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Cineclube Unibanco Savassi realiza 1ª Mostra Usina Digital

Entre 22 e 28 de maio, o Cineclube Unibanco Savassi promoverá a 1ª Mostra Usina Digital, que reapresentará os filmes lançados pela produtora homônima em 2008. Os títulos são Fronteira, de Rafael Conde, Andarilho, de Cao Guimarães, e 5 Frações de Uma Quase História, com direção coletiva. O ingresso terá preço único promocional de R$ 5.

5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA, Brasil, 2007, 96 min, 16 anos. Direção: Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza , Lucas Gontijo, Thales Bahia. Com: Leonardo Medeiros, Cynthia Falabella , Gero Camilo, Jece Valadão. Exibição digital.
Um fotógrafo obcecado por pés femininos; um homem que se projeta em situações vistas na TV; um apático funcionário público que recebe uma proposta de um juiz corrupto; um trabalhador de um matadouro com o casamento em crise e uma secretária desiludida no amor que sonha em se casar. Estes cinco personagens terão suas vidas modificadas a partir de um quente final de semana. Prêmio especial do júri e melhor direção de arte no Cine PE 2007.
EXIBIÇÕES: Sexta (22), segunda (25) e quarta (27), às 21h30.

ANDARILHO, Brasil, 2007, 80 min, livre. Direção: Cao Guimarães. Exibição digital.
No nordeste de Minas Gerais, três andarilhos solitários percorrem trajetórias distintas, relacionando-se, cada qual à sua maneira, com os elementos de um mundo onde tudo é transitório. O documentário trata da relação entre o caminhar e o pensar e propõe uma reflexão sobre a vida como lugar de mera passagem. Seleção oficial do Festival de Veneza (mostra Horizonte) e do Festival de Roterdã.
EXIBIÇÕES: Sexta (22), às 18h20; domingo (24) e terça (26), às 21h30.

FRONTEIRA, Brasil, 2008, 85 min, 12 anos. Direção: Rafael Conde. Com: Débora Goméz, Alexandre Cioletti , Berta Zemel. Exibição digital.
No início do século 20, num casarão isolado nas montanhas, vive Maria Santa, uma jovem que todos acreditam fazer milagres. A fama da jovem cresce ainda mais quando chega ao local sua influente tia Emiliana. Ao mesmo tempo, chega também ao casarão um viajante que se encanta com a beleza de Maria. Baseado no primeiro livro do escritor Cornélio Penna.
EXIBIÇÕES: Sexta (22), às 19h50; sábado (23) e quarta (28), às 21h30.

Serviço:

1ª Mostra Usina Digital
De 22 a 28 de maio de 2009
Cineclube Unibanco Savassi
Rua Levindo Lopes, 358 – Savassi – BH
tel: (31) 3227-6648
Ingresso: R$ 5 (preço único promocional)

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Pegada Recomenda: “Assonance”, The Name

 

Por David Dines
Depois do estouro do Franz Ferdinand, ficou fácil encontrar bandas que se utilizam da sonoridade pós-punk com batida disco a cada esquina, seja em Berlim ou Curitiba. No entanto, o power-trio sorocabano The Name subverte a ordem em seu novo EP “Assonance”, ao mesclar influências incomuns e primando pela criatividade rítmica, sem usar o tempo todo o “four on the floor” típico da linha musical.
As cinco faixas de “Assonance”, produzidas pela própria banda junto a Eduardo Ramos e Sérgio Ugeda (Tronco), também são marcadas pela crueza de guitarras distorcidas e pelo uso nada ortodoxo da percussão de Oscar Segovia em três das faixas. O trabalho já abre em alto nível, com a rápida e cativante “Come Out Tonite”. A canção é guiada pelo vocal distinto de Andy, que lembra por vezes Cedric Bixler Zavala (ex-At The Drive-In, atual Mars Volta) e Luke Jenner (The Rapture).
Os BPMs seguem igualmente altos até o final do EP, quebrando o ritmo apenas na quarta faixa, “Tenant”. Outros destaques são a faixa-título e “Can You Dance, Boy”, que traz Jack White e Siouxsie Sioux para a pista e desafia o ouvinte a ficar parado. Não é à toa que o trabalho já foi indicado como um dos melhores lançamentos de 2009 até o momento pela TramaVirtual.
Confira o site oficial do The Name: http://www.thenamemusic.com

Por David Dines

Depois do estouro do Franz Ferdinand, ficou fácil encontrar bandas que se utilizam da sonoridade pós-punk com batida disco a cada esquina, seja em Berlim ou Curitiba. No entanto, o power-trio sorocabano The Name subverte a ordem em seu novo EP Assonance, ao mesclar influências incomuns e primando pela criatividade rítmica, sem usar o tempo todo o “four on the floor” típico da linha musical.

As cinco faixas de Assonance, produzidas pela própria banda junto a Eduardo Ramos e Sérgio Ugeda (Tronco), também são marcadas pela crueza de guitarras distorcidas e pelo uso nada ortodoxo da percussão de Oscar Segovia em três das faixas. O trabalho já abre em alto nível, com a rápida e cativante “Come Out Tonite”. A canção é guiada pelo vocal distinto de Andy, que lembra por vezes Cedric Bixler Zavala (ex-At The Drive-In, atual Mars Volta) e Luke Jenner (The Rapture).

Os BPMs seguem igualmente altos até o final do EP, quebrando o ritmo apenas na quarta faixa, “Tenant”. Outros destaques são a faixa-título e “Can You Dance, Boy”, que traz Jack White e Siouxsie Sioux para a pista e desafia o ouvinte a ficar parado. Não é à toa que o trabalho já foi indicado como um dos melhores lançamentos de 2009 até o momento pela TramaVirtual.

Confira o site oficial do The Name: www.thenamemusic.com

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Rock 45s agita o Cineclube Savassi na sexta, 1/5

Rock 45s com Kid Vinil, 1/5

Nessa sexta de feriado, dia 1, a festa Rock 45s vai tomar conta do Cineclube Savassi. Promovida pelo selo Vinyl Land Records com o apoio de Pegada, contará com discotecagens de Kid Vinil, lendário músico e jornalista, Luiz PF (codinome de Luiz Valente, proprietário do selo), e do DJ de Pegada JJBZ. O evento, já em sua quinta edição, propõe um apanhado geral do rock’n’roll por meio de compactos de sete polegadas em vinil, também conhecidos como “forty-fives”.

Apesar de ter perdido força no Brasil com o surgimento do CD e do MP3, na última década, o mercado de vinil vem crescendo regularmente desde 2004, segundo dados da indústria inglesa. Tendo adquirido status cult, as bolachinhas transformaram-se em objetos de desejo de muitos, ferramentas essenciais para DJs e plataforma de lançamentos de bandas alternativas. Dedicando-se exclusivamente a esse nicho, Luiz Valente criou a Vinyl Land Records, responsável por trabalhos de artistas como Autoramas, Dead Lover’s Twisted Heart e Fungos Funk no formato.

Valente conversou com o repórter de Pegada David Dines a respeito da trajetória do selo. Confira:

PF ao pé da letra

PF ao pé da letra

Como surgiu a ideia de montar um selo especializado em vinil?
Desde 2002 já venho organizando festas com o nome de Vinyl Land, a primeira foi na época que eu era dono do “Lugar” na rua Leopoldina. O objetivo era “equilibrar” um pouco a cena de DJs da cidade, e abrir espaço pra DJs que realmente investiam no seu trabalho, pois nessa epoca começou aparecer muita gente tocando CDRs e MP3 (não que eu tenha nada contra isso…). Nesse mesmo período comecei a pensar na possibilidade de discotecar também, pois já fazia isso informalmente colocando o som ambiente da casa. Mas decidi que, se fosse realmente levar a coisa a sério, gostaria de fazer somente com vinil, por ser mais divertido e desafiador. Depois de um tempo começou a dar vontade de tocar coisas que nunca foram lançadas em vinil (tipo musica brasileira de 96 pra frente), então resolvi que, já que não existia, eu iria fazer um selo focado nisso. Então a ideia partiu mais da minha vontade de comprar esses discos. Quando conheci os Dead Lover’s em 2007, conversamos sobre a ideia e o projeto se concretizou.

