Arquivo da tag: cmmi

4º Evento de Pegada, 11/6

4evento

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Eventos de Pegada

Bandas autorais no Stone Henge, domingo, 31/5

flyer_vert

1 comentário

Arquivado em Show

Cobertura de Pegada – Conexão Vivo

Por Flávio Charchar
Fotos: Lucas Mortimer

Transmissor abre a quinta-feira

Transmissor abre a quinta-feira

Continuando com as boas surpresas da cena de BH e do Brasil afora, a noite de quinta-feira, 23/4, foi aberta pelo Transmissor. Atualmente a banda ostenta o “peso” de ter feito um dos melhores trabalhos do ano passado na cidade, além de ter figurinhas já conhecidas do “underground” em sua formação, como Thiago Correa (ex-Diesel, atualmente também no Eminence), Jennifer Souza (integrante do Cinza) e Leonardo Marques (ex-Diesel, atual Udora). A banda fez mais um dos seus elogiados shows, com um público seguidor marcante, cantando as músicas e chamando a atenção dos poucos presentes. Após o show, o primeiro CD do grupo, “Sociedade do Crivo Mútuo”, vendeu tão rápido quanto chegou à banquinha do CMMI, mostrando um reflexo claro da apresentação.

No decorrer da noite, Otto (PE) fez uma apresentação que gerou críticas e elogios, um pouco diferente do reflexo de seu show na edição anterior do evento. Contudo, sempre animado, foi uma apresentação interessante de um artista respeitado no meio. Em seguida, veio o show de Makely Ka com Alexandre Lima. Apresentando músicas de seu último trabalho,”Autófago”, entre outras, com muito rock e MPB, o show se alternou entre momentos calmos e agitados, com muita dinâmica e um público interessado, mostrando o poder da música autoral. E para encerrar a noite, Porcas Borboletas, de Uberlândia (MG). Assim como na edição anterior, a banda fez uma apresentação que causa espanto inicialmente, devido a sua presença performática e mensagens subliminares em letras escrachadas. O público começa o show com um pé atrás, mas depois se diverte bastante e entra no clima da banda. Para os já fãs de carteirinha, o Porcas tocou música novas, de um trabalho a ser lançado possivelmente este ano ainda, dando um gostinho do que está por vir.

No dia seguinte, sexta-feira, Curumin, renomado baterista já envolvido com alguns projetos na cena independente, mostrou seu trabalho cheio de swing e uma presença de palco descontraída e cativante, sendo muito aplaudido pelos ouvintes, que dançaram sem parar e sem tirar os olhos do palco.

Madame Saatan: peso na Conexão

Madame Saatan: peso na Conexão

O sábado foi, contudo, a maior surpresa em termos de resposta do público a uma banda no festival, graças ao Madame Saatan do Pará. Com um som pesado, presença de palco forte, muita técnica e uma vocalista muito carismática e talentosa, a banda pôs o Conexão Vivo em xeque, mostrando que o seu metal misturado com hard rock e ritmos regionais tem seu lugar mesmo no público mais improvável (nenhuma outra atração tinha tanto peso musical na programação), com um trabalho autoral e que chamou muita atenção, resultados claramente visíveis nas vendas dos produtos relacionados à banda após o show na banquinha do CMMI.

Outra surpresa agradável ao longo da noite foi o Filomedusa, do Acre, com um som esteticamente retrô, animado e liderado pela voz carismática e, dessa vez mais doce, de outra mulher. Ao contrário da banda paraense com seus vocais graves e fortes, os acreanos mostraram mais sutileza e muito bom gosto para uma audiência muito animada. O show foi tranquilo e muito elogiado, gerando uma curiosidade interessante em torno da banda.

Filomedusa: rock acreano em MG

Filomedusa: rock acreano em MG

Enfim, termina o Conexão no domingo, com mais um dia de trabalho para a banquinha do CMMI e muita gente curtindo música boa e independente. O evento foi um bom exemplo do interesse que as pessoas têm tido pela cena, cada vez mais presente e parte do cotidiano do público. Até ano que vem!

Deixe um comentário

Arquivado em Cobertura de Pegada, coletivopegada

Cobertura de Pegada – Conexão 2009

Julgamento agradece o público do Conexão 2009

Julgamento agradece o público do Conexão 2009

O público de Belo Horizonte é muito tradicionalista, não está acostumado a ouvir coisas novas e prefere prestigiar o bom, velho, seguro e conhecido cover. Mentira!

A Conexão, que está acontecendo no Parque Municipal e vai até o domingo, 26/4, prova que BH tem espaço para coisas novas. Bandas pouco conhecidas do público mescladas a artistas de renome têm produzido um grande espetáculo musical durante esses dias no parque. Há também uma enorme diversidade de estilos. A organização conseguiu uma mistura equilibrada de rock, hip hop, MPB, samba e várias outras vertentes da música. De uma maneira geral, a Conexão conseguiu atingir um dos seus objetivos, trazendo para o mesmo espaço artistas diferentes e que representam a nova cara da música nacional e consolidando o Estado do Mato Grosso como um dos principais pólos desse novo mercado musical.

