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Cobertura de Pegada – Garimpo (2)

No último fim de semana rolou a segunda parte do Festival garimpo 2009. Flávio Charchar e Luciano Viana deram uma conferida e nos contam como foi, confira!

Sexta-feira, 11/9

Por Flávio Charchar

No último dia 11 de setembro, já marcado pelo atentado ao World Trade Center em 2001, outro evento tomou conta de Belo Horizonte: a invasão Pernanbucana do Festival Garimpo 2009. Muito bem representada pelas bandas Nuda (PE) e Eddie (PE), acompanhadas de um dos destaques da cena local, a banda Graveola e o Lixo Polifônico (BH). Um Studio Bar cheio parou para ouvir muito rock da terra do frevo, além de dançar bastante com todas as apresentações.

Quem abriu a calorosa sexta-feira foram os rapazes do Graveola e o Lixo Polifônico(BH). Com um som muito eclético e despretencioso, envolvendo referências que vão do samba ao tango e ao rock, os músicos mostraram um bom humor impecável no palco. No show, além de músicas ja conhecidas do seu último trabalho, o homônimo “Graveola e o Lixo Polifônico” (2009), a banda mostrou novas composições, lembrando uma espécie de combo, onde Mutantes encontra Móveis Coloniais de Acajú e Los Hermanos, com direito a muita experimentação. Além de técnica e várias demonstrações de multi-instrumentismo, o grupo surpreendeu com um público cativo e vários pedidos de bis, esses atendidos com muito prazer.

(Foto: Lucas Mortimer)

Graveola e o Lixo Polifônico (Foto: Lucas Mortimer)

A seguir, começa a dobradinha pernambucana da noite: a banda Nuda (PE) sobe ao palco com energia e uma pegada rock mais pesada. Marcados pelo familiar sotaque e letras que remetem aos elementos da cidade e experiências pessoais, os rapazes fizeram um excelente show. Muito suíngue tomou conta do público, que começou a esquentar de vez o Studio Bar. Um rock alternativo com a cara do som da cena de Pernambuco, incluindo levadas regionalistas e samba.

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Nuda botando fogo no Garimpo (Foto: Lucas Mortimer)

Por último e nada menos importante, a veterana Eddie(PE) não deixou pedra sobre pedra na casa. O que se pode chamar de “frevo-rock” não deixou ninguém parado e o que se viu foi uma banda emocionada e feliz com tamanha resposta de público. Os rapazes circularam por todo seu trabalho ja conhecido na cena nacional, além de alguma releituras de sucessos de conhecidos do público, como Nação Zumbi e Ramones. Sem perder o humor e com participação inusitada do percussionista do Nuda entre outras, o Eddie fez um show inesquecível para ser lembrado em várias futuras edições do Garimpo e fechou uma noite, que ja não deixava nada a desejar, com chave de ouro e jeitinho pernambucano.

Sábado 12/9

Por Luciano Viana

Última noite do Festival Garimpo no Studio Bar, e a festa contou com a presença dos mineiros do Pêlos de Cachorro e Transmissor, recebendo os convidados acreanos do Los Porongas.

O público já era bem numeroso quando subiu ao palco o Pêlos de Cachorro, que fez um competente show e acabou despertando curiosidade de boa parte do público que não os conhecia até aquela noite. É justamente esse um dos propósitos de um festival, fazer com que uma banda cative o público de outras e que lhe apresente novidades, e o Pêlos pareceu ter sido uma boa novidade para muitos ali. Para os que já conheciam a banda, não foi surpresa a competência do show.

Pêlos de Cachorro: surpresa do festival (Foto: Lixo e Corrupção)

Pêlos de Cachorro: surpresa do festival (Foto: Lixo e Corrupção)

Em seguida foi a vez dos visitantes da noite se apresentarem. O Los Porongas, banda acreana, mas atualmente residente em São Paulo, encheu os olhos, os ouvidos e a boca de muitos que tinham algumas de suas letras na ponta da língua e ajudaram a banda, soltando a voz durante o show. Uma banda agora sem discurso, mas com a musicalidade mais presente do que nunca, os Porongas fizeram um dos melhores shows do festival, alimentando o público com o seu rock que recebe influências sonoras de Stone Roses a Los Hermanos, com elementos de sua origem do Norte do Brasil, presentes, mais nitidamente, nas letras do grupo.

