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Turnê de Pegada!

Grito Rock põe bandas do Nordeste e de MG para circularem pelo Centro-Oeste

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O Pegada vai por o pé na estrada e vai levar uma penca de gente junto. StereotaxiCo e DJ Mi Simpatia (Pegada) e Nuda (PE) se encontram em Belo Horizonte a caminho de Uberlândia, no Trângulo Mineiro, onde se juntam à banda O Garfo (CE), para continuar a viagem rumo à Cuiabá, no Mato Grosso, passando também por Goiânia (GO) e Brasília (DF). A longa jornada começa na sexta-feira de manhã, logo após a primeira noite do Grito Rock Belo Horizonte, n´A Obra, na quinta-feira, 19.

Se não fosse pelo Grito Rock, uma turnê como esta jamais poderia acontecer. São cinco estados envolvidos diretamente (MG, PE, CE, GO e MT) + o Distrito Federal. Além disso, O Garfo, virá a BH para tocar na Festa à Fórceps do dia 27/2, e no dia seguinte sobe o mapa até Montes Claros, onde participa do Grito Rock de lá. E o Nuda irá à São Paulo para mais uma apresentação, após o fim da gira.

Confira a programação da turnê:

19/2 – Belo Horizonte (MG)
20/2 – Uberlândia (MG)
21/2 – Goiânia (GO)
22/2 – Cuiabá (MT)
24/2 – Brasília (DF)

E a viagem não se resume apenas a um bando de gente indo tocar em várias cidades. Além da aproximação pessoal com protagonistas da cena independente de diferentes partes do país, o Pegada irá levar também os produtos que, normalmente, estão à venda nas barraquinhas armadas durante os eventos em BH. CDs, bottons, camisetas, adesivos, irão circular pelo país, levando a cara da cena independente de BH para vários lugares.

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StereotaxiCo sairá em turnê pela primeira vez - Foto: jjbz


Circulação também dentro de MG

Mas não apenas de turnês pelos confins deste país vive a cena independente. Se as bandas não encontrarem espaço dentro de seus próprios estados, de nada adianta escolher uma banda para rodar o Centro-Oeste.

O Pegada, juntamente com os coletivos Azimute, Fórceps e Anti-Herói realizaram a maior ação de Prévias Inetgradas dos Gritos Rock pelo Brasil. BH, Vespasiano, Sabará e Divinópolis se uniram para colocar as bandas locais para rodar o estado. Como resultado disso, quem tocou nas prévias de suas cidades, mas não foi selecionado pelo público para o festival, conseguiu datas nos Gritos Rock promovidos nas outras cidades. Casos como da banda Cães do Cerrado, que não levou a vaga em BH, mas se apresenta no Grito Rock em Sabará e Vespasiano, mostram que a integração é um caminho mais do que certo para o fortalecimento da cena independente e da criação de um circuito dentro dos estados.

Stephanie Boaventura

Cães do Cerrado: não levaram em BH, mas ganharam Sabará e Vespasiano nas prévias integradas - Foto: Stephanie Boaventura

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Grito Rock BH 2009 – Nuda

Contra os caranguejos no balde

Divulgação

Foto: Divulgação

Uma banda que não se enquadra nos estereótipos atribuídos à cena independente do Recife, em Pernambuco. Este é o Nuda que, em poucos anos de carreira, já conseguiu feitos impressionantes. Destaque no MySpace e no Trama Virtual, apresentações pelo país, aparições em rádio e TV, participação do tributo virtual aos 40 anos do White Album dos Beatles com a versão de “Mother Nature’s Son” que estará junto com versões de outras músicas do mesmo álbum por artistas de renome nacional como Zé Ramalho, Autoramas e Lobão.

Além disso, fazem, no carnaval (juntamente com outras atrações de pegada; DJ Mi Simpatia e StereotaxiCo), uma gira pelos Gritos Rock BH, Uberlândia, Brasília, Goiânia e Cuiabá.