A Vinyl Land também investe na divulgação dos seus lançamentos na Europa. Como está sendo a recepção no exterior?
Se o termo “investir” significar comprar espaços em revistas, fazer propaganda em radio, TV ou coisa parecida, a resposta seria não, já que o selo é muito pequeno ainda. Mas, se falarmos em termos de tempo e divulgação feitas por mim mesmo, então o investimento é grande. Sempre quando toco procuro incorporar as bandas do selo no set e, seja qual for a cidade, passo nas lojas de disco e vendo os compactos no melhor estilo “conta-gotas”. Foi nesse esquema que consegui colocar os Autoramas na Rough Trade (tradicional loja de música independente de Londres), o que deu uma repercussão bem legal pra banda. Normalmente as pessoas recebem o som de bandas brasileiras super bem, mas vai de banda pra banda. Mas se percebe que pelo menos ficam curiosos e ouvem de cabeça aberta. O objetivo de minha volta agora em Maio é conseguir um distribuidor europeu para o selo, o que abre a possibilidade de acelerar o processo de novos lançamentos.

Quais as dificuldades de se trabalhar com esse tipo de formato no país?
Como trabalho com um mercado de nicho, o objetivo principal é primeiramente chegar no seu público-alvo. Já que o selo é uma extensão natural das festas Vinyl Land e das minhas discotecagens, isso é feito de forma intuitiva, com calma, paciência e muita ajuda da internet também. Não é muita gente que consome vinil no Brasil, mas é um público fiel que corre atrás do que quer, e que foi deixado de lado no país já faz mais de 10 anos. A principal dificuldade é a Polysom (ultima fabrica da America Latina) ter fechado em 2007 e ainda não ter reaberto. Com a confirmação da compra dela pela Deck Disc no fim de 2008, recebi noticias essa semana que eles devem reabrir em julho, o que provavelmente significa algo mais pro fim do ano. Se conseguirem atingir um padrão legal de qualidade e um preço acessível, acredito que vão surgir muitos outros selos (A Monstro e a Gravadora Discos já fazem isso a um tempo) e bandas interessados em prensar suas bolachas, o que seria sensacional. Quero mais é que todo mundo adote o padrão “virtual e vinil” preu poder comprar os discos também [risos]. São tantas bandas legais que temos no Brasil, que a Vinyl Land nunca dará conta do recado… Fico na torcida que isso realmente aconteça, enquanto isso vamos fazendo o que podemos pra não deixar essa cultura morrer.

Serviço:

Festa Rock 45s com Kid Vinil
Sexta-feira, 1 de maio, 23h
Local: Cineclube Savassi – R. Levindo Lopes, 358
DJs: Kid Vinil, Luiz PF (Vinyl Land) e JJBZ (Pegada)
Entrada: R$ 15 e R$ 10 (até 1h)

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Macaco Bong e Burro Morto em festa do CMMI, 20/4

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Pegada recomenda: “Casa Caindo”, Irônika

ironika_casa_caindo_ep_capa1Um retorno em grande forma. É o que simboliza o EP Casa Caindo, lançado pelo Irônika em seu website no início de março. O último trabalho da banda punk belo-horizontina havia sido a demo F… A Família Brasileira Tradicional, de 2003. Para promover o disco,o grupo se apresentou em festivais como o 53HC Fest, Grito Rock 2008, Vans Zona Punk Tour (SP) e Tribus (PI), além de ter aberto shows de Forgotten Boys, Matanza, Porcos Cegos e U.S. Bombs.

Após a divulgação, alguns desvios se seguiram para o Irônika, com a perda de integrantes e projetos que ficaram pelo caminho. As três faixas de Casa Caindo, no entanto, não dão sinais desse período conturbado. “Herois do Bar” abre com um refrão marcante, cantado em bloco pelos integrantes com entusiasmo de torcida organizada. A faixa-título e “Diz Aê!” mantêm a pegada punk/hardcore clássica, embasando as letras no curioso sotaque mineiro do vocalista e guitarrista Bruno Luiz.

