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Cobertura de Pegada – 10ª edição do Flamming Nights Pegada Fogo!

Por Flávio Charchar
Fotos: Lucas Mortimer e Carou Araújo

No último sábado, 15/8, aconteceu mais uma edição do Flaming Nights, produzido pela 53HC, que busca reunir bandas que se destacam na cena independente local e nacional. Participaram as bandas Radiotape (BH), Transmissor (BH), Ricardo Koctus (BH), Canastra (RJ) e Móveis Coloniais de Acajú (DF). Apesar dos atrasos nos horário, quem foi, se divertiu muito e dançou bastante.

As três primeiras atrações, ja velhas conhecidas da capital mineira trouxeram um público cativo, com pessoas cantando as músicas e acompanhando de perto. O som estava bom, apesar de muito alto, e as três bandas divulgando ainda seus últimos trabalhos, com algumas novidades no repertório. Contudo, a casa realmente encheu ao longo deles, criando expectativa para os visitantes, apesar de ambos ja serem velhos conhecidos dos belo-horizontinos, inclusive de outras edições do Flaming Nights.

Canastra no palco!

Canastra no palco!

Primeiro o Canastra invadiu com muito bom humor, empolgação e interação com o público na medida certa, fazendo “promoções peculiares”: O público trazia uma dose de conhaque durante a música “Dois Dedos de Conhaque” para o vocalista Renato em troca um CD da banda. Sempre energéticos e com “pocket covers” (pequenas partes de músicas famosas no meio de composições próprias ou entre uma e outra), a banda se divertiu bastante e comentou que seus shows em BH melhoram cada vez mais, chamando cada vez mais pessoas. É interessante também lembrar a posição de baterista da banda ocupada atualmente por Rodrigo Barba, ex-integrante do Los Hermanos, ja bem à vontade com o retorno à cena independente.

Por último, Móveis Coloniais de Acajú. Já com um histórico de casa cheia na cidade, dessa vez não foi diferente: a banda fez um ótimo show, divulgando as músicas do disco novo, “C_mpl_te”, recém-lançado pelo Trama Virtual. As novas composição têm sido muito bem recebidas pelos fãs, que cantaram muito e acompanharam as novas e velhas brincadeiras dos rapazes de Brasília, que se dizem cada vez mais felizes com a recepção dos mineiros. Os velhos sucessos do primeiro trabalho, “Idem”, também povoaram o show, atendendo ao clamor dos ouvintes por ja consagradas favoritas e encerraram a noite com muita festa.

Móveis Coloniais de Acaju

Móveis Coloniais de Acaju

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Cobertura de Pegada – Flaming Night, 20/6

Por Luciano Viana
Fotos: Lucas Mortimer

Indie Rock, Surf Music, hardcore, folk. Todos reunidos no mesmo lugar: Lapa Multishow, Belo Horizonte. Era a diversidade que fazia parte do line up de mais uma Flaming Night, evento realizado periodicamente pelo selo/produtora 53HC.

Dead Fish (ES), Autoramas (RJ), Moptop (RJ), Monno (MG) e Dead Lovers Twisted Heart (MG) foram as atrações de uma noite de público numeroso e que respeitou muito as diferenças estéticas de sonoridades das bandas, com exceção de alguns poucos casos isolados que tentaram atrapalhar a festa, mas não conseguiram.

As bandas de casa foram as primeiras a subir ao palco.

O Monno fez um show apresentando o trabalho de seus dois EPs lançados, além do já tradicional cover de “Grand Hotel” do Kid Abelha, que poderia até não ser tão bem recebido pelo público hardcore do local, mas a banda passou ilesa por esse teste. Mérito para eles que souberam levar o show muito bem. Em algumas canções de andamento mais rápido como “#1”, se viu até a formação de um mosh. Os caras também apresentaram novidades do próximo trabalho da banda, indicando algumas direções da sonoridade que está por vir.

The Dead Lover´s Twisted Heart

The Dead Lover´s Twisted Heart

Em seguida, o Dead Lovers Twisted Heart entra em palco, já chamando o público para dançar. E boa parte dele entrou na onda. Depois ainda de tocarem um cover de Ramones, mas com a roupagem Dead Lovers, parte do público que estava pé atrás com eles foi conquistado, a banda seguiu de forma mais confiante e no fim das contas, fez uma bela apresentação.

