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Cobertura de Pegada – 2ª prévia Grito Rock Sabará

A segunda prévia do Grito Rock Sabará, na tarde do último sábado, 10/1, no Matriz, foi marcada pela variedade de estilos. Abrigando sete bandas de propostas que variavam desde o powerpop até o experimental, a programação do evento agradou ao público. Os presentes também puderam conferir e comprar os melhores suvenires da cena independente de Belo Horizonte, ofertados pelo estande do Pegada.

A primeira apresentação foi a da banda Alethárgika, de Betim. Ainda com pouco público, o show do quarteto, liderado pela vocalista e baixista Gabriela Seemly, empolgou os presentes, com seu punk-riot-grrrl de forte carga pop e humor adolescente – notado por músicas de títulos como “Corra antes que as ovelhas fujam”, “Bunda suja” e “Sem noção”.

Em seguida, subiu ao palco o Festenkois, que realizou uma performance competente, apresentando ao público o seu denso rock alternativo de letras em inglês, influenciado fortemente pelo grunge, com umas pitadas de heavy metal tradicional. O terceiro grupo foi o Cajaba, de Santa Luzia, que propôs uma mescla de rap-metal com os típicos vocais berrados do grindcore. A apresentação teve momentos interessantes, mas declinou quando surtos de new-metal ortodoxo emergiam da massa sonora.

As apresentações continuaram com a banda instrumental FadaRobocopTubarão, e seu anti-rock, como definido por eles próprios, que tem dois integrantes do Grupo Porco de Grindcore Interpretativo, Thiago “Porquinho” e Batista, na formação. Um bom adjetivo para a performance seria “despretensioso”: o rápido set experimental foi tocado como se o trio estivesse em um ensaio, interrompido apenas por breves gracejos de Porquinho ao microfone.

Em contraste, a quinta banda a se apresentar foi o In Verso, que brindou o público com seu powerpop grudento, aproximando os casais incipientes e lembrando os colegas mineiros de Monno e Impar, banda da qual o vocalista utilizava uma camiseta. O grupo seguinte foi o Charge, que entusiasmou o público com sua apresentação vigorosa, marcada pelo indie rock noventista.

A segunda prévia foi fechada pela banda Isso, que recebeu uma das maiores ovações do evento. O show apresentou uma estética sonora experimental, marcada por influências no-wave, e uma instigante performance de palco, marcada pelo contraste de um vocalista/guitarrista estático e um baterista virulento, que chegava a abandonar as baquetas e socar seu instrumento. Metade do set foi apresentada como um duo e metade como trio, com a adição de um baixista – fator que não tornou as canções do grupo menos incomuns.

Ouça a avaliação que Léo Santiago, do Instituto Fórceps, faz do Grito Rock:

Drops de Pegada #9:

http://dc120.4shared.com/download/80337145/cb38f2bb/11__-Grito_Rock_-_matriz_11-01.mp3?tsid=20090112-192304-7a6d2513

Com reportagem de David Dines
Edição: Eduardo Curi

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