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Áudio de Pegada – Cuidados com a audição

Por Eduardo Curi

Você cuida bem dos seus ouvidos? Você usa protetores quando vai a shows, já fez uma audiometria alguma vez na sua vida, sabe quais frequências você ouve melhor? Não? Então é melhor começar a tomar esses cuidados se quiser continuar trabalhando com música.

O ouvido humano é capaz de ouvir sons de 20hz (mais grave) até 20kHz (mais agudo), pelo menos em teoria. No entanto, ao longo da vida, ocorre um desgaste, o que acaba fazendo com que haja uma perda natural da acuidade auditiva. A perda não é linear, ela pode atingir algumas frequências com mais intensidade do que outras. Ela também não ocorre por igual nos dois ouvidos. Você pode ter uma deficiência maior em determinada frequência em um dos ouvidos, mas o outro continuar intacto.

Para cuidar melhor da sua audição é bom você conhecer as regras elaboradas pelo Ministério do Trabalho sobre exposição à ruído. Nesta resolução você encontra os limites estipulados pelo órgão em Db X Tempo de exposição. Tenha em mente que um ruído baixo também pode causar uma lesão no seu ouvido, dependendo do tempo ao qual você ficou exposto.

Outra forma de proteger seus ouvidos é usar protetores, não apenas durante a exposição aos ruídos mais altos, como ensaios, shows ou festas, mas durante o dia. Você já reparou o quanto uma avenida movimentada pode ser barulhenta? Usar protetores durante o dia inteiro pode também melhorar a sua percepção na hora do trabalho, pois seus ouvidos estarão menos cansados quando você precisar deles.

Um dos maiores perigos à sua audição são os MP3 Players. Se você é do tipo que adora ouvir música no fone de ouvido, no máximo volume, lembre-se de duas coisas: primeiro, você não precisa gritar para falar quando estiver com o fone nos ouvidos e, segundo, danos causados ao aparelho auditivo são irreversíveis.

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Áudio de Pegada – Como ouvimos

Muito se fala em resposta plana ao se tratar de transdutores, como microfones ou caixas acústicas. Queremos sempre ouvir um som “fiel”, com uma resposta de frequência linear. Mas a nossa audição não é linear, muito menos fiel.

Para começar, ouvimos sons distribuídos em frequências de 20 Hz a 20 kHz, pelo menos em teoria. Porém, dificilmente você irá encontrar equipamentos que consigam reproduzir os extremos desse espectro, o que já faz com que percamos uma parte considerável de informação sonora. Outro fator limitador é a perda auditiva que sofremos com o tempo. Dificilmente, você mesmo será capaz de ouvir tais extremos, mesmo que o seu equipamento seja capaz de reproduzí-los.

Agora entramos na audição em si. A resposta de frequência dos nossos ouvidos não é linear. Nosso ouvido foi desenhado de modo que tenhamos um ganho de percepção nas frequências entre 1 e 6 kHz, ou seja, no espaço em que a voz trabalha.

Para sons mais graves precisamos de mais energia. Ou seja, para ouvir um som a 60 Hz, você precisa que ele esteja, no mínimo a 30 dB SPL. Para um som de 4 kHz, é necessário que ele esteja a pouco mais de 5 dB SPL. Comportamento semelhante acontece nos agudos a partir dos 4 kHz. Há uma maneira, no entanto, de você ter uma resposta auditiva linear: aumentar o volume até o limite da dor, pois quanto mais alto o som estiver, menor será a nossa percepção de dinâmica e mais linear se torna a resposta de frequência dos nossos ouvidos.

O que isso influencia na hora que estivermos produzindo? Tudo!

Primeiro, temos que prestar atenção no nível da monitoração. Ele deve estar em um volume confortável, que não machuque os nossos ouvidos e nos permita conversar, dentro da técnica sem termos que levantar a voz. Ao equalizar, usando um analisador de espectro como referência, não busque uma linha reta, isso irá embolar o resultado final. Use o seu ouvido como referência, e procure atenuar as frequências mais aparentes até equilibrar a mix.

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