Cobertura de Pegada – Festival Garimpo 2008

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Entre os dias 10 e 13/12 rolou em BH o Festival Garimpo 2008. Durante os quatro dias de festival foram 13 bandas, tocando no Teatro Marília, n´A Obra e no Lapa Multshow. O Pegada mais uma vez se desdobrou em um esforço de cobertura para trazer até você tudo o que aconteceu nos palcos e também fora dele, durante os shows.

Quarta-feira
Teatro Marília, 10/12

Uma noite especial. O projeto Quarta Sônica encerra seu terceiro ano de atividades abrindo o festival. Cláudio Pilha, um dos sócios d´A Obra nos conta como a união de iniciativas podem gerar bons frutos

Drop sde Pegada #8

No palco a banda Cinco Rios apresentou seu material novo mesclado a músicas do seu primeiro disco “A Cidade Cai” e mostrando que seu som evolui cada vez mais, adquirindo identidade própria. Harmonias intricadas das oitavas médias do piano, guitarras nada barulhentas e bem cadenciadas – mas nem por isso caretas – e uma cozinha que privilegia o baixo marcado e chimbau pulsante. Tudo isso sob melodias arrastadas e simples em vocais moderados. Apesar dos Cinco músicos, a dinâmica e a mixagem no palco (e a boa acústica do teatro Marília ajuda nisso) enfatizam ao mesmo tempo cada instrumento e valorizam o espaço vazio dentro do som, efeito tão necessário à frieza das composições do grupo. Esse clima é reforçado até pelo jogo de luzes, muito azul e vermelho e até pelos tons, próximo ao Cinza (nome de outra canção deles) nos figurinos dos integrantes.

Uma noite cujo significado todos nós esperamos que se repita nos próximos anos.

Quinta-feira, 11/12
A Obra

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O Pegada começa suas atividades comerciais cuidando do estande do Circuito Fora do Eixo no primeiro dia de festival na Obra. Enquanto isso, os shows começam e quem sobe ao palco, abrindo a maratona sonora é a banda Elephas. O melhor show da noite, logo de saída. O crossover não precisa ser barulhento, o pop não precisa ser 4/4 e o punk pode ser instrumental. Com uma mistura nada ortodoxa e impossível de rotular, a banda tomou de assalto a noite despejando uma massa sonora coesa como poucas vezes se vê em shows de bandas independentes.

Elephas

Elephas

Em seguida foi a vez dos paulistas do Instiga que, com uma formação em power trio, e uma guitarra gostosa de se ouvir trouxeram ótimas melodias pop para BH. Já o Churrus de São João Del Rei fez um show simples e direto, com músicas em inglês no melhor estilo “queria ser londrino”, ecoando as obscuridades do pop feito lá fora. Definately indie.

Sexta-feira, 12/12
A Obra

Por que ler se você pode assistir?

Veja os vídeos dos outros dias do Garimpo 2008 no nosso canal no Youtube!

Abertura no Teatro Marília – Cinco Rios + Gato Jair:
Quinta-feira n´A Obra:
Lapa Multishow Parte 1:
Lapa Multishow Parte 2:

Sábado, 13/12
Lapa Multshow

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A última noite de Garimpo em BH trouxe um número maior de bandas pro Lapa Multishow e a TV Outrorock que complementou o estande do Circuito Fora do Eixo, coordenado pelo Pegada. Destaque para o ambiente muito agradável do festival em termos de interação do público, descontração e entretenimento. Além disso, um ponto alto da noite foi a ótima qualidade do som, fator não muito comum dentro de festivais.

No palco, a última noite não poderia ter começado melhor. Os mineiros do Transmissor mostraram o trabalho do seu recém lançado disco, “Sociedade do Crivo Mútuo” e mostraram porque vêm sendo apontados como destaque da cena independente. Um show impecável, levando os poucos presentes daquele momento (muito por culpa da chuva) a cantar junto as músicas. Saem do palco acompanhados dos gritos de “mais um”, mas como se trata de festival, e mais atrações ainda estavam por se apresentar, ficou para um próximo show mesmo.

Em seguida se apresenta um antigo “santo de casa”, que não chegou mesmo a fazer milagre, mas manteve o nível musical da noite; o Estrume´n´tal, banda de surf music da capital mineira. Como sempre, mostrou energia absurda, mas não chegou a empolgar de vez o ainda pequeno público que começava a chegar ao Lapa Multshow. A platéia já era mais numerosa quando subiram ao palco os cariocas do Do Amor, que com seu som meio “irreverente”, ou “ousado” (como é difícil achar adjetivo para essa banda!), fizeram um show excelente, um dos pontos altos da noite. A banda simplesmente não tem um propósito estético definido, o que é ótimo. Experimentalismo, diversão, rock alternativo, bons arranjos e bons músicos, musicalidade incrível, tudo em um único show. Até um “carimbó”, tradicional ritmo da região norte do país, foi colocado dentro do caldeirão musical Do Amor, e funcionou muito bem. Poucos foram os que conseguiram ficar parados durante o show.

O Dead Lover’s Twisted Heart subiu ao palco do Lapa no auge de público da noite. No entanto, parecia que a chuva que caia em Belo Horizonte estava afetando o ânimo da galera. Mesmo com um show cheio de convidados mais que animados (destaque para o insano Jonas Sá), o público assistiu bem comportadamente aos Dead Lover’s.

The Dead Lover´s Twisted Heart

The Dead Lover´s Twisted Heart

Logo em seguida subiram ao palco os paulistas do Cérebro Eletrônico, apresentando as músicas do ótimo CD “Pareço Moderno”. O Cérebro conseguiu segurar a atenção com um show animado e cheio de firulas. Tatá Aeroplano, líder e vocalista, trouxe seus badulaques (de serpentina a extintor de incêndio) ao palco e entreteve o público em meio a ótimas canções, com belos arranjos.

Mas o auge da noite foi o show do Superguidis! A “cozinha” super segura dá liberdade aos guitarristas, Lucas e Andrio, a colorirem as boas músicas da banda. O vocal lembra muito o Gustavo Drummond do Udora, tanto no belo timbre quanto nos tons precisos. Além disso, as letras são divertidas e sinceras, completando os componentes necessários para um ótimo show de uma grande banda.

Diante de um público já escasso, Ricardo Koctus fechou a noite no Lapa com um bom show. Acompanhado por músicos competentíssimos, mostrou composições de seu CD solo de estréia (que estava sendo lançado virtualmente no Festival) e covers de Pixies e Roberto Carlos. O show também teve participações especiais, incluindo a de Bruno Miari, vocalista da banda Monno, tocando “21 dias” do Monno.

Cérebro Eletrônico

Cérebro Eletrônico

Que venham mais festivais como esse!

Equipe de cobertura:

Coordenação e edição:
Eduardo Curi
Reportagem:
Camila Cortielha
Flávio Charchar
Geraldo Paim
Lucas Mortimer
Luciano Viana
Fotos:
Adilson Badaró
Vídeo:
Adriano Singolani

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