Entre eles está o rapper Renegado que tocou na sexta-feira, junto com Marku Ribas e Cubanito, da Black Sonora e falou com o Pegada sobre a importância da diversidade na música. Clique aqui e ouça!

The Hell´s Kitchen Project: trabalhando duro

The Hell´s Kitchen Project: trabalhando duro

Indo além da conversa artística, os selecionados para o festival representam o período de transição que a música está passando hoje, com relação à forma de se trabalhar nesse novo modelo de mercado. Há artistas consagrados (e outros nem tanto), que ainda insistem no modelo antigo de trabalho com a música. Temos artistas em que a banda foi responsável por tudo sozinha, como o The Hell´s Kitchen Project, que conta apenas com o próprio trabalho para atingir os objetivos. Há ainda representantes da nova economia solidária, como o Macaco Bong, que vem para representar o Circuito Fora do Eixo e o trabalho de dezenas de coletivos em todo o país. Graças a esse trabalho cooperativo em rede, a banda conseguiu ter o seu disco de estreia, “Artista Igual Pedreiro”, eleito como o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone. O reconhecimento da grande mídia a uma banda instrumental mostra o quão eficiente é essa nova forma de trabalhar e Ney Hugo (baixo) e Ynaiã Bertholdo explicaram para o Pegada as razões desse sucesso. Ouça aqui!

Macaco Bong: artista igual pedreiro

Macaco Bong: artista igual pedreiro

Festas no Parque Municipal sempre são sucesso de público, devido a vários fatores, como localização, preço camarada e boa organização. Este festival não está sendo diferente, mas um fato chama a atenção, uma grande parte do público está indo para assistir aos shows e não apenas “ir a uma festa”. Essa tese pode ser comprovada logo no show de abertura de cada dia, que já conta com um público expressivo às 18h30. As bandas Rocknova, Julgamento (do nosso colaborador Roger Deff), que abriram os dois primeiros dias, tocaram para um público que foi à festa para assistir aos seus shows, mostrando que a nova música de BH está formando público. Outra banda que inaugurou a noite e já contava com um público razoável foi a banda paraibana Burro Morto, que trouxe a lisergia instrumental do Nordeste para o gramado do parque.

Outro destaque dos shows foi a confirmação de que o público precisa cultuar alguém. Há alguns anos, o posto de banda mais idolatrada do país vinha sendo ocupado pelos Los Hermanos. A julgar pela reação do público, na primeira noite do festival, durante o show do Vanguart, essa lacuna acabou de ser preenchida. Plateia ensandecida, cantando todas as músicas e corrida ao camarim depois do show preenchem todos os requisitos de banda cult. Apesar de toda a idolatria, o Vanguart surgiu em Cuiabá, fazendo parte do mesmo cenário que o Espaço Cubo formenta. Após anos de trabalho duro, a banda saiu do Centro-Oeste brasileiro e se mudou para São Paulo, onde tem se dado muito bem. Clipes com veiculação constante na MTV, aparições na Globo e um DVD gravado pelo canal a cabo Multishow mostram a boa fase da banda. Mas apesar de todo o sucesso, o caminho percorrido não difere muito da maioria das bandas independentes do país, como explica o tecladista da banda, Luiz Lazarotto. Ouça aqui!

barraca-lucas2

Quem for ao Parque Municipal hoje à noite poderá conferir a barraca do Circuito Mineiro de Música Independente, com CDs e produtos de vários coletivos de todo o estado.

Confira a programação dos shows até domingo:

programacao2

Além disso, a partir das 14h de hoje, começa o Seminário Música e Movimento, no teatro do Museu Inimá de Paula, veja a programação:

Tema 23/04 – MÚSICA, TECNOLOGIA & MOBILIDADE
Tema 24/04 – DIREITOS AUTORAIS
Tema 25/04 – MOVIMENTO
Tema 26/04 – INTERNACIONAL

Mais informações aqui!

Equipe de Pegada:

Coordenação:
Eduardo Curi

Redação:
Flávio Charchar
Luciano Viana
Renata Almeida

Fotos:
Lucas Mortimer
Marco Aurélio Prates

Vídeo:
Adriano Singolani

1 comentário

Arquivado em Cobertura de Pegada, coletivopegada

Macaco Bong e Burro Morto em festa do CMMI, 20/4

Deixe um comentário

Arquivado em Agenda, Festa, Show

Megalozebu, o coletivo de Uberaba (MG)

megalozebu

O coletivo Megalozebu inicia suas atividades em Uberaba, no Triângulo Mineiro. São mais pessoas trabalhando em prol da cena musical independente, confira o blog!

1 comentário

Arquivado em Notícias

Concurso para escolha da logo do CMMI termina domingo

O Circuito Mineiro de Música Independente está promovendo concurso para escolha da logomarca. Você tem até esse domingo, 29/3, para enviar a sua proposta!

Veja aqui o edital!

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias