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Cobertura de Pegada – Grito Rock Vespasiano e Sabará

No último fim-de-semana, dias 7 e 8 de março, tivemos Grito Rock em
Vespasiano e Sabará. Este texto fala sobre os eventos de maneira
geral, sem entrar em detalhes das apresentações; a grande quantidade
de bandas torna muito difícil falar de cada show. Assim, vamos ao que
interessa:

– Vespasiano 07/03/2009

azimute

O Grito 2009, primeiro da cidade, foi organizado pelo coletivo Azimute. É impressionante a garra do pessoal: superando vários imprevistos (alguns deles realmente terríveis), conseguiram colocar o evento de pé com um som decente, boa estrutura, iluminação, projeções… teve até uma apresentação surpresa da banda da cidade tocando marchinhas de carnaval, muito bem recebida pelos presentes. O evento começou com um atraso relativamente grande, mas quem ficou até o final do Grito Rock Vespasiano foi recompensado com apresentações muito boas das bandas que participaram.

A princípio, dez atrações tocariam: Aura, Cães do Cerrado, Cinco Rios, Gritare, Híbrida, Junkbox, Lupe de Lupe, Rafael Barbedo, Ricardo
Koctus e Rock Nova
. Digo ‘tocariam’ porque nem todo mundo tocou: foram ao todo oito apresentações. Uma das bandas teve a atitude absurda de decidir não tocar porque o evento estava vazio, uma grande falta de respeito com o público, com as outras bandas e com a organização do evento. É triste ver uma banda independente agir como as piores estrelinhas do mainstream, mas sabemos que esse tipo de coisa ainda acontece. Tomara que esse tipo de coisa não desanime o pessoal de Vespasiano, porque muita coisa legal ainda pode rolar por lá.

Todas as bandas que, de fato, tocaram fizeram bonito no palco, cada uma dentro de seu estilo. Fora do palco, uma atitude um pouco diferente
por parte dessas mesmas bandas poderia ter deixado o Grito Vespasiano
ainda melhor. Com dez bandas e uma média de cinco integrantes por
banda seria de se esperar ao menos cinquenta pessoas na plateia durante os shows, sem contar convidados e amigos.

Infelizmente, as bandas prestigiaram muito pouco as apresentações umas
das outras, o que deixou o ambiente meio vazio. Pessoas que passavam na porta do evento se interessavam pelo som, mas desistiam de entrar ao ver que não tinha muita gente. Com a presença continuada dos integrantes das bandas, tudo teria sido melhor para todos.

– Sabará 7/3 e 8/3


forceps

O Grito, organizado pelo pessoal do coletivo Fórceps, aconteceu no sábado e domingo, oferecendo ao público dezoito atrações ao todo. É bastante ousado fazer um evento de música independente dessa grandeza, ainda mais em uma cidade menor… mas o Fórceps sabe o que está fazendo e o resultado foi foda!

Como estávamos em Vespasiano no sábado, não vimos os shows de Aura,
Elephas, Seu Juvenal, Radiotape, 4, The Melt, Maquiladoras, Soprones e Isso
. Mas no domingo, pudemos ver as apresentações sólidas de Lupe de Lupe, StereoTaxiCo, O Melda, HCR, Pelos de Cachorro, Cajaba,
Slama, Cães do Cerrado e RockNova
.

Em Sabará se via bandas prestigiando mais umas às outras, o que deixou
tudo mais legal, e a maioria das bandas levou seu publico também. O
evento aconteceu em um pequeno sítio com jardinzinhos e até piscina;
não havia um palco propriamente dito e as bandas tocavam tête-à-tête
com o público. Isso criou um clima diferente para os shows, algo
intimista, como se fossem amigos tocando na casa de alguém. Muitos
amigos tocando muito bem na casa de alguém. O som estava bom na
maioria dos shows. As bandas e a organização conseguiram fazer um evento muito bacana em Sabará.

Que venham mais!

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Com reportagem de Dinamite, que ralou joelhos e cotovelos em Sabará.

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Grito Rock 2009 Sabará

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Escola Autônoma de Feriado, 22 a 24/2

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Cobertura de Pegada – 2ª prévia Grito Rock Sabará

A segunda prévia do Grito Rock Sabará, na tarde do último sábado, 10/1, no Matriz, foi marcada pela variedade de estilos. Abrigando sete bandas de propostas que variavam desde o powerpop até o experimental, a programação do evento agradou ao público. Os presentes também puderam conferir e comprar os melhores suvenires da cena independente de Belo Horizonte, ofertados pelo estande do Pegada.

A primeira apresentação foi a da banda Alethárgika, de Betim. Ainda com pouco público, o show do quarteto, liderado pela vocalista e baixista Gabriela Seemly, empolgou os presentes, com seu punk-riot-grrrl de forte carga pop e humor adolescente – notado por músicas de títulos como “Corra antes que as ovelhas fujam”, “Bunda suja” e “Sem noção”.

Em seguida, subiu ao palco o Festenkois, que realizou uma performance competente, apresentando ao público o seu denso rock alternativo de letras em inglês, influenciado fortemente pelo grunge, com umas pitadas de heavy metal tradicional. O terceiro grupo foi o Cajaba, de Santa Luzia, que propôs uma mescla de rap-metal com os típicos vocais berrados do grindcore. A apresentação teve momentos interessantes, mas declinou quando surtos de new-metal ortodoxo emergiam da massa sonora.

As apresentações continuaram com a banda instrumental FadaRobocopTubarão, e seu anti-rock, como definido por eles próprios, que tem dois integrantes do Grupo Porco de Grindcore Interpretativo, Thiago “Porquinho” e Batista, na formação. Um bom adjetivo para a performance seria “despretensioso”: o rápido set experimental foi tocado como se o trio estivesse em um ensaio, interrompido apenas por breves gracejos de Porquinho ao microfone.

Em contraste, a quinta banda a se apresentar foi o In Verso, que brindou o público com seu powerpop grudento, aproximando os casais incipientes e lembrando os colegas mineiros de Monno e Impar, banda da qual o vocalista utilizava uma camiseta. O grupo seguinte foi o Charge, que entusiasmou o público com sua apresentação vigorosa, marcada pelo indie rock noventista.

A segunda prévia foi fechada pela banda Isso, que recebeu uma das maiores ovações do evento. O show apresentou uma estética sonora experimental, marcada por influências no-wave, e uma instigante performance de palco, marcada pelo contraste de um vocalista/guitarrista estático e um baterista virulento, que chegava a abandonar as baquetas e socar seu instrumento. Metade do set foi apresentada como um duo e metade como trio, com a adição de um baixista – fator que não tornou as canções do grupo menos incomuns.

Ouça a avaliação que Léo Santiago, do Instituto Fórceps, faz do Grito Rock:

Drops de Pegada #9:

http://dc120.4shared.com/download/80337145/cb38f2bb/11__-Grito_Rock_-_matriz_11-01.mp3?tsid=20090112-192304-7a6d2513

Com reportagem de David Dines
Edição: Eduardo Curi

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