Entrevista de Pegada: Luciano Viana (Enne)

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Tem banda de Pegada no 53 HC Fest! O Enne toca na abertura do festival no dia 28, sexta-feira, no Bar Brasil. Dois discos lançados (Momentum – 2004 – e Nômade – 2007), transição do inglês para o português, pé na estrada e shows por todo o Brasil. Graças a toda essa carreira, a banda foi selecionada pelo Pegada para participar da coletânea que foi levada à feira internacional de música Womex, em Sevilha na Espanha.

O baixista e conselheiro do coletivo, Luciano Viana, conta pra gente como foi promovido de fã a baixista e a atividade no cenário independente em BH. Além do Pegada, o Enne também faz parte do Outrorock, agregação de bandas que vem ajudando a consolidar a cena da capital mineira.

Leia! Veja! Sinta! (e depois escute!):

Pegada: Como foi sua entrada na banda?

Luciano Viana: Eu entrei no Enne em 2005. Já conhecia a banda desde o tempo em que ela ainda se chamava 4sale. Era fã, ia em todos os shows por aqui. Então logo depois de lançar o primeiro disco (Momentum, 2004), o Rafa, antigo baixista, resolveu deixar a banda para seguir na carreira da aviação. Como os caras já me conheciam dos shows e sabiam que eu tocava, me convidaram para fazer um teste para um show que estava agendado. Como eu já tinha afinididade com a banda, com as músicas e com a proposta, o entrosamento ficou fácil, e após esse primeiro show em Araraquara (SP) fui convidado a assumir de vez o baixo do Enne.

Pegada: Como foi o processo de produção desse disco, da composição até a distribuição?

LV: O nosso último disco, o “Nômade”, teve uma pré-produção muito demorada, pois uma mudança muito importante aconteceu nesse meio tempo, que foi o idioma das composições, passando de inglês para português. Foi quase um ano testando a adaptação do português para nosso som, errando e acertando muito, e aprendendo, até chegar em um resultado que agradou a todos da banda. Com a pré-produção das faixas feitas, escolhemos o produtor do disco que foi o Davi Baeta, nos apresentado através do Bart da 53HC. Gravamos durante duas semanas no estúdio Solo em Belo Horizonte e no estúdio do próprio Davi Baeta no Rio de Janeiro. A arte gráfica ficou por conta de Pedro Ivo, que já tinha trabalhado no primeiro disco do Enne também. Logo após a 53HC entrou para ajudar na etapa de prensagem e ficamos vinculados ao selo a partir disso.

A distribuição ainda é uma etapa um pouco complicada para a gente. Ela é feita durante nossos shows pelas cidades. A cada cidade que passamos, deixamos material com representantes locais, como por exemplo a Monstro e a Fósforo em Goiânia, a Áudio Rebel no Rio, o bar Do Sol em Natal e por aí vai. Mas a imensa maior parte de nosso material é vendido, de fato, em nossos shows mesmo.

Pegada:
Vocês tem investido em mídias alternativas para tornar o seu trabalho conhecido?

LV
: O Enne tem investido nos meios formais de divulgação no meio independente, principalmente a internet, através de todas as ferramentas possíveis, como Myspace, Trama Virtual, fotolog, comunidade do Orkut, Youtube…

Estamos começando a estudar novas estratégias, mas vamos aguardar termos material novo em mãos, como um disco/ep novo (que deve sair no meio do ano que vem) ou o videoclipe (que deve sair no fim do ano).

Pegada
: A banda participa do Pegada e do Outrorock. Como vocês vêem essa integração entre as iniciativas para fortalecer a música independente em BH?

LV
: A interação Pegada/Outrorock, e até mesmo Pegada/Outrorock/Fórceps, ou de mais coletivos juntos, sempre é importante para ajudar a cena a se movimentar, pois uma rivalidade entre esses grupos apenas faria a cena se engessar ainda mais e não caminhar. Mas é um momento importante. Estamos em um momento importante. Belo Horizonte e região nunca tiveram uma cena tão movimentada, com muita gente querendo fazer, descruzando os braços e indo para a batalha. E os resultados estão começando a aparecer, mas o melhor ainda estará por vir, pois o potencial de crescimento dessa cena por aqui é muito grande, se bem trabalhada. E as pessoas envolvidas estão trabalhando bem. Vamos lutar para que esse ritmo continue e cresça, e não se decline mais.

1 comentário

Arquivado em coletivopegada

Uma resposta para “Entrevista de Pegada: Luciano Viana (Enne)

  1. Salve grande Zaca e a todos os ENNE, entrevista muito boa PARABÉNS!
    Tenho absoluta certeza que com a união de todos o cenário da música independente em BH, e por que não de todo o Brasil, irá se fortalecer mais e mais!
    Com uma pegada suave e forte alinhada a letras de temas pouco tratados atualmente o enne vai conquistar mais e mais admiradores de seu trabalho!

    valeu galera! \N/_

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