Fechando a noite e o festival, a banda mineira que mais se destaca no cenário independente desde o meio do ano passado. O Transmissor, único grupo que tocou, também, na edição do Garimpo de 2008, fez um show pra todo mundo cantar junto as músicas do seu álbum “Sociedade do Crivo Mútuo” (2008). Mas quando parte do público já sabe cantar até mesmo as novas músicas que ainda não foram gravadas pela banda, é um bom indício de que respirar novos ares é uma boa pedida, seja colocando um novo disco na praça ou levando o antigo trabalho a públicos que ainda não tiveram contato com ele. Ainda não foi dessa vez que o público se viu saturado das belas canções do Transmissor, que fez um ótimo show, sem rodeios, utilizando-se somente do que eles tem de melhor: as músicas. Enquanto muitas bandas precisam de elementos secundários para se destacar e compor seu conceito artístico, o Transmissor deixa que as músicas falem sozinhas por eles mesmo. Bonito show, encerrando com chave de ouro o Garimpo 2009.

Transmissor: Standards (Foto Lixo e Corrupção)

Transmissor: Standards (Foto Lixo e Corrupção)

Fica aqui nosso parabéns à produção do festival, a todas as bandas que por lá passaram e ao público, não só pelos números, mas também pela participação e envolvimento intenso durante muitos dos shows.

Expediente:
Coordenação de Jornalismo: Eduardo Curi
Redação: Flávio Charchar, Luciano Viana
Fotos: Hudson Caldeira, Lixo e Corrupção, Lucas Mortimer

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Cobertura de Pegada – Garimpo 2009

O coletivo Pegada se desdobra, mais uma vez, em um grande esforço de cobertura para trazer a melhor informação sobre o que rola nos principais eventos de música independente em Belo Horizonte. Desta vez, estamos oobrindo o Festival Garimpo 2009, produzido pelo pessoal do Alto Falante. Veja o que rolou no primeiro fim de semana do festival.

Sexta 4/9
Por Eduardo Curi

Com um formato diferente, dividido em dois fins de semana, começou o Garimpo 2009, que acontece, neste ano, no Stúdio Bar. O festival começou esta edição cheia de gás e trouxe, na primeira noite, as bandas Julgamento, Deco Lima e o Combinado e o cantor alagoano Wado.

Julgamento dá o pontapé inicial no Garimpo 2009

Julgamento dá o pontapé inicial no Garimpo 2009

O Julgamento, do vocalista Roger Deff, colaborador do nosso blog, entrou no palco com a missão de começar os trabalhos e o fez de forma competente. Já tinha assistido ao show deles no Conexão, em abril deste ano, mas quando o espaço diminui, a banda parece crescer em empolgação. Com uma apresentação explosiva, o Julgamento mostrou que rock e hip hop podem caminhar juntos muito bem.

Em seguida veio Deco Lima e o Combinaodo, mostrando o trabalho de seu primeiro álbum, “Volume 1”, lançado recentemente. Muito suíngue, percussão e uma cozinha afiada, além da participação de Roger Deff, pontuaram um show competente, que parece ter sido talhado para ser a apresentação do meio em uma noite com três bandas, mantendo a vertente da primeira apresentação ao mesmo tempo em que abre o caminho para o show seguinte.

Wado fechou a noite de forma magistral, com um show longo, mas de forma nenhuma demorado. Com uma banda simples de baixo guitarra e bateria, o alagoano despejou sua mistura sonora com arranjos bem diferentes dos ouvidos nos discos. a nova roupagem deu sangue novo às ótimas canções, com o público cantando junto em várias delas, mostrando que está antenado também com a música que rola fora do eixo.

Sábado, 5/9

Supercordas, experimental (Foto: Hudson caldeira

Supercordas, experimental (Foto: Hudson caldeira)

A segunda noite de um festival sempre tem uma árdua missão, assegurar a consistência do evento. Provando que a diversidade é a tônica do Garimpo, a noite começou com o post rock do Supercordas do Rio de Janeiro. Com nítida influência de Mogwaii, apesar de não ser instrumental, a banda fez um show no mesmo ritmo do da banda britânica, alternando momentos de tímida empolgação com passagens mais introspectivas. Composta por três guitarristas, a banda segue uma linha mais experimental, sem canções que irão grudar na sua cabeça.

