Um disco e nove formatos! Conheça o Cérebro Eletrônico

Cérebro Eletrônico (foto divulgação)

Cérebro Eletrônico (foto divulgação)

Quão versátil e diversa uma banda consegue ser? Ou ainda, que tal uma banda com uma vida dupla? Talvez você os veja tocando rock em português com acordes cheios de tensões ou talvez se pegue dançando ouvindo pesados beats eletrônicos, guitarras distorcidas e power chords enquanto eles cantam em francês, inglês, japonês ou portunhol!

Este é o Cérebro Eletrônico, uma banda como raramente se vê no Brasil. Apesar de ser formada pelos mesmos membros do Jumbo Elektro, o Cérebro (escalado para o TIM Festival deste ano) tem uma proposta definida e seus trabalhos são mantidos completamente em separado.

Nesta matéria estamos falando apenas com o Cérebro Eletrônico. Vindos de São Paulo, eles, recentemente, lançaram o segundo álbum, “Pareço Moderno” e o que ouvimos é uma lufada de ar fresco na música brasileira. Se a Tropicália tivesse sido inventada nesta década, provavelmente soaria como eles. A música é uma síntese do que parece moderno, com experimentações em circuit bending lado a lado com a tradicional música brasileira. Tradicional aqui não significando usual, já que possui uma riqueza harmônica e melódica igual a poucos artistas no mundo conseguiriam fazer.

Além disso, “Pareço Moderno” revoluciona o mercado fonográfico nacional ao ter sido lançado em nada menos do que nove (!) formatos diferentes; de simples download em formato MP3 até mesmo em uma lata de filme luxuosa. Precisamos de bandas assim que conseguem reinventar o mercado para mantê-lo firme e forte.

Por e mail, conversamos com Tatá Aeroplano, o cérebro orgânico por detrás do eletrônico.

1) O primeiro disco foi lançado apenas em CD tradicional ou vocês já o lançaram em formatos alternativos?

O primeiro disco foi lançado só em CD e depois suas faixas foram disponibilizadas para venda digital.

2) “Pareço Moderno” foi lançado em vários formatos. Como vocês escolheram esses formatos e quais as vantagens e desvantagens de cada um?

O disco foi lançado pela gravadora Phonobase, e a idéia dos vários formatos partiu do diretor da Phonobase, Juliano Polimeno. Nos reunimos e pensamos em todos formatos possíveis para oferecer ao público: desde Cartão de Download, onde a pessoa recebe um código de acesso e pode baixar o disco pela internet, esse formato custa R$ 5,00, até um Box especial que é uma caixa em formato de lata de cinema que contém o disco em formato digipack, um livreto contando as histórias das canções, camiseta, postais da banda, adesivos e um CD com remixes. As lojas estão recebendo o disco em formato digpack e também o Jewel Case (formato tradicional). Não vejo desvantagens com relação aos formatos, só vantagens, porque estamos atingindo um público legal com essa história, alguns fãs adquirem o disco, gostam e depois compram o Box especial, outros compram o cartão de download e depois compram o disco, isso tem mostrado que uma mesma pessoa acaba adquirindo mais de um formato do disco.

3) Ouvindo o disco, tive a impressão que vocês fazem uma Tropicália rock and roll. Como é manter a unidade musical com tanta diversidade de influências?

Nós temos influência clara da Tropicália e também do rock and roll. Conseguimos manter a unidade musical justamente porque tocamos há muito tempo juntos (pelo menos seis anos) e quando trabalhamos um arranjo de canção, colocamos todas as nossas influências ali, é tudo muito natural.

4) São Paulo é a maior cidade do país, como está o mercado e a cena para as bandas independentes na cidade?

São Paulo tem uma cena musical muito interessante e diversificada, temos casas de shows que atendem todos os gostos. Nós tocamos muito no Studio SP, que é uma casa incrível que atinge um público interessado em música e tambem em outros locais (Inferno, Clube Belfiore, Outs, SESCs, etc ). Quanto ao mercado, ele está em aberto, e acho que as bandas independentes atuais tem que ficar atentas às possibilidades de interagir com o mercado.

Matéria publicada originalmente no site Rockfeedback – A new view on music

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