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Cobertura de Pegada – Conexão Vivo

Por Flávio Charchar
Fotos: Lucas Mortimer

Transmissor abre a quinta-feira

Transmissor abre a quinta-feira

Continuando com as boas surpresas da cena de BH e do Brasil afora, a noite de quinta-feira, 23/4, foi aberta pelo Transmissor. Atualmente a banda ostenta o “peso” de ter feito um dos melhores trabalhos do ano passado na cidade, além de ter figurinhas já conhecidas do “underground” em sua formação, como Thiago Correa (ex-Diesel, atualmente também no Eminence), Jennifer Souza (integrante do Cinza) e Leonardo Marques (ex-Diesel, atual Udora). A banda fez mais um dos seus elogiados shows, com um público seguidor marcante, cantando as músicas e chamando a atenção dos poucos presentes. Após o show, o primeiro CD do grupo, “Sociedade do Crivo Mútuo”, vendeu tão rápido quanto chegou à banquinha do CMMI, mostrando um reflexo claro da apresentação.

No decorrer da noite, Otto (PE) fez uma apresentação que gerou críticas e elogios, um pouco diferente do reflexo de seu show na edição anterior do evento. Contudo, sempre animado, foi uma apresentação interessante de um artista respeitado no meio. Em seguida, veio o show de Makely Ka com Alexandre Lima. Apresentando músicas de seu último trabalho,”Autófago”, entre outras, com muito rock e MPB, o show se alternou entre momentos calmos e agitados, com muita dinâmica e um público interessado, mostrando o poder da música autoral. E para encerrar a noite, Porcas Borboletas, de Uberlândia (MG). Assim como na edição anterior, a banda fez uma apresentação que causa espanto inicialmente, devido a sua presença performática e mensagens subliminares em letras escrachadas. O público começa o show com um pé atrás, mas depois se diverte bastante e entra no clima da banda. Para os já fãs de carteirinha, o Porcas tocou música novas, de um trabalho a ser lançado possivelmente este ano ainda, dando um gostinho do que está por vir.

No dia seguinte, sexta-feira, Curumin, renomado baterista já envolvido com alguns projetos na cena independente, mostrou seu trabalho cheio de swing e uma presença de palco descontraída e cativante, sendo muito aplaudido pelos ouvintes, que dançaram sem parar e sem tirar os olhos do palco.

Madame Saatan: peso na Conexão

Madame Saatan: peso na Conexão

O sábado foi, contudo, a maior surpresa em termos de resposta do público a uma banda no festival, graças ao Madame Saatan do Pará. Com um som pesado, presença de palco forte, muita técnica e uma vocalista muito carismática e talentosa, a banda pôs o Conexão Vivo em xeque, mostrando que o seu metal misturado com hard rock e ritmos regionais tem seu lugar mesmo no público mais improvável (nenhuma outra atração tinha tanto peso musical na programação), com um trabalho autoral e que chamou muita atenção, resultados claramente visíveis nas vendas dos produtos relacionados à banda após o show na banquinha do CMMI.

Outra surpresa agradável ao longo da noite foi o Filomedusa, do Acre, com um som esteticamente retrô, animado e liderado pela voz carismática e, dessa vez mais doce, de outra mulher. Ao contrário da banda paraense com seus vocais graves e fortes, os acreanos mostraram mais sutileza e muito bom gosto para uma audiência muito animada. O show foi tranquilo e muito elogiado, gerando uma curiosidade interessante em torno da banda.

Filomedusa: rock acreano em MG

Filomedusa: rock acreano em MG

Enfim, termina o Conexão no domingo, com mais um dia de trabalho para a banquinha do CMMI e muita gente curtindo música boa e independente. O evento foi um bom exemplo do interesse que as pessoas têm tido pela cena, cada vez mais presente e parte do cotidiano do público. Até ano que vem!

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Filme + Debate + Festa = 3º evento de Pegada

o-que-e-indie

Em um período de 30 dias, Belo Horizonte está sendo palco de quatro eventos que trazem em seu nome e essência o termo “independente”, todos com raízes óbvias no rock: BH Indie “o maior movimento independente”, 53 HC Fest “o festival de rock independente mais tradicional de MG”, Festival Garimpo 2008 “festival de música indepentende de Belo Horizonte” e o Prêmio Mineiro de Música Independente “o evento que mudou o conceito de ser independente na música em Minas Gerais”.

Mas afinal, o que é independente? Significa a mesma coisa que “indie? Se alguém te pergunta “O que é indie?” quantas respostas vêm à sua mente? O coletivo Pegada vai te ajudar a responder a essa pergunta e apresenta, neste sábado, 20/12, às 18h, uma sessão de cinema para discutir o tema. Será apresentado no Uzina, na Rua Grão Mogol 908, Sion, o documentário “What is Indie?” do diretor canadense Dave Cool. Intrigado com o que significa o termo, o diretor resolve descobrir por si mesmo e sai pela América do Norte perguntando a artistas, jornalistas e pessoas da indústria o que eles entendem pelo termo “indie”.

Logo após, o Pegada convida todos os presentes a caírem no debate e tentarem responder a essa pergunta. Estarão presentes o músico e agitador cultural Makely Ka, o jornalista e integrante da banda Cinza, Artênius Daniel, o compositor Thiago Corrêa, baixista e vocalista da banda Transmissor, o sócio do bar A Obra, Cláudio Pilha, e, mediando a discussão, Camila Coritelha, coordenadora de planejamento do coletivo Pegada.

Após o debate é hora de todos irem para a pista ao som dos DJs de Pegada ruídorosa e jjbz, juntamente com Meio Desligado, Monno e Cris foxcat, tocando muito indie rock, ou então sentar, relaxar e prestar atenção nas projeções dos VJs Marcelo Dante e Cláduio Santos.

Alémd e tudo isso Pegada prepara outros atrativos para os convidados, que serão recebidos com o drink “pegadinha” (shots de gelatina alcoólicos) e começa a mostrar seus produtos, com camisetas a R$15, bottons a R$2 e CDs variados.

Serviço

Onde?
Uzina: Rua Grão Mogol, 908, Sion

Quando?
20/12, sábado, 18h

O Quê?
Sessão de cinema “What is indie?” (Canadá / documentário / Direção: Dave Cool) +debate “O que é indie?” + festa com DJs de Pegada jjbz e ruidorosa + Monno, Meio Desligado, Cris Foxcat e VJs Cláudio Santos e Marcelo Dante

Quanto?
R$ 7

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