Em seguida foi a vez do rock and roll dos alagoanos do Mopho tradicional e competente. Um show pesado, com boas canções e alguns covers no final fizeram com que quem gostasse do bom e velho hard rock saísse de lá satisfeito.

Fechando a noite, os belo-horizontinos do Monno, em franca ascensão ao jet set do pop mineiro. Veteranos da primeira edição do festival, a banda mostrou como fazer um show profissional, em que até os cabos dos instrumentos casavam com a atmosfera das músicas e com Bruno Miari assumindo a postura de vocalista / guitarrista inquieto no palco, prendendo a atenção do espectador.

Monno (F

Monno (Foto: Hudson Caldeira

Domingo 6/9
Por Luciano Viana

Depois do encontro com amigos e companheiros do Pegada, e ver pela TV de um buteco copo sujo o Atlético-MG ganhar de virada sobre o Santo André, foi hora de rumar ao Studio Bar para ver a terceira noite do Festival Garimpo. Desta vez, com a presença caseira marcada pelo Blue Satan e recebendo os visitantes do Rockz (RJ) e do Violins (GO) que após encerrar as atividades por duas vezes, faz sua volta aos palcos neste festival.

Abrindo a noite, os mineiros do Blue Satan empolgam apenas uma pequena parte do público, apresentando suas músicas que mesclam o punk, pós-punk e elementos do eletrônico e alguns covers, como de “Personal Jesus”, do Depeche Mode. A banda conta com alguns integrantes “medalhões” da cena rockeira da capital, como o guitarrista Ronaldo Gino e o baterista Luís Bambam, que entre outros bons projetos musicais pelos quais passaram, destaca-se o Virna Lisi, banda ícone da década de 90. Mas o Blue Satan foi uma banda que ficou aquém das demais atrações da noite, e se não fosse pelo pequeno revival da lendária Virna Lisi, após o convite para que o ex-vocalista César Maurício subisse ao palco, teriam um risco de passarem despercebido de boa parte do público naquela noite.

Rockz (Foto: Lucas Mortimer)

Rockz (Foto: Lucas Mortimer)

Em seguida é a vez de outra banda com outros “medalhões” da cena rockeira, mas dessa vez da cena carioca. O Rockz tem na sua formação integrantes que já passaram pelo Funk Fuckers, Planet Hemp, Lobão e Seletores de Frequência. Mas, ao contrário da primeira banda da noite, eles não chegaram nem perto de passarem despercebidos. Fizeram um grande show, vigoroso, com uma grande e intensa presença de palco que reforçou ainda mais a carga de energia de suas canções, que segundo os próprios, são influências de “rock´n roll de todos os tempos”. E são mesmo. Em todo o repertório do grupo, via-se pitadas de grunge, indie rock, pós-punk, stoner e por aí vai. Showzão, com algumas músicas ainda sendo cantadas por boa parte do público.

Fechando a noite, e reabrindo suas atividades, os “veteranos” do Violins (GO). Voltando aos palcos depois de um bom tempo parados, a banda teve no Garimpo 2009, a sua reestreia nos palcos. A banda tem quatro discos lançados, prepara o quinto disco e desde o lançamento do primeiro trabalho, “Aurora Prisma, 2003”, não tocava na capital mineira. O público esperou tão ansiosamente por esse show, que a banda acabou jogando com o torcida toda a favor, já que o público praticamente carregou-os nas mãos, cantando alto e intensamente todas as músicas e ainda esboçando enormes sorrisos na cara ao ouvir algumas inéditas que eles preparam para o próximo disco.

Violins, explosão no palco (Foto: Lucas Mortimer)

Violins (Foto: Lucas Mortimer)

Com isso, ficou fácil para a banda fazer uma apresentação histórica, levando o público ao êxtase com músicas do repertório dos últimos três discos como “Festa Universal da Queda”, “Grupo de Extermínios de Aberrações”, “Atriz”, entre outras. A cada canção, o público se empolgava mais, levava a banda junto e os Violins se viam cada vez mais à vontade no palco, comandando de forma magistral até o fim do show, onde os pedidos de “mais um” foram entoados em um volume maior ainda do que se cantava as músicas. A banda foi atendendo até onde a memória da sua recém união conseguiu.