Havia tempo que o Moptop não vinha a Belo Horizonte, e ao pisarem no palco, talvez tenham se surpreendido por visualizarem bastante seguidores da banda na plateia, cantando as músicas e participando ativamente do show. Com uma apresentação enérgica e a simpatia em dia, o Moptop deixou os fãs satisfeitos e arrebanhou parte do público que ainda não os conhecia.

Autoramas

Autoramas

Os veteranos do Autoramas (e sua nova baixista), foram a banda ideal para fazer a ponte entre o Indie Rock das bandas anteriores com o hardcore do Dead Fish. A banda que mescla Surf Music, Punk Rock, Indie Rock e até elementos da Jovem Guarda, fez um show competente, fazendo um apanhado sonoro de vários momentos da carreira, com as tradicionais coreografias e a energia de sempre.

Por último, chega o Dead Fish, fazendo o primeiro show na capital mineira após o lançamento do seu último álbum “Contra Todos” (2009). Incendiário como sempre, o Dead Fish mostra porque é uma das maiores bandas de hardcore do país, servindo como referência de qualidade no estilo para muitos. Show impecável, que figurou como um dos melhores shows do ano até o momento, de acordo com muitos presentes no evento. As músicas do novo disco estão mais próximas dos resultados de álbuns como “Zero e Um” e até mesmo “Afasia”, e mais distantes da estética de “Um Homem Só”, onde o hardcore deu bastante espaço a outros elementos do rock, o que acabou não agradando tanto os fãs mais antigos. Mas com o novo trabalho, parece que público e banda se reencontraram novamente, tendo como resultado, shows mais explosivos como esse.

Dead Fish

Dead Fish

Que essa ótima noite também se estenda para a próxima Flaming Night, que acontece no dia 4/7 no mesmo Lapa Multishow, desta vez com shows de Matanza (RJ). Zumbis do Espaço (SP), The Folsoms (MG), Os Dinamites (DF) e Estrume´n´tal (MG).

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Cobertura de Pegada – 53HC Fest 2008

Três dias, 22 bandas, três casas de shows diferentes. Esse foi o 53HC Fest e a equipe de reportagem do Pegada esteve lá todos os dias! Trazemos aqui uma geral de cada noite do evento, além do Drops de Pegada #6 com o organizador do festival, Bart, coordenador da 53HC.

Divirta-se!

João Rafael

Enne ao vivo - Foto: João Rafael


Sexta, 28/11
Bar Brasil
Por Luciano Viana e Lucas Mortiner

O primeiro dia do 53HC Fest 2008, teve o hardcore como estilo principal com as bandas variando do alternativo ao metal core, ilustrando bem o que tem sido uma das diretrizes do festival: tornar-se cada vez mais eclético, trazendo diferentes sons e atraindo diferentes públicos.

Enquanto o Dilúvio abria a noite, apresentando seu metal core de pressão absurda e os guturais viscerais do vocalista Paraguay, muita gente ainda se aglomerava na porta. Ponto negativo da noite, já que ocorreram reclamações de pessoas que chegaram a ficar durante um show inteiro na fila, que caminhava muito lentamente.

O Do It Yourself e o Crossfire foram muito bem em suas apresentações e tiveram grande receptividade e interação da platéia, tanto pela competência no show quanto pela maior proximidade com a estética do head liner da noite, o Dead Fish. O que mais impressionou foi o peso e presença da única guitarra do Crossfire. Destaque para a sincronia da dupla de vocalistas.

Em seguida, veio o Enne que começou a apresentação com muita energia. Os caras mandaram muito bem. O auge do show foi o cover de “All My Life” do Foo Fighters, onde a galera fez uma roda insana. O cover conseguiu prender a atenção da platéia até o final, cujo set teve uma dinâmica muito boa.

