Áudio de Pegada – Compressão (1)

Por Eduardo Curi
Revisão Ruslan Viana e Dênio Costa

A compressão é um dos recursos mais utilizados em áudio, mas também é um dos menos compreendidos, principalmente por iniciantes. Não se ouve a compressão. Ela não é um efeito como o Flanger que se percebe claramente, apesar de que, dependendo da forma como for usada, pode acabar se tornando um efeito.

No rock, usa-se compressão em praticamente tudo. Comprime-se inclusive durante a captação. Mas por que a usamos? E afinal, o que é um compressor? O que ele comprime?

Compressão é um recurso usado para diminuir as distâncias entre os picos de uma onda sonora e os seus pontos mais baixos. O compressor , literalmente, comprime a onda, até que ela reduza esses picos, uniformizando o volume e diminuindo a dinâmica.

Existem vários tipos de compressor, mas a maioria apresenta os seguintes parâmetros de regulagem:

Threshold ou limiar (significa ponto de equilíbrio, em inglês): Ele indica a partir de qual ponto o compressor irá atuar. Equivale à linha que irá espremer a onda sonora, quanto mais baixo, mais ela será espremida e menos dinâmica o áudio terá.

Ratio (ou taxa, em inglês): O Ratio divide o que passa do threshold pela razão x:1 e deixa
passar apenas o 1:x. Ou seja, se o ratio é 2:1 ele comprime metado do
que passa do threshold se é 3:1 ele descarta 2/3 se for 4:1 comprime
3/4, se for 10:1 comprime 9/10 e se for infinito comprime (infinito –
1)/infinito = 1 (100%), logo descarta tudo o que passa do limiar.

Make Up Gain, ou Gain: Esse parâmetro irá compensar a redução de ganho em função da compressão. Repetindo, COMPENSAR, ele não serve para aumentar o volume geral, use o fader do mixer para isso. Quando você tiver domado a onda sonora, volte com ela ao mesmo nível do sinal de entrada. Você terá um áudio no mesmo volume que tinha antes, mas ouvirá as partes mais baixas com mais clareza e terá reduzido os picos, evitando saturações.

Outros parâmetros:

Attack (ataque): É o tempo que o compressor demora a atuar a partir do momento que a onda passar do nível de threshold. Via de regra (se é que elas existem), instrumentos agudos pedem um ataque mais rápido do que os graves. Você também pode calcular a velocidade ideal a partir do BPM da música, com a fórmula 60/BPM x 1.000 = X ms (milisegundos).

Release (distensão): É o tempo que o compressor leva para deixar de atuar na onda comprimida. Quanto mais lento o release, maior a sensação de sustentação (sustain) da onda. Cuidado para você não encavalar o release com o ataque seguinte.

Knee (pronuncia-se /ní/, significa joelho): Knee define a forma de transição do som não comprimido para comprimido no nível de threshold. Se a sua intenção for cortar o ataque de uma caixa, coloque-o mais brusco, se for nivelar o volume de uma voz, deixe-o mais suave.

3 Comentários

Arquivado em Áudio de Pegada

3 Respostas para “Áudio de Pegada – Compressão (1)

  1. Explicação excelente, parabéns ao pegada!

  2. Davi Brêtas

    Bacana Edu! Mandou bem !

  3. Batista

    Bom ler isso cara. Continue.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s