Cobertura de Pegada – 53HC Fest 2008

Três dias, 22 bandas, três casas de shows diferentes. Esse foi o 53HC Fest e a equipe de reportagem do Pegada esteve lá todos os dias! Trazemos aqui uma geral de cada noite do evento, além do Drops de Pegada #6 com o organizador do festival, Bart, coordenador da 53HC.

Divirta-se!

João Rafael

Enne ao vivo - Foto: João Rafael


Sexta, 28/11
Bar Brasil
Por Luciano Viana e Lucas Mortiner

O primeiro dia do 53HC Fest 2008, teve o hardcore como estilo principal com as bandas variando do alternativo ao metal core, ilustrando bem o que tem sido uma das diretrizes do festival: tornar-se cada vez mais eclético, trazendo diferentes sons e atraindo diferentes públicos.

Enquanto o Dilúvio abria a noite, apresentando seu metal core de pressão absurda e os guturais viscerais do vocalista Paraguay, muita gente ainda se aglomerava na porta. Ponto negativo da noite, já que ocorreram reclamações de pessoas que chegaram a ficar durante um show inteiro na fila, que caminhava muito lentamente.

O Do It Yourself e o Crossfire foram muito bem em suas apresentações e tiveram grande receptividade e interação da platéia, tanto pela competência no show quanto pela maior proximidade com a estética do head liner da noite, o Dead Fish. O que mais impressionou foi o peso e presença da única guitarra do Crossfire. Destaque para a sincronia da dupla de vocalistas.

Em seguida, veio o Enne que começou a apresentação com muita energia. Os caras mandaram muito bem. O auge do show foi o cover de “All My Life” do Foo Fighters, onde a galera fez uma roda insana. O cover conseguiu prender a atenção da platéia até o final, cujo set teve uma dinâmica muito boa.

O Cervical foi a surpresa da noite. Por ser ainda um pouco desconhecida por esses lados, a banda impressionou boa parte do público, com um show tecnicamente muito bom e de intensidade incrível, despejando no (bem alto) som do Bar Brasil seu thrash core muito bem feito.

Em seguida sobe ao palco o Confronto, que tem a sonoridade próxima do Cervical, mas com uma bagagem maior por já ter nas costas o peso de quatro turnês européias. A banda que já possui um número considerável de seguidores por aqui, não decepcionou e fez um excelente show, pautado nas músicas do recém lançado álbum “Sanctuarium” (2008) mesclado com trabalhos anteriores.

Para fechar a noite, com a partida já ganha, entra em campo o Dead Fish, levando o numeroso público da noite ao delírio. Mesmo com novo baterista (após a saída de Nô, que já estava há 17 anos na banda) e um set list que não agradou muito aos fãs mais fervorosos, a banda fez um show enérgico (como sempre) e competente, capitaneados pelo incansável vocalista Rodrigo Lima e o guitarrista Phill, considerado um dos melhores guitarristas de hardcore do Brasil. O público correspondeu eufórica e insanamente a cada acorde inicial de cada música, e o Bar Brasil se tornou pequeno para o Dead Fish e seu público naquela hora. Um ótimo primeiro dia de festival, fechado com chave de ouro.

O balanço geral do dia foi bom, mas o que mais marcou foi a péssima qualidade do som, que foi melhorando ao longo da noite, mas continuou muito alto! Atenção operadores, não é porque é METAL que tem que deixar a galera surda.

Sábado, 29/11
Lapa Multishow
Por Lucas Mortiner

Com um Lapa Multishow bem vazio e frio, os Manolos Funk ficaram a cargo de abrirem a segunda noite do 53HC Fest. Durante o segundo show, do Carolina Diz, a casa começou a encher, mas mesmo assim o público estava um pouco devagar, provavelmente por causa da chuva. Mesmo assim, o Carolina Diz fez uma boa apresentação que agradou aos seguidores da banda.

No entanto, a noite era de rock/psicobilly. A banda The Folsoms já chegou levantando e botando todo mundo pra dançar, com um repertório que incluiu músicas do rei Elvis Presley e de Johnny Cash. Porém, a partir daí, o som do Lapa começou a ficar muito ruim. O show dos Sapatos Bicolores de Brasília era só graves! Os Sick Sick Sinners subiram ao palco em seguida e o problema continuou. Mas já estava bem melhor do que antes e isso parecia não afetar a animação do público também, que dançava e cantava junto com o baixista gigante e o batera que toca sem hi-hat!

Os Inocentes foram adiantados no line up e tocaram antes do Canastra, o que causou uma debandada do público após o show. O público que ficou pra ver o Canastra aproveitou o melhor show da noite. A banda é muito boa! E o som melhorou muito. A animação do palco refletia na pista, onde todos dançavam alegremente. Nem parecia que era mais de 3h da manhã.

O balanço geral dos dois dias foi: BH precisa urgentemente de técnicos de som! Sério, não rola de ir a um festival, ver 7 shows seguidos se o som não estiver bom.

João Rafael

Público no 53HC Fest Foto: João Rafael


Domingo 30/11
Armazém
Por Eduardo Curi

Muito pesado. Esse foi o domingo no 53HC Fest. Bandas como Junkie Dogs, Lobotomia, Matanza e Chakal deixaram o pescoço de muita gente dolorido de tanto sacudir a cabeleira. Muita camisa preta, nenhum contratempo durante o evento (apesar do atraso de mais de duas horas na abertura dos portões e do som um tanto embolado durante alguns shows) e uma banda que pode ser a grande revelação da música independente nos próximos anos, o Madame Saatan e sua vocalista que domina uma platéia de marmanjos como poucas pessoas são capazes de fazer.

Com o encerramento da sexta edição do festival fica claro que Belo Horizonte tem espaço e demanda para eventos de música independente. Nos três dias foram cerca de 2.500 pessoas assistindo aos shows que aconteceram em três casas de shows da cidade.

Em meio à correria da última noite do festival, o Pegada bateu um papo rápido com o Bart, coordenador da 53HC, sobre o evento.

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