Áudio de Pegada – Produzindo Rádio (2)

No artigo passado comentei sobre o processo de gravação de boletins pra Rádio Justiça feito com a mesa da Behringer de 6 canais.

Neste artigo vou passar a explicar como é feito com o Marantz PMD660.

Antes uma breve exposição sobre o Audacity, que é a ferramente que a gente usa para editar os boletins. Ele é um software livre de gravação e edição de áudio. As funções dele são basicamente as mesmas do SoundForge. Com ele é possível fazer todas as operações básicas de gravação e edição e ele tem um plug in que permite que você exporte as trilhas diretamente em MP3, o que é fantástico, pois economiza tempo. Em jornalismo, esses segundos fazem bastante diferença. Um problema que eu acho é que os efeitos não trabalham em tempo real, oq eu significa que você tem que dar um preview em tudo que for aplicado na onda sonora. Eu particularmente odeio isso. Além disso, o equalizador dele é bem confuso e até hoje não consegui usa-lo direito. Mas nada que inviabilize o trabalho.

Sobre o Marantz, é o seguinte: o aparelho é um gravador digital profissional de áudio e permite até dois canais simultâneos de gravação, em linha ou via conector XLR. Para gravar locução ele é excelente, pois é bastante versátil. Pode-se gravar em .wav ou diretamente em MP3, mono ou estéreo. Além disso, ele tem uma opção que permite que você não precise regular o nível de entrada antes de começar a gravar, um compressor conjugado com um limiter. Ele grava em um cartão, que pode ser conectado ao computador por um adaptador USB, ou, se você tiver o cabo, ser ligado diretamente ao computador.

Para gravar, arrumamos uma sala relativamente quieta, mas infelizmente, sem nenhum tratamento ou isolamento acústico. Como resultado, a locução ganha um reverb natural que seria melhor se não estivesse lá. Além disso, sofremos com ruídos vindos de toda a assessoria.

Outro problema é que não tenho um filtro de pop. Eu resolvo isso apontando o microfone pra fora da reta do jato de vento que sai da boca, mas, ainda assim, acontecem alguns pops nas gravações.

Mas, apesar das dificuldades, o resultado tem sido muito bom. Todos os boletins que gravamos são usados, a locução está inteligível.

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