É rock, bossa nova, experimental, síntese de uma cultura variada e diversa como a do Brasil. Para explicar um pouco mais, conversamos com o baterista da banda, Scalia.

Pegada: Quais as possibilidades que o Grito Rock abriu para a banda?

Scalia: Várias. Entre as principais, destaca-se a circulação nacional a baixo custo no circuito Grito Rock, já que os custos de transporte/alimentação/hospedagem são rateados entre os participantes, atacando-se assim um dos principais gargalos para as bandas independentes; e a troca de informações e conhecimento, pois a banda terá possibilidades de conhecer pessoalmente produtores, músicos e outros elos da cadeia, fortalecendo a troca de know how, sua rede de contatos, e, principalmente, sua capacidade de autogestão.

Pegada: Estão pipocando coletivos em todo o país, cada um com suas peculiaridades. Queria que você falasse sobre as diferenças existentes na cena do Recife comparadas às do resto do país que você conheça, e sobre a organização do Lumo.

Scalia: De fato, a cena de Recife tem algumas particularidades interessantes. A primeira, e mais latente, é sua pluraridade única. Aqui, temos sub-cenas consolidadas de reggae a hip hop, metal a samba de mesa. Pra um coletivo que busca fomentar a música, entre outras manifestações, isso representa uma espécie de benção-desafio. Mas aí entra o vetor público. O público recifense é daqueles que não paga nem R$ 5 para curtir um show. Prefere ficar na rua bebendo cerveja. Ou seja, consolida-se aí a batalha de promover uma mudança comportamental, uma jornada de conscientização a respeito da importância dele na sustentabilidade da cadeia musical, na sobrevivência da banda que ele curte e quer ouvir. Por fim, temos a velha metáfora dos “caranguejos no balde”, que representa o espírito de desunião e desarticulação que reina entre essas inúmeras células, bandas, promotores de eventos, estúdios, produtores, etc. É cada um ao deus dará, indiferentes às possibilidades que a união organizada pode gerar.

Assim, o Lumo buscou se inserir na cena como uma alternativa a isso. Como? Mostrando os benefícios dessa articulação. Como contamos em nossa organização com designers, técnicos de som, produtores, entre outros, mostraremos através de nossas ações que é possível, sim, sobreviver de cultura, desde que estejamos abertos a nos organizarmos e a botarmos a mão na massa. Para isso, estruturamos o Lumo de forma a garantir que toda e qualquer ação de cada um seja voluntária (para que todos sempre estejam cientes que estão fazendo aquilo por livre e espontânea vontade), garantir que todo trabalho seja remunerado (através do sistema solidário de troca de créditos), e sem qualquer espécie de verticalização na hierarquia, buscando mostrar que aqui não há absolutamente nenhuma distinção entre seus membros. Eles apenas desempenham funções específicas dentro do projeto. Ninguém é mais importante que ninguém. Afinal, não existe periferia humana.

O Nuda se apresenta no Grito Rock BH, no dia 19/2, n´A Obra.

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Pegada assume estande Fora do Eixo no Garimpo 2008

O Pegada está responsável pelo estande do Circuito Fora do Eixo durante o Garimpo 2008 que acontece dos dias 10 ao dia 13/12 em Belo Horizonte, n´A Obra e no Lapa Multshow. Será exposto material dos coletivos Massa Coletiva de São Carlos (SP), Goma de Uberlândia (MG), e Lumo de Recife (PE).

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Além disso, o Pegada também traz camisetas, bottons e produtos das bandas StereoTaxiCo, Curved, Enne e Aldan e dos DJs jjbz, Mi Simpatia e ruidorosa. Estamos tão empenhados pra produzir o nosso material que já estamos com os nervos à flor da pele!

Acompanhe o nosso estande durante o festival:

Quinta-feira, 11/12 – A Obra
Sexta-feira, 12/12 – A Obra
Sábado, 13/12 – Lapa Multshow

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