Provavelmente após esse show, os integrantes do Violins tiveram a certeza de que tomaram a decisão certa ao se reunirem novamente, e ao contrário do que diz a letra uma sarcástica música suas, eles ainda terão muito o que dizer e muito a acrescentar para a música nacional.

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Festival Garimpo 2009

Começa nessa sexta-feira o Festival Garimpo, organizado pela equipe do programa Alto Falante. Em sua terceira edição, o festival traz as bandas novidades do cenário independente nacional, divididas em cinco noites de muita música boa.

Confira a programação:

Dia 4/9 – sexta-feira

– Deco Lima e o Combinado
(MG)
Julgamento (MG)
Wado (AL)

Dia 5/9 – sábado

Supercordas (RJ)
Mopho (AL)
Monno (MG)

Dia 6/9 – domingo (véspera de feriado)

Blue Satan (MG)
– Rockz (RJ)
Violins (GO)

Dia 11/9 – sexta

Graveola (MG)
Nuda (PE)
Eddie (PE)

Dia 12/9 – sábado


– Pêlos de Cachorro
(MG)
– Los Porongas (AC)
Transmissor (MG)

O festival será realizado no Studio Bar, na rua Guajajaras, 842 – Centro – BH/MG

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Cobertura de Pegada – Festival Garimpo 2008

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Entre os dias 10 e 13/12 rolou em BH o Festival Garimpo 2008. Durante os quatro dias de festival foram 13 bandas, tocando no Teatro Marília, n´A Obra e no Lapa Multshow. O Pegada mais uma vez se desdobrou em um esforço de cobertura para trazer até você tudo o que aconteceu nos palcos e também fora dele, durante os shows.

Quarta-feira
Teatro Marília, 10/12

Uma noite especial. O projeto Quarta Sônica encerra seu terceiro ano de atividades abrindo o festival. Cláudio Pilha, um dos sócios d´A Obra nos conta como a união de iniciativas podem gerar bons frutos

Drop sde Pegada #8

No palco a banda Cinco Rios apresentou seu material novo mesclado a músicas do seu primeiro disco “A Cidade Cai” e mostrando que seu som evolui cada vez mais, adquirindo identidade própria. Harmonias intricadas das oitavas médias do piano, guitarras nada barulhentas e bem cadenciadas – mas nem por isso caretas – e uma cozinha que privilegia o baixo marcado e chimbau pulsante. Tudo isso sob melodias arrastadas e simples em vocais moderados. Apesar dos Cinco músicos, a dinâmica e a mixagem no palco (e a boa acústica do teatro Marília ajuda nisso) enfatizam ao mesmo tempo cada instrumento e valorizam o espaço vazio dentro do som, efeito tão necessário à frieza das composições do grupo. Esse clima é reforçado até pelo jogo de luzes, muito azul e vermelho e até pelos tons, próximo ao Cinza (nome de outra canção deles) nos figurinos dos integrantes.

Uma noite cujo significado todos nós esperamos que se repita nos próximos anos.

Quinta-feira, 11/12
A Obra

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O Pegada começa suas atividades comerciais cuidando do estande do Circuito Fora do Eixo no primeiro dia de festival na Obra. Enquanto isso, os shows começam e quem sobe ao palco, abrindo a maratona sonora é a banda Elephas. O melhor show da noite, logo de saída. O crossover não precisa ser barulhento, o pop não precisa ser 4/4 e o punk pode ser instrumental. Com uma mistura nada ortodoxa e impossível de rotular, a banda tomou de assalto a noite despejando uma massa sonora coesa como poucas vezes se vê em shows de bandas independentes.

Elephas

Elephas

Em seguida foi a vez dos paulistas do Instiga que, com uma formação em power trio, e uma guitarra gostosa de se ouvir trouxeram ótimas melodias pop para BH. Já o Churrus de São João Del Rei fez um show simples e direto, com músicas em inglês no melhor estilo “queria ser londrino”, ecoando as obscuridades do pop feito lá fora. Definately indie.

Sexta-feira, 12/12
A Obra

Por que ler se você pode assistir?

