Entrevista de Pegada – Fred Berli (Manolos Funk)

divulgação)

Manolos em ação no show Arte Sensorial (Foto: divulgação)

Suíngue com pegada! Essa é a fórmula do Manolos Funk para colocar todo mundo pra dançar em seus shows. Uma banda que destoa um pouco da produção musical em Belo Horizonte, ao fundir elementos do funk e do rock misturado a samplers eletrônicos – enquanto a maioria das bandas independentes da cidade tem um pé no punk – mas que nem por isso deixa de se integrar perfeitamente à cena da capital e região metropolitana.

A banda toca neste sábado no 53HC Fest, no Lapa Multishow, para provar que não importa o estilo, o que vale é subir no palco e dar o melhor de si.

Fred Berli, baterista do quinteto, falou ao coletivo Pegada sobre a história da banda e o fortalecimento da cena independente da cidade, confira a entrevista:

Pegada: Como a banda começou?

Fred Berli: O Manolos se formou em 2004, quando se juntou o que viria a ser a “espinha dorsal” dos Manolos : Marcelo Tchu no baixo, Fred na bateria, e Tchululu nos vocais. A ideia era fazer um trabalho autoral que fosse uma fusão entre funk, rock e “otras cositas más” que os Manolos curtissem. Nas guitarras, podemos dizer que tivemos uma certa instabilidade no “cargo” devido à dificuldade de encontrar alguém com o perfil de som que queríamos. Os samplers eram elementos que sempre quisemos colocar na banda e quando o Gustavo comprou a idéia de faze-los misturando-os a elementos percussivos, não teve jeito! O rolê que era de 4 (sem piadinhas.), virou de 5. Muita gente boa passou nas guitarras e aprendemos muito com essa situação também. Mas com certeza o atual dono da vaga, Ricardo Ulpiano, é um cara que pegou muito rápido o que é ser um Manolo.

Pegada: Como foi produzido o show Arte Sensorial e qual o objetivo e juntar música e vídeo em um mesmo espetáculo?

FB: O Arte Sensorial surgiu quando recebemos uma proposta para apresentar o projeto de um espetáculo para o Circuito Cultural da Fundação Acelor. Nos reunimos com um cara que é mais do que um brother nosso, é um Vato mesmo, o designer Marcelo Dante. Ele sugeriu a ideia de criar vídeos que dialogassem com as músicas e ao mesmo tempo servissem de cenário para o show da banda. Por meio de vídeos experimentais projetados no palco, Dante adequou a dinâmica das músicas aos elementos imagéticos, criando assim, um leque de possibilidades de interpretações. Foi uma parceria fantástica pela química da amizade e por acharmos que a música é mais que um processo sonoro, ela propõe um campo de imaginação vasto e infinito. Acreditamos que os Manolos e Dante puderam contribuir para este processo.

Pegada: Como é a atuação de vcs na cena independente?


FB
: Tentamos ajudar no fomento da cena o máximo que podemos. Procuramos realizar as tarefas e demandas do coletivo Pegada, do qual, 3 integrantes da banda são membros, e também investimos na produção de eventos, como foi o caso do Arena Livre e a festaCircuscaos em Vespasiano. Enfim, procuramos pautar nossas ações de maneira que, na medida do possivel e do permissível, possamos beneficiar a coletividade de alguma maneira. Procuramos também estar presentes ao máximo em shows de outras bandas da cena, bem como eventos que procurem fomentar e abrir novos espaços para a cena independente em BH.

Pegada: Qual a importância de BH no fortalecimento das cenas das cidades da região metropolitana?

FB: BH é fundamental não só para o fomento e fortalecimento da cena na RMBH, mas também para o territorio estratégico a ser conquistado e explorado pelo Circuito Fora do Eixo. Afinal, além das facilidades logisticas, pela proximidade física com o Eixo Rio-Sampa, a qualidade e diversidade da música produzida, em Belo Horizonte, faz com que nós, músicos e agentes culturais, tenhamos a obrigação de fomentar o cenário musical de BH. Por isso, os Manolos Funk acreditam nas acões coletivas como as grandes catalizadoras para o crescimento do mercado da capital. Quanto mais bandas aparecendo, melhor para A, B, C, e claro, para os Manolos. A briga é sempre por espaço e não pelo espaço. Existe essa sutil diferença.

OsManolos Funk tocam no 53 HC Fest no sábado, no Lapá Multishow, juntamente com as bandas Canastra, Sapatos Bicolores, Sick Sick Sinners, The Folsons, Carolina Diz e Inocentes a partir das 20h. O Lapa fica na Rua Álvares Maciel, 312, Santa Efigênia.

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