Áudio de Pegada – Discotecando; primeiros passos

Por Eduardo Curi

Pode até ser petulância da minha parte escrever sobre discotecagem, tendo tocado na noite apenas três vezes, mas acho que escrever sobre algo quando se está no processo de aprendizagem é sempre uma maneira de fixar o conhecimento.

Resolvi discotecar no impulso da produção da Yes We Can do dia 10/4, n´A Obra, tocando músicas que eu achava que todo mundo iria torcer o nariz quando começasse a oir lo mejor del rock latino. Algumas pessoas realmente torceram, mas não me preocupo, música é uma questão de costume e tive ótimos feedbacks do repertório.

Discotecar com CDs, colocando uma música atrás da outra é uma tarefa relativamente simples. A primeira coisa que você tem que fazer é arrumar CDs que você conheça bem. Não é necessário saber cantar todas as músicas, mas se já tiver ouvido-o pelo menos umas três vezes, vai saber como são as músicas por alto. Outra coisa é saber, entre as músicas de vários CDs, quais podem “casar” com quais. Você não quer colocar a pista bombando para em seguida meter uma baladinha e mandar todo mundo pro bar. O set precisa ter coerência. Não se preocupe com o BPM (ainda), ouça as músicas e imagine qual, entre as que você tem à disposição, pode servir melhor para manter a pista no mesmo nível de empolgação (ou mesmo desempolgação).

Se você estiver inseguro com as viradas, ou com o seu set, treine em casa antes de se aventurar em uma pick up. Eu fiz o seguinte esquema: liguei o meu som e o meu computador em uma mesa de som Behringer (dessas com quatro canais), jogando o áudio de cada um nas entradas estéreo do mixer. A equalização deixei toda flat mesmo, não era o que importava naquele momento. Separei os CDs que iria tocar e comecei a criar uma história da noite para ir direcionando as músicas. Imaginei aquele momento em que o bar acabou de abrir e não tem ninguém te ouvindo mesmo, mas a música precisa estar ligada, e comecei a colocar os chamados “fillers” (aquelas músicas que são boas, mas não são bem os hits do CD e apenas um ou outro conhece). Inicialmente com um andamento mais lento, para depois, aos poucos, ir aumentando a velocidade até aquela hora que a pista está bombando.

Treinar em casa também é bom para que você conheça os volumes dos CDs. Não existem dois discos com o mesmo nível de volume, portanto é bom você já ter uma noção de qual é mais alto do que qual para na hora do vamos ver não ter uma surpresa desagradável, deixando todo mundo surdo ou silenciando a pista de dança. Geralmente, discos mais recentes são mais altos do que os mais antigos. Use sempre o seu fone de ouvido como referência, mantenha o volume nele constante e compare uma música com a outra.

Outro fator que você deve prestar atenção é a equalização. A rigor, não é necessário mexer nela, prefira deixá-la flat, afinal, o CD já veio masterizado para você. Porém, como o ambiente sempre interfere no som que a gente ouve, coloque uma música e dê uma volta pela pista ou bar para saber como está soando. Se tiver embolado atenue os graves. Nunca dê ganho em nenhuma banda, prefira sempre diminuir a faixa de frequência que está dando problema, a não ser que você queira um efeito específico.

E quem quiser conhecer um pouco mais da música feita ao redor do mundo em várias línguas pode ir hoje ao Obar, fazer um happy houy e acompanhar a segunda terça do projeto Maio de Pegada. Vou tocar a partir das 18h, espero vocês lá!

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Áudio de Pegada

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s