Pegada Recomenda “Pequeno Céu” – Manuel Horta.

Por Flávio Charchar

Com o seu auto-intitulado “samba duro”, o “Pequeno Céu”, trabalho solo do filho de Toninho Horta e membro da banda Colorido Artificalmente, Manuel Horta, traz dinamismo e beleza ao rock instrumental. Sim, apesar da alta influência do samba no trabalho, poderíamos chamar de, pelo menos, “samba moderno” ou “pós-moderno”, além de ser um trabalho de rock com inúmeras influências.
Seguindo a linha de bandas como Hurtmold e Constantina (de Belo Horizonte também), o disco segue a ideia de “one-man band” como o trabalho anterior de Manuel, “Routineé”, mas com uma proposta mais intimista e aberta.

O CD abre com uma introdução no melhor estilo Radiohead caindo na primeira faixa, “Loshurt”, que termina na segunda, “LosHurtend”, com direito a escaleta, violão, guitarra e bateria em uma gostosa cadência de bossa-nova, totalmente desconstruída no final da musica com uma guitarra distorcida e explosiva. Exposição repetida em “Quebra o Pandeiro”, lembrando muito algumas coisas da banda de Recife, Mombojó. Em seguida, “A Ordem De Trocar As Coisas Eu Gosto” e “Bege” ja fogem para um som amis tranquilo, com uma bateria critaiva e repicada na primeira e uma guitarra marcante e de timbre muito bonito na segunda.

Já o “Interlude” se apresenta, mesmo curto, como uma das faixas mais interessantes, indo do simples ao rebuscado em uma peça de harmonia interessante encadeada pela entrada marcante de uma bateria que não se cansa de abusar dos contratempos, característica contínua na faixa seguinte, “Guitarraazul”: belos arranjos de guitarra extremamente espaciais, lembrando os arranjos de bandas como Toe e Circa Survive. “Cores”, segue uma onda semelhante, caindo novamente pro lado mais “post-rock” e sem parecer uma massa sonora desconexa, com a levada do “indie-rock” que dá continuidade na faixa seguinte, “Pequeno Céu Nublado”. Por fim, as duas últimas faixas (“Na Decadência Do Samba” e “Mais Um Carnaval”) voltam para a tendência do samba, fechando o trabalho com leveza e um final bem condizente com a temática melâncólica e triste de “Pequeno Céu”.

Um disco pra se ouvir à tarde tranquilamente e com muita atenção para os audiofílicos e músicos de plantão. O Pegada recomenda, com destaque para as faixas “Quebrando O Pandeiro”, “Mais Um Carnaval”, “Guitarraazul”e “Loshurt”.

Baixe e ouça!

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