumental no final. Logo após o fim dos versos eu coloquei uma parada de bateria para introduzir a nova parte. Na sequência, coloquei as harmonias vocais, com automações de volume, alternando entre si. Quando as harmonias acabam, entra a melodia final da guitarra até o fim da canção, que termina com um fade out, deixando transparecer o acorde final da guitarra base.

Ficou curioso para ouvir o resultado? Ouça aqui e comente sobre a diferença das duas versões gravadas!

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Oficina de Pegada – Novas Formas de Produção Musical, 8/8 – INSCRIÇÕES ENCERRADAS

INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

O coletivo Pegada e o Acústico Estúdio promovem, nesse sábado, 8/8, a oficina “Novas Formas de Produção Musical” com Buguinha Dub, produtor e técnico de som da Nação Zumbi..

São apenas 8 vagas para a oficina. As inscrições podem ser feitas até o dia 7/8, pelo e mail coletivopegada@yahoo.com.br . Você deve enviar o nome, RG, telefone e o comprovante do depósito de R$ 30 na seguinte conta:

Banco do Brasil
AG: 3610-2
CC: 18791-7
Var.: 01 (Poupança)
Lucas de Ávila Carvalho Fleury Mortimer

As inscrições serão confirmadas pela ordem de chegada do comprovante do depósito no e-mail. Caso sejam feitas mais inscrições do que o número de vagas disponível, o dinheiro será devolvido, portanto NÃO ESQUEÇA DE ENVIAR O NÚMERO DE TELEFONE PARA CONTATO.

Sobre o palestrante:

Buguinha Dub é produtor musical e técnico de som da banda Nacão Zumbi . Já trabalhou com as bandas Mundo Livre S.A., Cordel do Fogo Encantado, Racionais MC’s, Natirutis, e realiza o projeto Vitrola Adubada.

Serviço:

O Que: Oficina “Novas Formas de Produção Musical” com Buguinha Dub

Onde: Acústico Estúdio, Rua Esmeralda, 783, Prado (Próximo à Avenida Amazonas)

Quando: 8/8, 14h às 18h

Quanto: R$ 30 (Inscrições até 7/7)

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4º Evento de Pegada, 11/6

4evento

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Áudio de Pegada – Como ouvimos

Muito se fala em resposta plana ao se tratar de transdutores, como microfones ou caixas acústicas. Queremos sempre ouvir um som “fiel”, com uma resposta de frequência linear. Mas a nossa audição não é linear, muito menos fiel.

Para começar, ouvimos sons distribuídos em frequências de 20 Hz a 20 kHz, pelo menos em teoria. Porém, dificilmente você irá encontrar equipamentos que consigam reproduzir os extremos desse espectro, o que já faz com que percamos uma parte considerável de informação sonora. Outro fator limitador é a perda auditiva que sofremos com o tempo. Dificilmente, você mesmo será capaz de ouvir tais extremos, mesmo que o seu equipamento seja capaz de reproduzí-los.

Agora entramos na audição em si. A resposta de frequência dos nossos ouvidos não é linear. Nosso ouvido foi desenhado de modo que tenhamos um ganho de percepção nas frequências entre 1 e 6 kHz, ou seja, no espaço em que a voz trabalha.

Para sons mais graves precisamos de mais energia. Ou seja, para ouvir um som a 60 Hz, você precisa que ele esteja, no mínimo a 30 dB SPL. Para um som de 4 kHz, é necessário que ele esteja a pouco mais de 5 dB SPL. Comportamento semelhante acontece nos agudos a partir dos 4 kHz. Há uma maneira, no entanto, de você ter uma resposta auditiva linear: aumentar o volume até o limite da dor, pois quanto mais alto o som estiver, menor será a nossa percepção de dinâmica e mais linear se torna a resposta de frequência dos nossos ouvidos.

O que isso influencia na hora que estivermos produzindo? Tudo!

Primeiro, temos que prestar atenção no nível da monitoração. Ele deve estar em um volume confortável, que não machuque os nossos ouvidos e nos permita conversar, dentro da técnica sem termos que levantar a voz. Ao equalizar, usando um analisador de espectro como referência, não busque uma linha reta, isso irá embolar o resultado final. Use o seu ouvido como referência, e procure atenuar as frequências mais aparentes até equilibrar a mix.

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