Este blog de Pegada conversou com Bruno a respeito do disco e do futuro do Irônika: 

Bruno Luiz e o baterista Tiago em ação

Bruno Luiz e o baterista Tiago em ação

Casa Caindo é o primeiro lançamento da banda em 6 anos. Qual o motivo desse tempo tomado entre um trabalho e outro?
Uma burocracia interna que se desenrolou nesse tempo e a inteferência nada inteligente de um selo de BH  nas movimentações da banda. Além disto ter nos obrigado a ficar tanto tempo sem lançar um trabalho, dividiu a banda, decepcionou muita gente e desvirtuou o Irônika da proposta original que é rock’n roll sem muita enrolação. A cronologia certa “poderia” ter sido a demo em 2003, a pré-produção que gravamos em 2005, um full length em 2006 e o EP que lançamos agora em março. O que mais pesou nestes 6 anos entre um trabalho e outro, sem dúvida, é a furada que foi a pré-produção no qual fomos prejudicados com a falta de compromisso de terceiros. Mas estamos superando esta fase com o lançamento deste EP agora em março. É uma produção que fechou com tudo certo, simples e, é claro, independente. Este material mal saiu e já está ajudando a banda a tomar fôlego planejar os passos futuros.

Quais os projetos futuros da banda, com a divulgação do EP?
O grande lance para nós é seguir em frente porque o Irônika tem muita bala na agulha. Nosso primeiro passo é re-estabilizar a integridade da banda. Como foi dito no texto contido na capa do EP, a formação clássica do Irônika já era: primeiro Arthur substitui Tiago em 2008, ano em que Juarez também saiu. Este ano o Arthur teve que sair (o que já foi conversado e esperado) e Cau saiu também. Se fosse para continuar sozinho eu não estaria aqui, mas como Tiago está de volta na bateria e com força total fica mais fácil de agilizar o processo com dois membros originais. A guitarra de Juarez logo foi substituída pelo nosso amigo Júnior Skiter (atual Distúrbio Sub-Humano), um guitarrista nada metódico mas que possui uma energia incrível; estamos procurando um baixista que se encaixe no nosso som. Os próximos passos então são retomar o tempo perdido, voltar à rotina saudável que a banda tinha antes dos rachas acontecerem – compor, deixar as músicas no esquema, fechar datas de show, fazer parcerias, dar uma turbinada na cena punk rock, levantar nosso merch e finalmente cair na estrada. Sendo isto, inevitavelmente chegaremos ao nosso primeiro full length – o que eu e muita gente espera. Estamos beirando 10 anos de música punk mas somos um novo Irônika, com a garra de sempre pois amamos o que fazemos e estamos prontos pra briga.

Para baixar o EP, acesse o site: www.ironika.com.br

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Projeto Matriz apresenta Cajaba e Vomer

Em mais uma interlocução com bandas de fora dos limites de BH, o Projeto Matriz dessa semana abre espaço para dois grupos de peso: Cajaba (Santa Luzia) e Vomer (Montes Claros). O som da primeira propõe uma mistura de rap-metal com grindcore, como já dito aqui. Já o pessoal de MOC faz puro thrash metal em inglês. Noite recomendada para os headbangers de plantão.

O quê?
Projeto Matriz – BH Indie Music
com Cajaba e Vomer

Quando?
Quinta-feira, 19/03, às 21h.

Onde?
Matriz (Rua Guajajaras, 1353 – Terminal Turístico JK, Centro)

Quanto?
R$ 6 (na porta) e R$ 5 (antecipados, no Café Folha Seca – Av. Augusto de Lima, 885, Centro)

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Projeto Matriz apresenta Us Mula Preta e Cães do Cerrado

Nessa quinta-feira, 12, o palco do Projeto Matriz será das bandas Us Mula Preta e Cães do Cerrado.

A primeira, cujo EP de estreia é vendido nos eventos de Pegada, faz rock com temática baseada em “agonia, solidão vegetal, pornografia caipira polarizada em absoluto”, segundo o Myspace do quarteto. Já os Cães dispensam apresentações, certo?

Serviço:

O quê?
Projeto Matriz – BH Indie Music
com Us Mula Preta e Cães do Cerrado

Quando?
Quinta-feira, 12/03, às 21h.

Onde?
Matriz (Rua Guajajaras, 1353 – Terminal Turístico JK, Centro)

Quanto?
R$ 6 (na porta) e R$ 5 (antecipados, no Café Folha Seca – Av. Augusto de Lima, 885, Centro)

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