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Áudio de Pegada – StereoTaxiCo no estúdio (3)

Por Giordano Cícero

De uma vez só. Ou quase isso. Eu quase poderia dizer que as gravações dos baixos do EP vindouro do StereoTaxiCo aconteceram “num tapa”. Mas, foram dois dias – seguidos – de gravação. Dois dias sentado (ou em pé) ao lado do grande sound engineer Lucas Mortimer – esse cara vai longe!

Tudo começou com a pesquisa e timbragem do som de baixo que nós queríamos. Mas as referências eram tantas e tão diferentes que serviram mais para eu o Lucas ficarmos extasiados e cheios de ideias mirabolantes do que pra firmar algum conceito de uma sonoridade desejada – eu particularmente acho que “conceito” e “som” quase nunca funcionam muito bem na mesma frase. Só pra se ter uma ideia, escutamos sons de baixo que vão do fabuloso som do Ian no CD do Diesel (viva!) até o som funk do Flea, passando pelo som mais indie do Arcade Fire e da sonzeira do baixo do The Slip. Então, resolvemos deixar a coisa rolar e ver no que dava. Aí, era só eu e o Toninho (meu baixo, OLP – Tony Levin Signature) entrarmos em ação!

Gravamos em linha e usamos o combo (Hartke A100. Fizemos uma equalização pra pegar mais médio e agudo do amp e deixamos o grave pra pegar da linha) dos caras do Junkie Dogs, que também estão gravando no estúdio dos Mortimer. Aproveito pra agradecer os Junkie Dogs e o Ivan; valeu, caras. O amp é muito massa.

Foram 2 mics pegando a sonzeira do combo, Shure BETA 52A no centro e
Neumann TLM-103 afastado na borda e ainda o line out do amp com Ultra-DI da Behringer. São 4 opções de captação dos baixos a serem mixadas… esperamos que alguma delas sirva!

Entre as gravações rolou de tudo: o Ivan chegando felizão com um contrabaixo acústico de um cara que eu indiquei pra ele, tiros(?!) de zarabatana, disputa entre mim e o Lucas pra ver quem é mais Obama, biscoito Maria (do mais fino, impossível) e uma notícia ótima sobre a mixagem das músicas!

Então é isso. Aguardem, acho que o nosso EP vai ficar honesto!

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Áudio de Pegada – Compressão (1)

Por Eduardo Curi
Revisão Ruslan Viana e Dênio Costa

A compressão é um dos recursos mais utilizados em áudio, mas também é um dos menos compreendidos, principalmente por iniciantes. Não se ouve a compressão. Ela não é um efeito como o Flanger que se percebe claramente, apesar de que, dependendo da forma como for usada, pode acabar se tornando um efeito.

No rock, usa-se compressão em praticamente tudo. Comprime-se inclusive durante a captação. Mas por que a usamos? E afinal, o que é um compressor? O que ele comprime?

Compressão é um recurso usado para diminuir as distâncias entre os picos de uma onda sonora e os seus pontos mais baixos. O compressor , literalmente, comprime a onda, até que ela reduza esses picos, uniformizando o volume e diminuindo a dinâmica.

Existem vários tipos de compressor, mas a maioria apresenta os seguintes parâmetros de regulagem:

Threshold ou limiar (significa ponto de equilíbrio, em inglês): Ele indica a partir de qual ponto o compressor irá atuar. Equivale à linha que irá espremer a onda sonora, quanto mais baixo, mais ela será espremida e menos dinâmica o áudio terá.

Ratio (ou taxa, em inglês): O Ratio divide o que passa do threshold pela razão x:1 e deixa
passar apenas o 1:x. Ou seja, se o ratio é 2:1 ele comprime metado do
que passa do threshold se é 3:1 ele descarta 2/3 se for 4:1 comprime
3/4, se for 10:1 comprime 9/10 e se for infinito comprime (infinito –
1)/infinito = 1 (100%), logo descarta tudo o que passa do limiar.

Make Up Gain, ou Gain: Esse parâmetro irá compensar a redução de ganho em função da compressão. Repetindo, COMPENSAR, ele não serve para aumentar o volume geral, use o fader do mixer para isso. Quando você tiver domado a onda sonora, volte com ela ao mesmo nível do sinal de entrada. Você terá um áudio no mesmo volume que tinha antes, mas ouvirá as partes mais baixas com mais clareza e terá reduzido os picos, evitando saturações.

Outros parâmetros:

Attack (ataque): É o tempo que o compressor demora a atuar a partir do momento que a onda passar do nível de threshold. Via de regra (se é que elas existem), instrumentos agudos pedem um ataque mais rápido do que os graves. Você também pode calcular a velocidade ideal a partir do BPM da música, com a fórmula 60/BPM x 1.000 = X ms (milisegundos).

Release (distensão): É o tempo que o compressor leva para deixar de atuar na onda comprimida. Quanto mais lento o release, maior a sensação de sustentação (sustain) da onda. Cuidado para você não encavalar o release com o ataque seguinte.

Knee (pronuncia-se /ní/, significa joelho): Knee define a forma de transição do som não comprimido para comprimido no nível de threshold. Se a sua intenção for cortar o ataque de uma caixa, coloque-o mais brusco, se for nivelar o volume de uma voz, deixe-o mais suave.

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