O Cervical foi a surpresa da noite. Por ser ainda um pouco desconhecida por esses lados, a banda impressionou boa parte do público, com um show tecnicamente muito bom e de intensidade incrível, despejando no (bem alto) som do Bar Brasil seu thrash core muito bem feito.

Em seguida sobe ao palco o Confronto, que tem a sonoridade próxima do Cervical, mas com uma bagagem maior por já ter nas costas o peso de quatro turnês européias. A banda que já possui um número considerável de seguidores por aqui, não decepcionou e fez um excelente show, pautado nas músicas do recém lançado álbum “Sanctuarium” (2008) mesclado com trabalhos anteriores.

Para fechar a noite, com a partida já ganha, entra em campo o Dead Fish, levando o numeroso público da noite ao delírio. Mesmo com novo baterista (após a saída de Nô, que já estava há 17 anos na banda) e um set list que não agradou muito aos fãs mais fervorosos, a banda fez um show enérgico (como sempre) e competente, capitaneados pelo incansável vocalista Rodrigo Lima e o guitarrista Phill, considerado um dos melhores guitarristas de hardcore do Brasil. O público correspondeu eufórica e insanamente a cada acorde inicial de cada música, e o Bar Brasil se tornou pequeno para o Dead Fish e seu público naquela hora. Um ótimo primeiro dia de festival, fechado com chave de ouro.

O balanço geral do dia foi bom, mas o que mais marcou foi a péssima qualidade do som, que foi melhorando ao longo da noite, mas continuou muito alto! Atenção operadores, não é porque é METAL que tem que deixar a galera surda.

Sábado, 29/11
Lapa Multishow
Por Lucas Mortiner

Com um Lapa Multishow bem vazio e frio, os Manolos Funk ficaram a cargo de abrirem a segunda noite do 53HC Fest. Durante o segundo show, do Carolina Diz, a casa começou a encher, mas mesmo assim o público estava um pouco devagar, provavelmente por causa da chuva. Mesmo assim, o Carolina Diz fez uma boa apresentação que agradou aos seguidores da banda.

No entanto, a noite era de rock/psicobilly. A banda The Folsoms já chegou levantando e botando todo mundo pra dançar, com um repertório que incluiu músicas do rei Elvis Presley e de Johnny Cash. Porém, a partir daí, o som do Lapa começou a ficar muito ruim. O show dos Sapatos Bicolores de Brasília era só graves! Os Sick Sick Sinners subiram ao palco em seguida e o problema continuou. Mas já estava bem melhor do que antes e isso parecia não afetar a animação do público também, que dançava e cantava junto com o baixista gigante e o batera que toca sem hi-hat!

Os Inocentes foram adiantados no line up e tocaram antes do Canastra, o que causou uma debandada do público após o show. O público que ficou pra ver o Canastra aproveitou o melhor show da noite. A banda é muito boa! E o som melhorou muito. A animação do palco refletia na pista, onde todos dançavam alegremente. Nem parecia que era mais de 3h da manhã.

O balanço geral dos dois dias foi: BH precisa urgentemente de técnicos de som! Sério, não rola de ir a um festival, ver 7 shows seguidos se o som não estiver bom.

João Rafael

Público no 53HC Fest Foto: João Rafael


Domingo 30/11
Armazém
Por Eduardo Curi

Muito pesado. Esse foi o domingo no 53HC Fest. Bandas como Junkie Dogs, Lobotomia, Matanza e Chakal deixaram o pescoço de muita gente dolorido de tanto sacudir a cabeleira. Muita camisa preta, nenhum contratempo durante o evento (apesar do atraso de mais de duas horas na abertura dos portões e do som um tanto embolado durante alguns shows) e uma banda que pode ser a grande revelação da música independente nos próximos anos, o Madame Saatan e sua vocalista que domina uma platéia de marmanjos como poucas pessoas são capazes de fazer.

Com o encerramento da sexta edição do festival fica claro que Belo Horizonte tem espaço e demanda para eventos de música independente. Nos três dias foram cerca de 2.500 pessoas assistindo aos shows que aconteceram em três casas de shows da cidade.

Em meio à correria da última noite do festival, o Pegada bateu um papo rápido com o Bart, coordenador da 53HC, sobre o evento.

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