Veja os vídeos dos outros dias do Garimpo 2008 no nosso canal no Youtube!

Abertura no Teatro Marília – Cinco Rios + Gato Jair:
Quinta-feira n´A Obra:
Lapa Multishow Parte 1:
Lapa Multishow Parte 2:

Sábado, 13/12
Lapa Multshow

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A última noite de Garimpo em BH trouxe um número maior de bandas pro Lapa Multishow e a TV Outrorock que complementou o estande do Circuito Fora do Eixo, coordenado pelo Pegada. Destaque para o ambiente muito agradável do festival em termos de interação do público, descontração e entretenimento. Além disso, um ponto alto da noite foi a ótima qualidade do som, fator não muito comum dentro de festivais.

No palco, a última noite não poderia ter começado melhor. Os mineiros do Transmissor mostraram o trabalho do seu recém lançado disco, “Sociedade do Crivo Mútuo” e mostraram porque vêm sendo apontados como destaque da cena independente. Um show impecável, levando os poucos presentes daquele momento (muito por culpa da chuva) a cantar junto as músicas. Saem do palco acompanhados dos gritos de “mais um”, mas como se trata de festival, e mais atrações ainda estavam por se apresentar, ficou para um próximo show mesmo.

Em seguida se apresenta um antigo “santo de casa”, que não chegou mesmo a fazer milagre, mas manteve o nível musical da noite; o Estrume´n´tal, banda de surf music da capital mineira. Como sempre, mostrou energia absurda, mas não chegou a empolgar de vez o ainda pequeno público que começava a chegar ao Lapa Multshow. A platéia já era mais numerosa quando subiram ao palco os cariocas do Do Amor, que com seu som meio “irreverente”, ou “ousado” (como é difícil achar adjetivo para essa banda!), fizeram um show excelente, um dos pontos altos da noite. A banda simplesmente não tem um propósito estético definido, o que é ótimo. Experimentalismo, diversão, rock alternativo, bons arranjos e bons músicos, musicalidade incrível, tudo em um único show. Até um “carimbó”, tradicional ritmo da região norte do país, foi colocado dentro do caldeirão musical Do Amor, e funcionou muito bem. Poucos foram os que conseguiram ficar parados durante o show.

O Dead Lover’s Twisted Heart subiu ao palco do Lapa no auge de público da noite. No entanto, parecia que a chuva que caia em Belo Horizonte estava afetando o ânimo da galera. Mesmo com um show cheio de convidados mais que animados (destaque para o insano Jonas Sá), o público assistiu bem comportadamente aos Dead Lover’s.

The Dead Lover´s Twisted Heart

The Dead Lover´s Twisted Heart

Logo em seguida subiram ao palco os paulistas do Cérebro Eletrônico, apresentando as músicas do ótimo CD “Pareço Moderno”. O Cérebro conseguiu segurar a atenção com um show animado e cheio de firulas. Tatá Aeroplano, líder e vocalista, trouxe seus badulaques (de serpentina a extintor de incêndio) ao palco e entreteve o público em meio a ótimas canções, com belos arranjos.

Mas o auge da noite foi o show do Superguidis! A “cozinha” super segura dá liberdade aos guitarristas, Lucas e Andrio, a colorirem as boas músicas da banda. O vocal lembra muito o Gustavo Drummond do Udora, tanto no belo timbre quanto nos tons precisos. Além disso, as letras são divertidas e sinceras, completando os componentes necessários para um ótimo show de uma grande banda.

Diante de um público já escasso, Ricardo Koctus fechou a noite no Lapa com um bom show. Acompanhado por músicos competentíssimos, mostrou composições de seu CD solo de estréia (que estava sendo lançado virtualmente no Festival) e covers de Pixies e Roberto Carlos. O show também teve participações especiais, incluindo a de Bruno Miari, vocalista da banda Monno, tocando “21 dias” do Monno.

Cérebro Eletrônico

Cérebro Eletrônico

Que venham mais festivais como esse!

Equipe de cobertura:

Coordenação e edição:
Eduardo Curi
Reportagem:
Camila Cortielha
Flávio Charchar
Geraldo Paim
Lucas Mortimer
Luciano Viana
Fotos:
Adilson Badaró
Vídeo:
Adriano Singolani

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